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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe dorminhoca

rabiscado pela Gaffe, em 19.11.14

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Gavetas:

A Gaffe entrançada

rabiscado pela Gaffe, em 19.11.14

D&G 2014 (2).pngD & G 2014.png

 

Dolce & Gabbana 2014.pngDolce & Gabbana.png

Uma benesse que podemos fazer ao nosso cabelo, para além de o lavarmos condignamente e frequentarmos um cabeleireiro em condições, é torná-lo digno de um conto de fadas.

Em 2014 Dolce & Gabanna entrançaram de forma sublime fábulas exóticas com a magia das memórias de Primaveras perdidas e coroaram-nos Princesas de uma história sonhada onde dragões e cavaleiros esmorecem rendidos e presos aos nossos toucados.

No entanto, uma rapariga esperta não precisa de perder tanto tempo no cabeleireiro para se parecer com uma fada. Basta que sacuda as asas. É mais barato, poupa imenso tempo e os rapazes não esperam mais do que isso.

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A Gaffe apaixonada

rabiscado pela Gaffe, em 18.11.14

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É usual considerar que nos apaixonamos quando se revelam, não necessariamente juntas, as três reacções sacramentais que nos indicam que estamos muito perto da idiotice que é tantas vezes despoletada pela paixão.

A aproximação daquele que nos faz pensar que a vida pode ser um produto Disney origina quase sempre lugares-comuns plasmados em atitudes físicas incontroláveis que nos deixam em situações normalmente inconvenientes.

A respiração altera-se. Descontrola-se. Tornamo-nos sôfregas. Aproximamo-nos da asfixia que nos sabe bem sentir e a aceleração com que sorvemos e expulsamos o ar que de repente se tornou perfumado, faz com que pareçamos uma daquelas máquinas de perfuração petrolífera, descompensada, que encontrou um banco de suor. Não é bonito de se ver e causa sempre desconforto.

O coração acelera. De súbito parece que existem dois êmbolos manuseados por um psicopata que nos aperta o peito sem dó nem piedade, fazendo do coração uma maquineta descontrolada pronta a explodir a qualquer momento. Não é agradável e normalmente impede que o cérebro seja irrigado.

Sentimos o que dizem ser borboletas no estômago. A verdade é que podemos sentir qualquer outro insecto a debater-se empapado em sucos gástricos, mas é mais poético escolher um alado, colorido e primaveril. Como é fácil entender, não é de todo saudável ter bichos a torcerem-nos as entranhas. Bastou-nos observar o que se passou com Sigourney Weaver para perceber que o voo da poesia se pode transformar num murro de Muhammad Ali.

Estas três badaladas reacções físicas, apesar de consagradas, estão longe de nos provar que Cupido nos fez xixi na cabeça, embotando-nos o cérebro. O amor não é uma regra de três simples. Aproxima-se das margens dos nossos rios, no lugar onde eles estreitam como um pesponto de prata numa túnica verde, e faz-nos sentir que quando o olhamos, há um reflexo de oiro tranquilo que tomba no olhar do outro.

A Gaffe pensa que raramente sabemos se o que sentimos pelos outros é amor ou se simplesmente colhemos rosas que crescem em lugares alheios.

 

Talvez por isso a Gaffe tenha adoptado a pergunta do amigo:

- Quando sentires que eu te amo, avisas-me?

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Gavetas:

A Gaffe a apitar

rabiscado pela Gaffe, em 17.11.14

car.gifO carro novíssimo do meu irmão fala connosco.

Quando digo novo falo numa versão preta dos dentes do Paulo Portas. Brilhante, polido, ofuscante, luminoso, lustroso e cintilante. Tão novo que é por escasso triz que o homem não conduz o protótipo.

Fala! Avisa os condutores quando por incúria se ultrapassa os 120km/h!

Depois de, comme d’habitude, ter tecido considerações pouco lisonjeiras acerca do modo como está vestido (quando tirar os jenas, arranca também a pele), aceito zarpar a todo o gás guiada pelo rapagão cego de orgulho. Não quero deixar de ouvir as conjecturas do carro e sei que há tolices em que é tão bom fingir que acreditamos. 

Pensava eu que a máquina, ultrapassando o limite imposto pelas suas aparatosas entranhas, desatava flamejantemente inovadora aos gritos:

- UI!!! SEU TARADO!!!

Ou, em alternativa mais discreta, nos avisava a modos da Jacinta:

- Ai! Mnino, num bá tam depreça qu’eu esgomito.

Nada disso. O carro apita como qualquer outro. Faz um diplomático barulhinho, um pi-pi-pi-pi implicante que nos esbradalha por completo o sistema nervoso. Uma desilusão.

