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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe sempre alerta

rabiscado pela Gaffe, em 13.05.17

D.Ho

Num dia de grandes expectativas e de duplamente esperadas alegrias, a Gaffe não pode deixar que a euforia previsível apague a solidariedade para com os que sofrem.

A Gaffe não hesita em aderir ao grupo piedoso e sempre alerta que não se cansa de nos recordar, no meio do bacanal de cores e de cantigas, que existe sempre, algures, uma alma que sofre e um corpo  que padece, reportando-nos desta forma para a miséria que somos e para o pó que seremos.

 

Não ousando plantar aqui - porque demasiado doloroso -, um testemunho crudelísismo de um sofredor, a Gaffe sugere que todos os que transportam no coração a consciência do vácuo que nos é destinado e da consequente futilidade da alegria, cliquem na imagem e meditem.  

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A Gaffe a abanar

rabiscado pela Gaffe, em 07.03.17

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Mais cedo ou mais tarde, abanamos e sucumbimos à gravidade.

 

Se numa praia paradisíaca levantamos a mão para protegermos os olhos e existe uma brisa que nos refresca a tez, a idade faz com que o nosso braço pareça a bandeira vermelha desfraldada ao vento.

Se decidirmos escolher uma posição sexual diferente da do missionário, a idade faz com que os preocupemos em seleccionar aquela em que o parceiro nunca fica num ângulo inferior ao nosso, porque arriscamos a que o pobre nos veja tudo a cair.

A encorpada e gloriosa águia que tatuamos na coxa da nossa juventude, parece agora um frango encarquilhado pelas estrias e depenado pela casca de laranja que nos resta depois de sugado o sumo e mesmo os gomos aparentam desidratação.

 

Já não cruzamos a perna com a desenvoltura de outrora, chicoteando o ar e matando de inveja as acrobatas do Cirque du Soleil. A idade permite apenas que encostemos uma coxa à outra, a perninha esquerda a sustentar a amiga periclitante, com o rabo enfiado na poltrona e o joelho que tentamos levantar encostado às mamas.

Já não flutuamos pelas avenidas, de vestido quadrinho Vichy, muito Bardot, a fazer esvoaçar a nossa agilidade e silhueta. A idade faz-nos abanar por todo o lado. Faz com que pensemos que estamos cravadas numa daquelas cadeiras vibratórias ligadas a uma velocidade relaxada ou que temos incrustado e avariado o único sexo que ainda vamos tendo e que funciona a pilhas.     

 

Por muito que afirmemos que é mentira, a idade transforma, quer o nosso lazer, quer a nossa vida sexual, em preocupação.

 

As preocupações envelhecem.

 

Raparigas entradotas, ergam-se e libertem-se!

 

Retirem do baú os vossos biquínis exíguos, repletos de lantejoulas e, mesmo que desapareçam metidos nas estrias, ousem enfrentar as ondas com eles encaixados, porque o Verão, até o nosso, não pára de se repetir.

Desfilem de Vichy pelas avenidas. Afinal é vossa a glória de ter feito do padrão a coqueluche e ninguém como vos sabe vesti-lo.

Arrasem guarda-fatos e usem o que de mais estranho lá se encontra. A vossa vida é uma extraordinária colecção de cores, um inacreditável jogo de texturas, um impressionante acervo de formatos. A história de quem sóis conta-se toda assim, ao mesmo tempo.

Seduzi todos os homens que quiserdes! Afinal, a vossa experiência é uma mais-valia e sabeis perfeitamente que é uma monumental perda de tempo esperar que seja o romance a estender-nos na cama. Os percalços que porventura encontrará a vossa sedução podem ser minimizados se escolherdes um seminarista de província, ingénuo e angelical. Mrs. Robinson sempre foi uma das mulheres mais desejadas por todos os adolescentes espigados.

 

Podemos abanar no fim da refeição, mas é na mesa do jantar que foi servido que devemos saborear comme il faut a sobremesa.

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A Gaffe a namoriscar

rabiscado pela Gaffe, em 19.11.16

É tão fácil conquistar uma ruiva!

 

Basta conhecer uma das suas canções da sua vida, arrebatá-la e fazê-la esvoaçar nas asas do trompete de Chris Botti, amadurecer na voz de um dos seus homens favoritos e nunca perder uma oportunidade de fazer deslizar as palavras mais ternas na pele dos lagos do humor.

 

E não ter loiras por perto.

