Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe azulada

rabiscado pela Gaffe, em 13.02.18

Linda Blue

 

É um dos mais extraordinários blogs de que há conhecimento.

Por todas as razões. Por mais uma e por mais aquela. Nenhuma isolada, todas juntas.

 

É um manual de argúcia e de humor, de inteligência e ironia, de excelente disposição e de mordacidade, sem nunca deixar de ser uma visão crítica absolutamente ímpar do quotidiano.

Atentem sobretudo na construção dos textos, no exímio manusear das palavras e no resultado que se obtém quando sobre a mais banal e imbecil das realidades tomba o ácido da inteligência.

Tem sido a minha leitura favorita. Experimentem. Vicia!

 

Ilustração - Fernando Vicente

 photo man_zps989a72a6.png

Gavetas:

Redacção da semana: Os homens-sexuais

rabiscado pela Gaffe, em 12.02.18

Os homens-sexuais

 

Ontem fui à missa das cinco porque a minha prima fazia anos e gosta de agradecer ao Senhor. A minha avó diz que ela devia mas era ter vergonha que toda a gente sabe que a missa das cinco é às nove e que a minha prima vai às cinco só se for para acender a vela ao padre. A minha prima levou-me para que toda a gente visse que vai rezar para espiar os pecados assim como se vê nos filmes onde há um senhor chamado Bonde Jeimes Bonde. Não sei como é que as pessoas ficam a ver que a minha prima vai só espiar se eu for com ela mas é como aquelas pessoas que gostam muito de gente que é homem-sexual e até têm um dentro duma caixa. O homem-sexual salta de lá de dentro quando as pessoas querem dizer que são muito amigas dos LGBTT que são homem-sexuais ciclistas que trazem um LG às costas. É preciso dizer que somos amigos dos homens-sexuais e que até temos um e é ver como o tratamos bem e lhe damos biscoitos. É como os cães. A gente gosta e até tem um. Pode ter dois se formos muito mas mesmo muito amigos deles e os defendermos dos ataques das bichas homotróficas que são umas coisas que estão no trópico de câncio e que a minha professora diz que vamos estudar para a semana em estudo do meio quando falarmos no Sócrates que é um filógico da Grécia como o Cipricas. Eu também sou muito amigo dos LGBTT mas não tenho bicicleta e a minha televisão é das antigas por isso não posso dizer que tenho um homem-sexual numa caixa para mostrar de vez em quando às pessoas fixes que também têm amostras para trocar para que essas pessoas fixes achem que também somos pessoas humanas boas e nos mostrem as amostras delas. A minha prima Idalina não gosta de homens-sexuais e não tem nenhum para mostrar. Só tem cremes que a minha irmã rouba no Pingo-Doce e uns balões que se metem nas pilas para a prevenção rodoviária que a minha prima Idalina anda muito na estrada. A minha prima diz que há um senhor cardeal muito velhinho que até nem quer os homens-sexuais naquelas escolas muito grandes onde se aprende a rezar em estrangeiro morto chamado latim. Nessas escolas só andam rapazes e senhores padres por isso não há cá poucas vergonhas de caril sexual. O caril sexual é um condomínio que se mete no frango e nos indianos. Só para dizer que sei. A minha prima disse que o senhor padre da missa das cinco que é às nove também não gosta de gente que lhe aparece com caril sexual mas sem frango porque o caril sexual só deve ser usado quando a gente tiver os imbredientes todos. Não é assim à toa sem pensar em casar uma coisa com a outra. A verdade é que fico muito atrapalhado com estas coisas porque não percebo como é que um senhor velhinho vestido de viúva velha que não pode provar o caril consegue mandar uns bitaites que são coisas dos BTT sobre culinária como se fosse o senhor Avilez que é um cozinheiro muito famoso que mete muito sal na comida que aquilo depois até parece o mar morto. Não sei se usa caril sexual porque nunca provei nada, mas sou como o senhor cardeal e até mando bitaites.                   