A viagem foi ligeiramente parecida, ela também, com os dentes do Paulo Portas, ou seja, ofuscante, mas muito próxima de me provocar um ataque de pânico.

 

Para espanto meu este apitar irritante está presente também nas nossas vidas.

Há um aviso à navegação quando nos aproximamos demais dos limites que não devemos ultrapassar. Não falo das herméticas, das codificadas mensagens dos amigos que chegam sempre a tempo e nos protegem do abismo, falo, isso sim, do silvo interior que ouvimos quando, de nós ou em nós, se aproxima o laborar surpreendente e imprevisto da vida, a perigosa velocidade com que a alma dispara e as mais inesperadas surpresas que reserva.

 

É o coração que dispara.

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A Gaffe científica

rabiscado pela Gaffe, em 15.11.14

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Toda uma investigação por fazer!

 

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Gavetas:

A Gaffe chocada

rabiscado pela Gaffe, em 15.11.14

Todas as raparigas espertas cometem com frequência o mesmo erro. Não informam as amigas que vão arrasar repletas de glamour a calçada portuguesa. As ignorantes ficam a pensar que foi um imitador pindérico de Siza Vieira o único responsável pelas textuais carecas metafóricas.

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Gavetas:

A Gaffe com prestígio

rabiscado pela Gaffe, em 14.11.14

 

Apesar de ser muito arriscado - porque é um senhor de importância significativa, muito prestigiado, normalmente amigo da nossa chefe -, e correndo o risco de levar um pontapé no rabinho se for descoberta a mostrar-vos as miudezas do cavalheiro, a Gaffe vai fazer luz sobre um dos mais prestigiados membros das suas avenidas.


Usa sempre fato aprumado e gravata impecável, de bom gosto irrepreensível. Sapatos de couro e meias discretas. Tem umas brancas nas têmporas que lhe dariam um certo charme se não fossem as ventas fedorentas. É nariz torcido para ligar com a personalidade e não gosta de brincadeiras nem de raparigas espertas ou armadas em tal. Come uma maçã ao almoço e bebe uma garrafa com um litro de água - a Gaffe pensa que é mesmo por isso que anda todo rijo. Má digestão. Aquilo misturado rochifica. Não nos liga um pirolito e trata-nos como se fossemos cocó debaixo do sapato e nunca, mas nunca, dá o braço a torcer. Pode dar a torcer tudo o que sobrar, mas o braço? jamais!


Tem umas namoradas alguns séculos mais novas do que ele e com a inteligência dum capachinho. Nesta área tem o apoio da Gaffe. Mais vale uma loira com o cérebro aquoso do que a esposa com ele noutro estado, pois é casado com uma mulher gorda e pedante cheia de jóias, com o Topo Giggio morto ao pescoço e que acha que as loiras insinuantes são as alunas que ficaram aprovadas na cadeira do marido, embora tenha percebido que o homem não é o professor de anatomia e que, se o fosse, apenas saberia descrever os corpos cavernosos da sua pilita e mesmo assim só depois de a encontrar.


Muito discreto e reservado passa por nós todo empertigadito, mas não deixa de nos mirar o traseiro que sentimos a arder e que tentamos fazer desaparecer virando-nos e caminhando de marcha-atrás. Este nosso modo de locomoção dá-lhe uma sensação de realeza o que lhe permite levantar o queixo e tentar olhar para o nosso decote sem nenhum pudor.

 

A Gaffe tem um destes senhores a pavonear-se todos os dias pelo seu departamento. Vem almoçar com a chefe de serviço e esta rapariga esperta desconfia que depois da sobremesa se debicam um ao outro, isto apesar de ninguém mentalmente activo ter estofo para ir para a cama com um javali pálido.

 

É evidente que não devia personalizar. É imperdoável - a Gaffe sabe -, mas não pode de maneira nenhuma deixar de vos dizer o nome impagável do prestigiado cavalheiro que vos está a apresentar: M. de Tesont.

Agora, ó gente da minha terra - agora é que eu percebi, esta tristeza que trago, foi de vós que a recebi -, é fácil imaginar as caras de extâse muito pouco católico da Gaffe e das suas companheiras de infortúnios laboratoriais quando fazem questão de serem elas a informar a chefe de serviço que tem de esperar no átrio que o Tesont chegue.

 

Nota - Creio ser conveniente começar a censurar-me, porque suspeito que dei início a um esbardalhanço muito pouco reservado...

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A Gaffe no Porto

rabiscado pela Gaffe, em 14.11.14

A Identidade de cidades e bairros tem vindo a adquirir uma importância capital no desenvolvimento do turismo e comércio local. Não foi diferente da Cidade do Porto.

O resultado é uma tipografia simples e grafismos iconográficos que remetem aos famosos azulejos portugueses.