 

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A Gaffe sem pressa

rabiscado pela Gaffe, em 11.11.16

Uma rapariga esperta e cosmopolita odeia correr.

 

A Gaffe não se refere a atletas, como é evidente. Fala das urbanas elegâncias dispostas a sacrificar pontualidades se estas implicam distorcidas corridas pelas avenidas das cidades usando uns deslumbrantes Jimmy Choo.

 

Os rapazes estão libertos desta aversão.

 

Há, no entanto, alguns requisitos a ter em consideração.

Um homem pode sentir-se desesperado com o atraso que traz, esbaforido, esguedelhado, suado e de calcanhares a atingir o rabo, pode ficar arroxeado de tanto apertar o que só ele, exclusivamente ele, pode fazer, pode bater recordes de salto em comprimento para conseguir alcançar o avanço dos ponteiros do relógio, MAS não deve fazer transparecer e fazer-nos perceber o que se está a passar.

 

A pressa, a velocidade com que se luta contra o atraso, devem ser minimalistas.

 

Não se admite sobrecarga de peças inúteis. A viagem é sempre deslocação do essencial, nunca do acumulado.

Daí ser permitido a um rapaz esperto e digno de nos provocar, a nós, raparigas desprevenidas, atrasos incomensuráveis, apenas o uso de peças básicas, minimais, desprovidas de complexos dispositivos que amordaçam quem se quer olimpicamente apressado, fáceis de despir se a aceleração aquece e de apertar se no rosto bate a neve em Nova York.

 

Correr a favor da pontualidade não é o mesmo que sofrer as agruras do náufrago que tenta em desespero salvar manuscritos épicos. É um acto absolutamente racional e, como tal, meus caros, apresentem-se, se não for a horas, capazes de fazer com que se ignore o atraso.     

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A Gaffe e uma biblioteca

rabiscado pela Gaffe, em 30.09.16

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Fajã de Ovelha fica na Calheta, na Ilha da Madeira. A freguesia tem se cerca de 700 pessoas, 80% idosas. No Inverno o grupo de leitura tem cerca de 8 ou 9 participantes e no Verão não aparecem mais do que 3, chegados pelo anoitecer.

A minha querida Magda decidiu apelar às vossas asas para que nelas voem toneladas de livros e cheguem à Calheta povoando-a de universos.

 

Faz o favor de ser feliz e entrega a este voo os livros que merece.    

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A Gaffe revolucionária

rabiscado pela Gaffe, em 13.05.16

Há momentos em que é necessário espatifar os raminhos de alfazema, escacar os bibelots Limoge, brutalizar as fotos de gatinhos, escancarar os cofrezinhos de recordações de infância, espancar os lacinhos que decoram e fecham os diários com rendas e berloques nas palavras, despedaçar as frases com sabor a cançoneta de ninar e arrancar à vida o que é já nosso, mas que nos escapa pelas frinchas.

 

Mas façamo-lo com glamour.

 

Em todas as batalhas, os vencedores são os que jamais se esquecem de cortar as cabeças parecendo que as coroam.  

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Gavetas:

A Gaffe testando

rabiscado pela Gaffe, em 10.05.16

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A Gaffe sempre teve alguma dificuldade em identificar os rapazes que não são fãs do sexo oposto, mas que transbordam de masculinidade. Nunca sabe se aquele magnífico exemplar de homem das cavernas requintadas, sentado na esplanada à beira-mar, absorto na leitura de um romance ou em devaneio diáfano pelas ondas do azul das avenidas, pode, ou não, ser convidado para ver a sua colecção de borboletas. Nunca adivinha se o convidado, mal chegado à sala, vai desatar a vasculhar todo o armário à procura de asas prometidas, deixando esvoaçar por todo o lado a ruiva mariposa da desilusão.

 

Descobriu para colmatar a tremenda falha um pequeno subterfúgio.

 

É essencial que a vítima esteja distraída. Solitária e imersa na lentidão que chega num longínquo repouso arrebatado. A tranquilidade, a paz, a beatitude, a placidez e a calma do homem a testar são condições para que resulte a manobra traiçoeira.

 

Pé ante pé, a Gaffe aproxima-se da enlevada vítima e prega-lhe um susto.

BOOOOO! tradicional é suficiente.

 

Se apenas sobressalta o matulão que erguido agora do seu alheamento, com uma voz que chega das profundezas graves da garganta, lhe refere a imbecilidade de o ter feito perder uma palavra do texto que relia embevecido, a Gaffe reconhece o título do romance.