 photo man_zps989a72a6.png

A Gaffe desfilando

rabiscado pela Gaffe, em 12.02.18
 

1.jpg

 

Não gosto do Carnaval. Nunca simpatizei com desfiles de máscaras. 
Dou uma vista de olhos apenas quando os figurantes já cansados revelam os atributos que disfarçam sob fatiotas imbecis de príncipes de nada. 

 photo man_zps989a72a6.png

Gavetas:

A Gaffe de Pittoni

rabiscado pela Gaffe, em 10.02.18

Giovanni Battista Pittoni

 

 - Olha! Antes isso qu' andar na droga. 

 photo man_zps989a72a6.png

Gavetas:

A Gaffe e o Príncipe Sapo

rabiscado pela Gaffe, em 09.02.18

cav1.jpg

 

No regresso aos dias nostálgicos e entristecidos, a Gaffe retorna ao seu quotidiano mais banal e insípido, continuando a sonhar ver surgir a famigerada luz ao fundo do túnel.

 

Nós, raparigas espertas, alteramos significativamente este conceito de luminosidade. O reluzir do pavio acesso, na negrura do caminho, pode significar, não raras vezes, o reflexo de um raio de sol que se distrai no metal polido da armadura de um príncipe.

 

Todas as mulheres o esperam. Todas as mulheres aguardam, mesmo que secretamente, que surja o cavaleiro que as tomará nos braços de Cantigas de Amigo e as arrebatará, transformando em veludo e rosas as pedrinhas nos Louboutin, nos Jimmy Choo, ou nas miseráveis sabrinas que os substituem nos tempos que correm.

 

O sonhado cavaleiro, para além de garboso, de divinal beleza, servo submisso, valente protector e de galante fraseado, deverá amar-nos desmesuradamente, com consciência da precária certeza de nos ter. Para nos seduzir, será obrigado a rasgar a alma nos espinhos que nos rodeiam e afogar a montada nos fossos que cercam o castelo onde adormecemos frágeis, mas com um olho aberto.

 

Embora nem todos os sapos tragam príncipes dentro, acredito que todos os homens trazem príncipes. Alguns, com o tempo, tornam-se sapos e essa metamorfose é irreversível.

 

Sabemos, por instinto, que os sapos só nos seduzem se nos obedecerem, mimarem, bajularem, atormentarem com presentes, venerarem, acariciarem o malfadado gato que adoramos, glorificarem as nossas pequenas idiossincrasias, canonizarem as nossas exigências, incensarem as nossas compras mais idiotas, afagarem os nossos desânimos e as nossas frustrações e correrem atrás do táxi quando decidimos ir embora.

Só o acatar destas condições permite a um sapo aspirar a seduzir-nos.

 

Temos tendência para revelar o lado mais negro, mais mesquinho, mais medíocre e mais torpe das nossas almas, quando o sapo não é o nosso príncipe, porque sabemos que, se para nos seduzir ele terá de cumprir na perfeição todas as situações enumeradas  - e muitas mais de que não se fala por pudor -, enquanto que nós, para o arrebatar, temos apenas de lhe aparecer todas nuas.

 photo man_zps989a72a6.png

A Gaffe floral

rabiscado pela Gaffe, em 09.02.18

 

Hoje estou floral, porque me apetece.

 

Há dias em que tudo é maçador e entediante. Dias em que nos aproximamos da compreensão do spleen queirosiano e desejamos as ruas vazias, sem bulício, as janelas calafetadas e todos os livros fechados.

Dias de não haver diários.

São dias sem gente ou com gente que não vamos ver.

Dias em que me apetece apenas a enternecedora tontura dos aromas entrançados de flores antigas, numa mudez, numa nudez, que é a mais perfeita forma de dormir sem gota de perfume.

 photo man_zps989a72a6.png

Gavetas:

A Gaffe num lugar secreto

rabiscado pela Gaffe, em 08.02.18

50.jpg

 

Nos corpos há lugares de eleição, assim como os há já renegados, malditos e proscritos.