Ouçamos a equipa que criou de forma brilhante a identidade desta minha cidade:

24.jpg"O desafio apresentado foi muito claro. A cidade precisava de um sistema visual, uma identidade visual que pudesse organizar e simplificar a comunicação com os cidadãos, e que pudesse, ao mesmo tempo, definir uma hierarquia clara, juntando a câmara e a cidade. Tínhamos de representar o Porto, uma cidade global, uma cidade para todos.

Essa cidade nunca poderia ser uma entidade vazia, ou uma mera localização geográfica, limitada por barreiras físicas. Está cheia de vida, de carácter, de ícones e símbolos, de costumes e modos de viver, com lugares emblemáticos, paisagens e um horizonte muito particular. Não pode ser resumida num ou dois edifícios. Está viva, e a sua identidade não poderia ser fixa ou fechada. Precisava de respirar e crescer diariamente.

 

Antiga, Mui nobre, Sempre Leal, Invicta Cidade do Porto.

O Porto sempre foi uma cidade apaixonada. Tem uma escala que permite uma relação de proximidade. Aqui sentimo-nos confortáveis, sentimo-nos em casa. Desenvolvemos um sentimento de pertença com cada monumento, com cada rua. A cidade é nossa e a cada passo reconhecemos o seu sotaque e a sua atitude.

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2.jpgA causa é a cidade. A causa é o Porto.

Esta ideia de pertença pareceu-nos fundamental. Esta casa única que cada um de nós encontra na cidade precisava de ser representada. Todos deveriam ter o seu Porto.

Com esta ideia em mente, uma das primeiras tarefas a que nos propusemos foi perceber como é que os outros vêem a cidade, e o que resulta dessa observação. É óbvio, e até cliché, identificar os grandes ícones como a Torre dos Clérigos, a Casa da Música, a Ribeira, a Fundação Serralves, o rio. Estes ícones vão da incrível gastronomia ao sotaqueinconfundível do norte de Portugal. O vinho do porto, o S.João, o antigo e o contemporâneo, o património e o familiar… a lista de “Portos” continua.

Para cada cidadão o Porto representa algo diferente, particular. Se se perguntar a alguém “Qual é o teu Porto?”, o número de respostas mostra-se interminável. Sentimos a necessidade de dar a cada cidadão o seu próprio Porto. Tínhamos de mostrar todas as cidades que existem neste mesmo território.

Tornou-se claro que o Porto teria de ser muito mais do que apenas um ícone ou um logótipo isolado.Precisava de complexidade. Precisava de vida, de estórias e de personalidade.

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4.pngOs ícones

Olhando para o Porto de uma perspectiva visual encontrámos a inspiração que procurávamos nos azulejos azuis espalhados pela cidade. Embora seja característico encontrar azulejos coloridos variados, com padrões e desenhos que vão desde o mais geométrico ao mais ilustrativo, apenas os azulejos azuis são utilizados para contar estórias. Os azulejos azuis mostram a nossa história, falam da nossa cidade e dos seus monumentos. Eles são narrativos por natureza.

Inspirados nas estórias dos azulejos, desenvolvemos mais de setenta ícones geométricos que representam a cidade e a sua vivência. Os ícones foram desenhados com base numa grelha que permite criar ligações entre eles, criando uma rede contínua, que evoca um painel de azulejos. Estes ícones formam um código visual que representa a cidade. Um código que pode viver isoladamente, com cada ícone individual, ou como uma rede de símbolos que mostram a interminável complexidade da nossa cidade. Os ícones podem ainda ser um pouco mais ilustrativos, contendo estórias, mostrando a paisagem ou traduzindo as nossas paixões.

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Porto

O Porto é uma cidade com uma personalidade forte. Tem uma atitude reconhecível que é inequivocamente nossa. Por isso, para viver em conjunto com a rede de símbolos, precisávamos de uma marca com uma mensagem clara, que resumisse a nossa identidade.

A palavra foi suficiente. Numa afirmação simples e directa de quem somos e o que somos. Nada mais do que o Porto. A cidade é indiscutível, incontornável, incomparável. É o Porto.

Na palavra, no ponto, visualizamos a oralidade. Como se a atitude do Porto estivesse à espera de ser revelada. É  afirmação do que somos sem rodeios.

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E agora?

Enquanto desenhávamos os ícones apercebemo-nos que a lista de elementos a representar continuava a crescer. Cada pessoa com quem falávamos, trazia a possibilidade de um novo ícone. A lista continuou a crescer, desde os vinte ícones iniciais, aos actuais setenta ícones ainda em crescimento.

Este é um sistema aberto. Através de sugestões, painéis de desenho e entrevistas, estamos a tentar recolher o máximo de contribuições possível, e todas as semanas surgem novas ideias.