 

Se dá com o rapaz preso pelas garras ao toldo da esplanada, depois de ter estilhaçado um grito desalmado e de rasgar o horizonte que se avista, a pobre rapariga entende logo que o que é lido não contém, nem para amostra, o fogoso amante de Lady Chatterley.

 

Resulta sempre.

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A Gaffe animada

rabiscado pela Gaffe, em 23.03.16

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A Gaffe decide hoje sugerir vinte formas de colorir os dias cinza que vão tombando nos telhados do nosso tédio mais persistente ou fornecer um pontinho negro à monótona e quotidiana alvura do rebanho.

 

1. Na sua hora de almoço, sente-se no seu carro estacionado, ponha os óculos escuros e aponte um secador de cabelos para os carros que passam. Veja se eles diminuem a velocidade;

 

2. Sempre que alguém lhe pedir para fazer alguma coisa, pergunte se quer batatas fritas a acompanhar;

 

3. Encoraje os seus colegas de gabinete a fazerem uma dança de cadeiras sincronizada consigo;

 

4. Coloque o seu recipiente do lixo sobre a mesa de trabalho e escreva nele entrada de documentos;

 

5. Desenvolva um estranho medo aos agrafadores;

 

6. Ponha café descafeinado na máquina de café durante três semanas. Quando todos tiverem perdido o vício da cafeína, mude para café expresso;

 

7. No verso de todos os seus cheques escreva referente a suborno;

 

8. Sempre que alguém lhe disser alguma coisa, responda isso é o que tu pensas;

 

9. Termine todas as suas frases com de acordo com a profecia;

 

10. Ajuste o brilho do seu monitor para o nível máximo de forma a iluminar toda a área de trabalho. Insista com os outros de que gosta assim;

 

11. Não use pontuação nos seus textos;

 

12. Sempre que possível, salte em vez de andar;

 

13. Pergunte às pessoas de que sexo são. Ria, histericamente, depois de ouvir a resposta;

 

14. Quando for à Ópera, cante com os actores;

 

15. Vá a um recital de poesia e pergunte por que é que os poemas não rimam;

 

16. Descubra onde o seu chefe faz compras e compre exactamente as mesmas roupas. Use-as um dia depois do seu chefe as usar. Tem ainda mais impacto se o seu chefe for do sexo oposto;

 

17. Mande e-mails para o resto da empresa dizendo o que está a fazer em cada momento. Por exemplo: Se precisarem de mim, estou na casa de banho;

 

18. Coloque um mosquiteiro à volta da sua secretária e ponha um CD com sons da floresta, durante o dia inteiro;

 

19. Quando sair dinheiro da caixa multibanco, grite desalmada;

 

20. Ao sair do jardim zoológico, corra na direcção do parque de estacionamento aos gritos: Salve-se quem puder! Eles estão soltos!

 

 

Verá que a vida se torna muitíssimo mais movimentada!

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A Gaffe inventiva

rabiscado pela Gaffe, em 17.02.16

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Uma amiga querida confessa-me, murmurando através de um ranger de dentes assassino, que está perto de ver lesados os seus nervos neuróticos - não é grande coisa a anatomia, mas não pio, porque a tragédia é grande -, por se sentir estafada, exausta e completamente farta de tentar, sem sucesso, que o marido baixe a tampa da sanita.  


É impressionante como a solução é simples!


Há no Instituto Superior de Engenharia uma imensidão de rapazes simpáticos e dedicados a coisas que ultrapassam as habituais capacidades de qualquer mortal, que sentiriam uma excitação significativa, se lhes fosse permitido dar à luz um dispositivo que evitasse o colapso nervoso da minha querida desesperada.
Eu sugiro que seja criada uma geringonça - que se adapte à tampa da sanita e não ao Parlamento Europeu - accionada quando o esquecido estiver a terminar o que não vou referir aqui porque normalmente é óbvio. O disparo do apetrecho soltaria, colocando num ângulo cientificamente estudado, um daqueles espelhinhos que deformam o que reflectem.


Creio que seria suficiente um que diminuísse o reflectido. 

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A Gaffe veste a verdade

rabiscado pela Gaffe, em 30.12.15

 

Creio que não seria de todo má ideia se usassemos, de vez em quando, uma peça que nos lembrasse com alguma insistência pequenas verdades que todos gostamos de esquecer.

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A Gaffe na cama

rabiscado pela Gaffe, em 27.07.15

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Deus dorme.