Há pequenos vértices, esquinas escondidas, vão das escadas dos músculos e dos pêlos, vagos triângulos, circulares caminhos de repente, esconjuradas marcas, sinais de lume, estradas de paciência por onde passam dedos, nervosas praças e largas avenidas, ramificadas veias de suor, pilares erguidos a sustentar mais sonhos, punhais e violinos, tangos argentinos dançados nos salões onde só há valsas.

 

No teu corpo há um lugar secreto.

Quando as duas clavículas desistem e onde um sulco se constrói, onde espraiados os dedos se desviam e se escondem no curvar subtil do osso que começa. No cavo pequenino e com sabor a sal, a mel e a gota de suor do mais secreto.

 

No berço de todo o teu pescoço, há um lugar só meu, se tu quiseres.

 photo man_zps989a72a6.png

Gavetas:

A Gaffe recepcionista

rabiscado pela Gaffe, em 07.02.18

ha! ah! ah!Está na minha frente, sentado de perna cruzada e tronco balofo e atarracado.

Bate com o maço de tabaco, acabado de comprar, na palma da mão. Vira-o e volta a desancar. Repete a actividade até perceber que me irrita, porque não consigo deixar de olhar para aquele movimento seco que me parece inútil.

Oferece-me um cigarro depois de cuidadoso ter rasgado um lado e ter puxado um deles que aparece erguido sobre os outros, como se tivesse havido uma eleição.

Não fumo.

- Mas havemos de beber um copo juntos - promete enquanto procura no bolso o isqueiro de plástico.

Não bebo.

Torna-se sinistro. Olha de soslaio e sibila, manhoso:

- Aposto que aquela, com um corpinho daqueles, faz o que falta dizer.

Sorrio e deixo escapar uma centelha de suspeição propositada que lhe aflora e queima a superfície da atenção.

Desconfia. Semicerra os olhos. A primeira baforada do cigarro, preso nos anéis, tolda-lhe os contornos da cara e fá-lo tossir de forma seca.

- Oh! Com aquela figura não acredito que sinta muita a falta de aquecimento central - escalda o homem e arrepia.

- Toda alta, toda fria, toda elegante e de nariz empinado, já aqueceu muitas noitinhas…  - escancara num sorriso nicotina. 

A ilusão do Poder, quando alimentada por estranhos, transforma-se em areia movediça, por isso não o paro. Começo a acalentar a esperança de sentir a atarracada criatura esfumar-me no que se vislumbra por entre a névoa do engano.

 

Espero.

 

Digo-lhe que será recebido por ela. Sou apenas um percalço. Um erro de casting. Uma gaffe na recepção.

- Que venha a mulher! - arreganha os dentes já babados - mesmo com aquele tamanho, posso bem com ela. É magrita. Domesticam-se bem, as magritas - desta vez a alarvidade traz o riso.

 

E ela entra.

 

- Tenho a certeza que não se conhecem. - Sou tão amável! - A minha irmã. - Apresento e tenho um orgasmo mui discreto. Continuo:

- Este senhor acaba de me confessar que te acha muito elegante. Creio que entre os dois se vão estabelecer óptimas relações.
O homem baba enquanto aperta a mão esguia, prolongamento do sorriso claro e do olhar atento que detecta o proibido prazer do que mantenho oculto.

- Sou muito empática - rosna a minha irmã.

- Mas magrita. És um potro, um puro-sangue, mas fácil de domar - esquiço e espero os olhinhos do homem que se abrem em franqueado embaraço.

A minha irmã estanca. Detectou o jogo e a mesa onde é lançado o dado.

- Hipismo é no teu departamento. - Faíscas e setas no meu peito, Sebastião no feminino, nem Santa e já sem reino.

- Esqueceram-se de o informar que é apenas a minha irmã que se diverte com as cavalgaduras - acrescenta.