A nossa ambição é fazer com que esta identidade seja confortável e familiar para os cidadãos do Porto. Queremos que seja deles. As suas ideias e a sua participação serão tidas em consideração para construirmos estas estórias em conjunto. O Porto é uma identidade partilhada. Não quer ser acabada ou fechada. A abertura e a versatilidade deste sistema permite à identidade revelar os seus vários estados de maturidade, crescer e desenvolver-se num ambiente mutável e dinâmico. O desejo contido nesta imagem é que ela funcione para todos os portuenses, que ela possa ser abrigo de todos os portuenses, e que todos se possam encontrar nessa imagem. Na diversidade dos símbolos queremos encontrar a unidade.

Porto vem de um sentimento romântico, aquele que promete lealdade até ao fim."

 

 

Cliente: Câmara Municipal do Porto
Gabinete: White Studio
Ano: 2014
Director de Arte: Eduardo Aires
Design - projecto: Ana Simões, Raquel Rei
Designers: Raquel Rei, Ana Simões, Lucille Queriaud, Joana Mendes, Maria Sousa, Dário Cannatà
Animação: Tiago Campeã
Fotografia: Alexandre Delmar

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Gavetas:

A Gaffe tempestuosa

rabiscado pela Gaffe, em 13.11.14

one day.jpgHoje a Gaffe quer que lhe encontrem um latido, um uivo do vento e um chicote moreno a estilhaçar as nuvens, porque às vezes a vida é o latejar de um coração brando e a Gaffe quer sempre a tempestade como um bouquet nos braços.

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Gavetas:

A Gaffe de Clark Kent

rabiscado pela Gaffe, em 12.11.14

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Não há nada de errado com o Super-Homem, mas uma rapariga esperta sabe que a imagem depurada de Clark Kent é muitíssimo mais agradável do que a reveladora Lycra do super-herói.

Ter poderes desmesurados não significa de todo ter garantida a sedução.

São os homens mais comuns aqueles que revelam resistir a kryptonites e que, quando se rasgam, ficam realmente nus e não de cuecas vermelhas vestidas por cima de um fato de mergulho inibidor de qualquer excitação.  

Lois Lane sempre foi uma menina pateta.

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Gavetas:

A Gaffe sem imaginação

rabiscado pela Gaffe, em 11.11.14

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Gavetas:

A Gaffe num chuvisco

rabiscado pela Gaffe, em 10.11.14

Ivy Nicholson photographed by Norman Parkinson forMinhas caras, a elegância jamais se deve alquebrar perante as intempéries. Deve ser sempre a meteorologia a conformar-se com o allure que espargimos pelas ruas.

 

Foto - Ivy Nicholson por Norman Parkinson - Vogue, 1957

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A Gaffe atarefada

rabiscado pela Gaffe, em 10.11.14

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À Gaffe basta ser divinal.

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A Gaffe sem expressão

rabiscado pela Gaffe, em 07.11.14

SLandry_RockCrab.jpgPorque o assunto me é particularmente importante, li aqui com atenção e muito apreço os oito conselhos que contribuem para a detecção precoce do cancro da mama (o 4º e o 8º ajudam também quem sofre de prisão de ventre).

 

Nunca é demais divulgar estas regras.

 

Embora corra o risco de voltar a irritar os mais sensíveis como já o fiz outrora, levantam-se na minha frente dois senhores que respeito imenso. Nietzsche e Sobrinho Simões.

O primeiro refere, de dentro do seu bigode:

Cuidado com a fúria dos homens pacientes.

Sobrinho Simões para além de ser um sapientíssimo médico é também um admirável professor e um homem paciente. A fúria raramente é desperta, mas uma das chispas que o incendeia é sem dúvida a expressão que foi usada – derrotar o cancro.

 

Ninguém derrota o cancro. Ninguém é o vencedor.

A doença é tratada de acordo com o estádio em que se encontra e das características específicas de cada paciente. Sobreviver ou não, depende de variadíssimos factores, internos e externos, que não é lógico referir aqui, mas nunca da capacidade de se ser forte ou fraco no sentido que parece advir da expressão e que penaliza gravemente aqueles que sabem que não vão resistir.

Depende também, e em grande dose, da sorte.  

Derrotar o cancro, acaba por ser uma arma demasiado afiada para ser suportada pelas mãos dos que sabem que se vão perder e uma espécie de traição para os que esperam continuar, mesmo quando o caminho já está irremediavelmente minado.

É evidente que se trata apenas de uma expressão. É evidente que pode ser considerado um exagero preocuparmo-nos nestes casos com escolhas semânticas ou com manigâncias de comunicação, mas este cuidado não é excessivo quando implica a evidência da morte ou a vontade tantas vezes inconsequente de viver.

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A Gaffe na parede

rabiscado pela Gaffe, em 07.11.14

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