Deus dorme numa Hästens. Aliás, para os mais fervorosos, Deus é uma Hästens.

 

A loja do Porto, aberta recentemente, tem no atendimento um cruzamento entre um arquivista conservador e um playboy de meia-idade que usa como referência Cristiano Ronaldo para nos impressionar com os escolhidos dois metros quadrados de paraíso celestial garantido por 25 anos, de que a vedeta não prescinde.

A Hästens é o Rolls-Royce das camas, apregoa. O slogan não deixa de parecer ranhoso, mas acaba por se revelar bem conseguido, tendo em consideração a excelentíssima qualidade do produto sueco e o seu preço que, como seria de esperar, não admite negociação. 70% no acto da encomenda e o restante no da entrega.       

A composição das Hästens é complexa. Recorre-se a métodos de fabrico artesanais e as matérias que as constituem são rigorosamente escolhidas e de qualidade extrema. As camadas distintas, sobrepostas, produzem um espaço insonorizado e proporcionam um conforto a que só os deuses costumam ter direito.

As duas classes existentes - escandinava e continental - diferem ligeiramente no preço, mas são ambos de uma perfeição inigualável.

A entrega demora cerca de oito semanas, porque uma Hästens é sempre personalizada pelo cliente e executada à medida dos seus desejos que devem no entanto respeitar o padrão que a identifica.

 

Se Deus dorme numa Hästens, é altura de acordar com ele ao lado. 

 

No Porto - Av. Marechal Gomes da Costa, 218 / Rua de Jorge Reinel, 40

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A Gaffe escanhoada

rabiscado pela Gaffe, em 02.07.15

escanhoado.jpgA Gaffe sujeitou dez dos cavalheiros que a rodeiam - número exíguo que contrasta com a multidão que de admiradores que a sufocam - a um teste matinal.

Embora tenham os dez olhado de soslaio perante o início do enunciado, libidinosos e mal intencionados, concordaram em participar no desafio tendo em conta que seria a Gaffe a avaliar os resultados.

 

Durante uma semana cinco deles teriam de se escanhoar diariamente com uma espuma de barbear escolhida por esta rapariga exigente enquanto os restantes usariam a costumeira. No final, seriam analisados presencialmente os desfechos.

 

As conclusões são as esperadas.

 

Os que se barbearam usando a espuma a que estavam habituados revelam uma claríssima diferença de qualidade na textura da pele, na sua maciez, na sua doçura, e na perfeição do cinza metálico e suave que ornamenta o queixo mais viril. Os barbeados com a espuma escolhida pela Gaffe exibem um escanhoado perfeito, macio, sedoso, uniforme e absolutamente atraente e perfumado.

 

É evidente que a Gaffe não foi patrocinada pela marca que seleccionou e esteve tentada a omiti-la. No entanto, e em nome das raparigas com pele sensível que ficam todas esbardalhadas com beijos masculinos mal barbeados, decidiu anunciá-la.

 

Rapazes, por pouquíssimo mais que três euros – na loja da fábrica os preços são irreais – conseguem adquirir o milagre aveludado e, se forem ligeiramente mais gastadores, podem obter a gama completa dos produtos dedicados às vossas matinais e higiénicas tarefas diárias.

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 Um trunfo português.

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A Gaffe interrompida

rabiscado pela Gaffe, em 03.06.15

Jim Schaeffing.jpgPLEASE, DON´T INTERRUPT ME WHILE I’M IGNORING YOU.

 

Ilustração - Jim Schaeffing

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A Gaffe de Sexta à noite

rabiscado pela Gaffe, em 24.04.15

Ernest Chiriaka.jpgLet’s go somewhere and judge people!  

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A Gaffe promove a leitura

rabiscado pela Gaffe, em 11.04.15

biblioteca.jpgA Gaffe dá consigo a pensar que a desertificação das bibliotecas talvez se possa também atribuir às rígidas normas de funcionamento destes depósitos de livros e à falta de iniciativa dos bibliotecários.

Se um rapagão tatuado, de tronco bem legível e com o resto dos capítulos dignos de figurar nos escaparates do MET, ousasse quebrar as regras de compostura e folheasse posições inusitadas, balançando-se ao ritmo do passar das páginas, com o beneplácito da Instituição, a Gaffe acredita que uma chusma de raparigas e um razoável número de congéneres no masculino, até os dentes cravariam nas estantes à procura do título que se lê com tanto despojamento musculado.  

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