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Vi numa RTP rendida a uns olhos de corça inocente e bambinesca, várias vezes e em grande plano, Adriana Xavier, a menina que se pendurou nos braços do garboso polícia de choque, na manifestação de 15 de Setembro.
Tenho de admitir, embora contrariada, que a rapariga é um deslumbre. Linda de morrer, diria a minha santa avó que, acabo por concluir, tem um gosto duvidoso.
Não vou, por pudor e para não parecer uma cabra invejosa, referir a ventania que me parece varrer o deserto na cabecinha da pequena, nem sequer as suas ancas potentes e avantajadas, que pronunciam um grosseiramente apelidado coxame de presunto.
Parafraseando o Presidente da Junta - Não vou por aí.
Identifico na menina algumas das características detectadas pelos estudiosos, apensas àquilo que se reconhece como beleza feminina intemporal.
Segundo os peritos, o reconhecimento masculino da beleza de uma mulher está intimamente ligado a pormenores que são apanágio dos bebés.
Exactamente!
Os rapazes consideram atractivo e capaz de originar encanto e fascínio, o salivar inconveniente e o instinto de protecção embevecida, características que as mais pequenas, inocentes e frágeis criaturas - os bebés deste mundo - apresentam sem esforço algum.
O rosto redondo, a pele macia e sedosa, a boca pequena de sorriso inocente, de uma castidade a toda a prova, os olhos grandes e pestanudos, claros de preferência (mesmo que esta claridade seja apenas consequência de uma alimentação compreensivelmente restrita) e a simetria nestas invejáveis especificidades.
Adriana Xavier possui o rosto que detém todas as linhas com que se cosem os rostos dos bebés. Redondo, quase irritantemente redondo, com olhos gigantes e cândidos que dominam o conjunto, com pestanas que tocam na testa, com boca minúscula, por onde solta balbucios idênticos, e com um narizinho pequeno e arrebitado, de boneca de porcelana antiga.
É evidente que lhe serão fornecidas algumas hipóteses de fazer brilhar estas particularidades. Facilmente a veremos desfilar na próxima edição do Portugal Fashion ou como inquilina de uma qualquer Casa dos Segredos.
Como em qualquer outra situação que se nos depare, a manifestação pública de uma boa rapariga, se for fotografada em condições, produz milagres, mesmo quando os milagres trazem um certo aromazinho de pecado.