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Chega até mim, pela mão daquele que em segredo me agrada ousar pensar ser o meu secreto admirador, uma espécie de fim-de-semana repleto de paraísos.
Tenho de verificar se todos usam as jóias certas, que não sendo as britânicas, me ficam bem se as colocar no corpo.
Não é fácil pesquisar nos relances destes corpos, pecados comprometidos com o paraíso, mas há sempre indícios e pistas e rastos de um suor estranho, de um discreto arranhão, de um olhar suspeito e de um perfume a pousar no corpo errado.
Sou perspicaz e muito atenta a todos os sinais de brilhos escondidos e, confesso, agradam-me sempre estas procuras, porque são morosas, meticulosas, lentas e sobretudo porque me dão prazer. Um prazer medonho que alaga as velas e desfaz as ondas.
Procuro. Merece sempre a pena sermos aprendizes.
Há ensinamentos que são como a maçã: trazem a serpente como cúmplice e um paraíso que se oferece ao nosso.