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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe quotidiana

rabiscado pela Gaffe, em 28.05.18

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Dizem que a banalidade não tem narrativa, que as histórias que ficam presas à memória cravam as raízes nos dias que não são derramados nas ruas vulgares, que apenas o incomum nos deixa marca.

 

Possivelmente.

 

No entanto, as histórias mais simples, aquelas que atravessam as ruas connosco ao lado, as que se esfumam no passar das horas destinadas a não ser colhidas por ninguém, são sempre as nossas, as que riscamos a todo o instante sem que se percebam os traços que ficaram esbatidos nos instantes que passaram, banais, quotidianos.

 

Pertencem-nos, são coisa nossa e são coisas dos outros. Iguais ou similares em toda a gente. Não trazem narrativas presas à banalidade comum a todos os que passam, porque o banal é tido como surdo e mudo.

 

Passamos pelas nossas histórias como cegos.   

 

Imagem - Jorge Gamboa

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A Gaffe alterada

rabiscado pela Gaffe, em 28.05.18

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Quando de encontro a nós chega o instante que nos altera a vida, por uma vez que seja, por um espaço apenas ou por capricho ou teima, lugar do amor ido ou recém-chegado, não podemos crer que a alma que agora vive em nós, é outra, nova, entregue pelo instante que a alterou.

A alma é a mesma - a fluir no tempo já marcado ou ido -, e os instantes nela são gravados como inevitável coisa.

 

Nós é que a pensamos.  

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Gavetas:




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