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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe térmica

rabiscado pela Gaffe, em 25.11.16

A Gaffe quentinha.jpgA Gaffe admite que não é atractivo surpreender um rapaz a usar roupa interior térmica. Uma rapariga fica a pensar que o homenzinho, à noite, antes de deitar, tem de ser brindado com beijinho da mamã que lhe faz um chá e lhe leva bolachas, aconchegando-lhe os cobertores não se vá constipar e que tem de obter a aprovação da matriarca para poder levar a miúda ao cinema, desde que prometa chegar cedo, que a senhora não dorme sabendo-o a correr riscos.   

 

Depois, os formatos das ceroulas fazem com que uma rapariga perca o tino, enlouquecida pelo apelo erótico que delas emana, apenas se vestidas por um cowboy sacana num western vintage ou por um GNR que não tira as botas.

 

Há contudo uma marca - A Gaffe não a refere, não por razões éticas, mas por não se lembrar, - que faz da roupa térmica interior uma autêntica lareira perto dos nossos sonhos mais inconfessáveis.

Similar aos fatos inteiriços de pele de tubarão dos nadadores olímpicos, é este pecado que dá razão à mãe do petiz: Nós somos o perigo.   

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A Gaffe intimíssima

rabiscado pela Gaffe, em 18.11.15

Levada pela onda mais íntima, mais intimista e mais subtil, recordo-vos, rapazes, que nunca é anacrónico o uso da singlet branca, tão vintage, sob uma camisa imaculada, fleumaticamente clássica, presa nas calças irrepreensíveis onde a ausência propositada de cinto nos faz acreditar que, nos elevadores, rasgais à dentada todo o conjunto para fazer surgir super-heróis.

 

Não é uma actualização de Donald Draper - quem o quer actualizado?! -, mas inicia um processo bastante curioso nas nossas almas felinas e faz-nos desejar com ardor colaborar nas dentadas.

Pode não ser, não tem que ser, parte dos universos anunciados nos desfiles de futuras estações, à espera que surja no final o criador agradecendo com vénias estudadas, mas quem se importa?!

 

Há elementos que permanecem intemporais quando se fala de beleza, de elegância e de inteligência e, recordo-vos, a sensualidade pode ser apanágio de qualquer colecção iluminada, mas a ilícita volúpia que se esconde nas sombras daquilo que se torna sensual, não é passível de ser reproduzida em plástico ou reconstruída pela ideia criadora.

 

Encontramo-la apenas, de surpresa, brutal e avassaladora, num canto qualquer das nossas vidas.

 

Na foto - Grief por Erwin Olaf

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A Gaffe de cuecas

rabiscado pela Gaffe, em 10.07.12

O layout d’O Martelo (e esta frase não é o que parece!) foi criado por um corajoso amigo, capaz de trautear a linguagem html com uma facilidade invejável e com a paciência digna de um monge tibetano, tendo em conta que estive debruçada no seu ombro o tempo todo, não me calando um segundo, alvitrando as tolices normais e que são consequência imediata da minha total ignorância nesta área.

Por causa deste querido, tenho no blog um contador de visitas, um monstro indiscreto que me grita a desolação que sinto quando vejo a descer vertiginosamente o número de incautos turistas que por este cantinho passam.

Não sabendo (e não conseguindo – sou uma rapariga curiosa) ignorar o mostrengo, aniquilando-o de vez, decidi parar quando o contador me declarar guerra aberta e me humilhar com a baixeza de me ter apenas a mim, lendo as tolices que vou espalhando.

É oportuna a referência a este rapaz solícito e informaticamente assertivo, porque é dos raros que ainda usa cuecas (slips para os amigos).

Como sei?!

Há coisas que uma rapariga adivinha sem necessitar sequer de confirmar a veracidade do que supõe (e já vi, o que também ajuda).

Segundo as informações que me chegaram daqui, a maioria dos homens que me sussurraram o modo como decoram os seus interiores, usa boxers mais ou menos justos, com cores que não ousam mais do que o branco, o preto ou o azul-escuro. As listas, ou riscas, são preferência de alguns, mas o formato não varia, a não ser no modo como se ajustam ao que de outro modo andaria periclitante, vacilante e inseguro. A imagem será, portanto, e de preferência, esta:

O que é curioso e digno de tese de doutoramento (os interessados devem saber que a Lusófona é uma hipótese a considerar) é o facto de ter sido surpreendida com a escolha unânime das cinco raparigas que colaboraram nesta prospecção intimista.

Escolheram cuecas! As banais, simples, antigas e queridas cuecas, com abertura em Y invertido, referindo o branco como cor de eleição. O meu querido amigo está, como ficou provado, de acordo com as femininas tendências e a minha queridíssima, altíssima e elegantérrima Catarina teve mesmo a amabilidade de ilustrar esta escolha surpreendente:

 

É evidente que a recolha feita não tem, nem de longe, nem de perto, carácter científico, mas há licenciaturas que são atestadas e certificadas por muito menos e como já pertenci durante duas semanas (era eu menina e moça) a um grupo de teatro amador nos confins de Chaves, posso solicitar equivalências ao Módulo Estatístico.

A conclusão é inevitável:

Rapazes, os meninos andam interiormente errados! Os boxers escolhidos pelo sector masculino, justos ou não, por muito práticos e cómodos que sejam, não fazem parte da selecção feminina e como a maioria de vós está pronta a impressionar o sexo oposto (os restantes estão de parabéns) há que repensar o formato do que suporta aquilo que, em primária e em última instância, é a razão desta vontade.

Devo dizer, embora não seja importante esta pequena anotação, que, comigo, já são seis os votos nas cuecas (e esta frase também não é o que parece!), número quase igual ao das visitas que este cantinho recebe e que o meu querido amigo fez com que eu soubesse.

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A Gaffe hesitante

rabiscado pela Gaffe, em 06.07.12

 

Uma das minhas tragédias consiste na incómoda hesitação que se apodera da minha humilde alma quando tenho de escolher a cor dos interiores.

Falo das paredes do apartamento e das cuecas dos rapazes (não estamos com meias medidas, já que falamos de underwear).

É evidente que tudo se torna mais fácil quando temos ajuda do nosso arquitecto que, vestido e composto, nos apresenta as melhores hipóteses de coloração do quarto, mas a gravidade da questão aumenta quando o despimos e deparamos com a palidez dos boxers ou com o cabisbaixo e escuro tom dos slips.

Creio que o problema reside sobretudo no facto de não estar muito atenta à matéria em questão e desviar invariavelmente os sentidos para o interior dos interiores. Não consigo quedar em sossego e em profunda análise cromática quando na minha frente tenho um garboso rapaz, com uma silhueta de cisne de contos de fadas, quase nu e em periclitante equilíbrio, pronto a desabar nos meus braços e a despojar-se inteiro nas palmas das minhas mãos.

Opto pelo branco. Um clássico! Mas não desdenho o azul! Uma aventura noctívaga.

Mas, e se de vermelho se incendiarem todos os sentidos?!

Hesito.

Proponho que me digam, vós, rapazes, a cor do mais profundo dos vossos segredos interiores, aquela com que, quase desnudos, fascinam as mulheres. Podem mesmo, sendo uns queridos, enviar as imagens (por mail, que consta mesmo aqui ao lado) das hipóteses que consideram mais atractivas (desde que possam ser vistas e abençoadas pela minha santa avó). Terei todo o prazer em discutir depois as vossas escolhas.

Não sejam tímidos! É um segredo breve e ténue, de rápido apagar e célere despir. Contam-mo a mim, que carnalmente o dispo e o esqueço de imediato.

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