Entala-se o homem com fumo e aperto.

- Mas, maninha, este senhor é um jockey.

- Tenho a certeza que sim. Não se quer sentar?! - Pergunta tenebrosa, porque o achatado já está sentado.

- Vamos então tratar do seu estábulo - ordena a minha irmã já com a segurança de um projecto ganho.

 

Os erros cometidos pelos outros, contra nós, dos mais banais aos mais sofisticados, devem ser usados para reverter situações adversas, transmutando o desacerto em arma a usar contra aquele que falhou.

A falta cometida pelo incauto, transforma-se nas mãos da minha irmã em forja que subverte o que lhe desagrada e que convence o imprudente a acatar, sem discussão possível, o que este puro-sangue decidir.

 

Eu?! Oh!, eu só me divirto, pacífica, a olhar um punhal cravado na testa do anão.

 photo man_zps989a72a6.png

Gavetas:

A Gaffe na parada

rabiscado pela Gaffe, em 06.02.18

0b36ba8e5a316c720c74c2b6c2c35c05.jpg

.

Segundo Barbara Bush, War is not nice.

É difícil ajustar esta brilhante oração a guerreiros que passam desarmados pelos campos minados dos nossos mais armados sonhos militares.

 

Todos os uniformes trazem dentro uma promessa de conflito.

 

Encontro-os sobrecarregados de erotismo, saturados, envoltos numa espessa camada de fascínio autoritário que quase sempre nos impele à obediência, mesmo quando obedecer se torna apenas um método enviesado de submeter o outro à nossa vontade, um eufemismo para Poder, um subtil reduto da governação.

 

No entanto, nem todos conseguem a sujeição dos que com eles se cruzam e quando o tentam fazer, descobrimos que numa longínqua existência de que não há memória certa, porque não convém, muitos foram os guerreiros que soçobraram, escravizados, apenas porque no momento certo não usaram capacete.

 

 

 photo man_zps989a72a6.png

A Gaffe de Blondel

rabiscado pela Gaffe, em 05.02.18

Zenobia Found Dying on the Banks of the Araxe. 1812 -  Merry Joseph Blondel.

- Tu queres ver que foi de propósito?

 photo man_zps989a72a6.png

Gavetas:

A Gaffe de Joshua Reynolds

rabiscado pela Gaffe, em 02.02.18

Joshua Reynolds

- Não! Não foi outro sismo. Que maçada, esta gente pobre! Foi só o tampão que se me caiu.

 photo man_zps989a72a6.png

Gavetas:

A Gaffe a festejar

rabiscado pela Gaffe, em 02.02.18

235.jpg

 

Entrou como alteração climática.

Tenho de sair. Há demasiado tempo que não me divirto. A festa de aniversário reúne toda a gente que conheço.

- Enfim, quase toda a gente, porque a tua irmã também foi convidada.

Estou miserável.

- Não! Estás óptima. Nunca estiveste tão perfeita.

Tenho nos pés umas pantufas em forma de ratazanas, um pijama azul melado com um slogan a rosa desbotado - Where Are You Friday? - e o cabelo parece ter servido de ninho aos animais que trago calçados.

É admirável como se torna fácil reconhecer que a mentira pode ser também um pequenino oportunismo egoísta que se escapa inconsciente quando dela depende a nossa satisfação instantânea.

- Ninguém vai reparar que não te divertes desde que o coiso foi enfiar o braço até ao cotovelo no pipi das vacas do Minho, por causa daquilo dos ovos. Isto não soa nada bem, mas tu entendes o que quero dizer. O homem é estranho!

Suspiro.

- Meu amor, só as freiras esperam que o paraíso chegue, enfiadas numa cela doentia. Nós que somos saudáveis temos GPS.

 

Desisto.

 

Duche, vestido preto, colar pequenino, sapatos confortáveis e cabelo desgovernado que não tenho forças para legislar.

- Estás tão Meg Ryan … claro que antes da pobre ter mumificado!

Não faço ideia se devo, ou não, considerar elogiosa a aproximação. Só recordo a actriz na cena em que simula um orgasmo numa cafetaria qualquer e, para ser honesta, sempre achei que as minhas simulações eram melhores.

 

- Leva o casaco com capuz de vison, que de noite faz frio, como diz a velha. Dizes depois aos ecologistas parvos que lá vão estar que só mataste os netos dos bichinhos que estão agora protegidos, porque que não sabias que tinhas de aturar a porcaria dos vegan.

Inútil ver esclarecido o assunto.

 

Voamos.

A festa de aniversário de um amigo merece sempre as asas de um albatroz. Neste caso de um albatroz tresloucado e impaciente, capaz de transformar em lenço de Isadora Duncan as criaturas que se atrevem a pisar as passadeiras. Receei inúmeras vezes chegar ao local do encontro com gente no tejadilho do carro ou colada ao pára-brisas.

 

É extraordinário o impacto com aqueles que conhecemos, ainda que vagamente, mas que não encontramos há muito tempo.

Foi curioso ter verificado que a esmagadora maioria dos homens - trintões, já que a festa se compunha deles - usava barba. Um amontoado de barbas muitíssimo bem desenhadas, rasas, pequenas, grandes, gigantes, todas lustrosas, todas delineadas, todas perfumadas, todas hidratadas, todas design – diria a velha – todas hipster, todas aborrecidas e todas prontas a seduzir, esquecendo o facto de, pela quantidade, nos confundir os donos e nos obrigar a tentar identificar o barbudo através de outras características menos mediáticas. As calças, por exemplo, ou o que dentro delas nos chega aos olhos. Foi interessante encontrar as que provavelmente são usadas para evitar o laser, os cremes e as ceras depilatórias, pois que, de tão justas, quando arrancadas, sacam toda a pilosidade por onde passam e, no caso dos mais incautos, a piloca vem apensa. Conseguir um movimento largo dentro delas é um mistério quase do tamanho de um dólmen, pese embora não se tenha avistado nenhum megalítico esteio por entre a multidão.

Outra minudência observada reporta-se às camisas todas de um branco imaculado dos moçoilos, com o colarinho apertado a anunciar o esmagamento da jugular que ouve, já morta, jazz – do mais puro e do mais duro - e vai debitando considerações acerca das performances recentes da nova intelectualidade internacional.

 

As meninas baloiçam bugigangas caras pousadas em Chanel, escrupulosamente, impecavelmente, divinalmente penteadas, e riem-se imenso, imenso, imenso, imenso, saltitando de Sartre em Sartre até, se encontrar Simone perfeitamente maquilhada num charro mergulhado em vodka martini.

 

Faço avançar por entre a multidão as labaredas tresloucadas do meu cabelo, abrindo alas com a ameaça de incêndio e beijo o aniversariante que, esmagado de ternura e de presentes, tenta sobreviver aquele tsunami de imbecil e plastificada sofisticação.

 

Deuses! Só um drone - e eu dentro dele - me faria suportar uma pindérica imitação da maravilhosa fotografia de David Stewart.

 

Sinto-me velhíssima!

 photo man_zps989a72a6.png

Gavetas:

A Gaffe trabalhadora

rabiscado pela Gaffe, em 01.02.18

12.png

 

É sempre excitante quando, perfeitas e intocáveis, quase virginais sacerdotisas, geladas, impenetráveis e inalcançáveis, mulheres topo de gama, nos portamos como stalkers foleiras e nos enfiamos, com a discrição de deusas passeando na brisa da tarde, nos cantos mais improváveis das nossas paragens, apenas para nos deleitarmos com um qualquer desprevenido brutamontes. 

 

É como esconder estampas pornográficas no Livro de Horas Preces e Orações. 

 

 photo man_zps989a72a6.png

Pág. 2/2





  Pesquisar no Blog

Gui