Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe do rebanho

rabiscado pela Gaffe, em 30.10.18

 

 

Coitados dos cordeiros quando os lobos querem ter razão.

 

Foto - René Maltête

 photo man_zps989a72a6.png

A Gaffe envernizada

rabiscado pela Gaffe, em 30.10.18

hADERER.jpg

Meus caros,

Ficamos a saber que Isabel Moreira não usa unhas de gel quando - nem sempre envernizada -, se esgadanha no Parlamento pelos direitos das mulheres. 

Agora seria engraçado que as redes sociais, dessem, pelo menos, uma pincelada de olhos no Orçamento - diz a Gaffe a retocar o batôn.

Cartoon - Haderer

 photo man_zps989a72a6.png

A Gaffe no banco de trás

rabiscado pela Gaffe, em 26.10.18

bj.jpg

 

Até à auto-estrada o caminho é de buracos e curvas apertadas e estreitas.

 

A mulher ao lado do condutor acomoda-se no banco de forma a minorar o transtorno dos solavancos. Usa o cabelo apanhado por um lenço de seda. Na terra havia apenas um cabeleireiro, um hair stylist, chamado Vitinho, que levava quatro euros e meio por lavar e pentear. Jamais a indignada cabeleira seria entregue a manápulas que, segundo lhe reza a história dos outros, de tão baratas não podem ser perfeitas.

Está em silêncio. O condutor olha-a de soslaio. Vê-a retirar da carteira a cigarrilha.

 

- Não podes fumar aqui - diz o rapaz.

- Vamos ultrapassar a Sharon Stone e abrir a janela do teu lado.

 

Acende o cigarro e espalha o fumo do primeiro travo como se fosse urgente o nevoeiro para disfarçar imperfeições que não existem.

- A tua agressividade é de uma inutilidade confrangedora.

A mulher permanece calada. O fumo do cigarro a esvair-se.

 

- Que foi agora?

- Estou a imaginar a tua frase dita pela Eunice Munoz vestida de freira, encenada pelo Diogo Infante.

- Viste a peça? Sempre achei que fosses mais Ionesco.

- No máximo Brecht.

 

Calam-se.

 

São cúmplices há demasiado tempo e o silêncio é permito sem constrangimentos entre os dois. Ambos reconhecem o que é inútil e o rapaz percebeu há muito tempo que a mulher manipula as decisões do clã de forma insuspeita, mas irrepreensivelmente eficaz. Ela sabe que o homem que agora tossica de forma irritante repleto de fumo, resiste às investidas do touro que é solto quando nas arenas o público o exige.

 

Seduzem os dois da mesma forma. Espiando a vítima. Preparando o lugar da emboscada e conseguem suportar a espera, aninhados contra o vento, rasteiros, rasando o traiçoeiro, atentos a mais ínfima distracção daqueles que desejam e, na altura certa, escolhem o lugar exacto, o desacautelado movimento, o mais desprevenido gesto, o sítio, a veia, a artéria, o órgão onde cravar as garras.

 

Usam, os dois, um egoísmo exacerbado como arma, incontrolável e indomado.

 

É a força que provém desse egoísmo que os torna insensíveis à dor dos seduzidos e lhes apaga, anula e incapacita a urgência que é sentir o padecer dos outros como se deles fosse e os tocasse. São dois animais unidos pela única vontade de possuir por inteiro o que desejam. Esta é razão da indiferença absurda com que olham as vidas dos que não lhes acicatam apetites.

 

Nenhuma bandeira, pendão ou insígnia, nenhuma causa, partido ou revolta os irá motivar. São criaturas ímpias, sem nada que os force a erguer barricadas e a içar a voz, em forma de espada, em nome de alguém.

O rapaz entra na derradeira curva.

Vê o mar.

 

- Devíamos ser amantes.

A mulher hesita. Desvia o olhar e acende outro cigarro.

- Seria incesto, creio eu.

- Eu gosto do pecado. Até a palavra me seduz.

- Eu gosto de pecar, mas é mais sedutor ficar a desejar-te.

 

Ao longe, no banco de trás, assim narrados, os meus irmãos são bem mais fáceis de entender.

 

Na foto - Bozena Jelcic

 photo man_zps989a72a6.png

Gavetas:

A Gaffe encanecida

rabiscado pela Gaffe, em 25.10.18

1366_2000.png

AD_MAN_CAMPAIGN_FW18_SEMASVIEJO_01_LQ_a.jpg

 

Adolfo Dominguez é um dos mais prestigiados criadores de trapos capaz de produzir fortunas com peças suficientemente básicas e inteligentes que acabam a agradar a públicos diversos. Embora não seja - nem de longe, nem de perto -, um dos meus favoritos, é responsável por uma campanha admirável que visa a valorização da idade, a durabilidade, a qualidade e a longevidade - das peças e das pessoas.

 

Sé más viejo

 

O elogio da velhice, a promoção da sabedoria que advém da experiência e da capacidade de racionalizar - e relativizar -, o que se consome, está aliada ao enaltecimento daqueles que ostentam orgulhosamente as cãs que entregam o charme e a beleza inconfundível a quem sabe envelhecer.

 

É lógico que a campanha teve em consideração o facto de vivermos num planeta habitado por gente cada vez mais velha e necessariamente alvo de maior atenção dos publicitários ao serviço do consumo, mas é também verdade que a ainda lenta valorização do envelhecimento assumido sem artifícios, nos vai mostrado a extraordinária beleza das mulheres e dos homens que se vão afastando do ideal de excelência que entroniza a juventude, que lhe entrega a única e derradeira forma de se ser perfeito.

 

Cada um destes velhos nos prova, em todos os momentos, que envelhecer é somente uma outra forma de se ser magnífico.     

 photo man_zps989a72a6.png

A Gaffe na aldeia

rabiscado pela Gaffe, em 24.10.18

3108801460_f7a0699001_b.jpg 

Minhas queridas, nunca, mas nunca, se atrevam a visitar uma aldeia pitoresca que nunca vos viu mais novas, com os pés vertiginosamente enfiados no vosso glamour Louboutin.

 

O descalabro espera-vos.

 

Esqueçam a sofisticação do equilíbrio treinado nas ruas das capitais europeias; ignorem a delícia que é ver o pasmo das burguesas pequeninas e adocicadas, que saltitam excitadas na hora da catequese; procurem evitar o orgasmo que é sentir que, perto de nós, a princesa lendária que se espetou contra o poste, é cilindrada pelo nosso merecido cintilar.

Tudo o que é deslumbre, sedução e requinte se eclipsa no segundo em que o nosso pé Louboutin surge à porta do Jaguar para pisar as pedras da calçada.

 

A partir desse momento, tudo é trágico.

 

Se a sola rubra do sapato não pisar pistas biológicas deixadas pelas cabras - e não me refiro às catequistas - e por bois que quase nos enfiam o focinho húmido nas axilas, corremos o sério risco de nos estatelarmos no centro da aldeia, com o tacão cravado num interstício manhoso, numa fenda traiçoeira, nas pedras da calçada, sem termos sequer um garboso matulão Armani para nos amparar a queda. Se não formos mordidas pelas galinhas - falo também das catequistas - e sentirmos o nosso jovial conjunto, Valentino Verão 2017, esventrado pelas garras de gatos psicopatas, acabamos a enfardar chouriços de sangue suspeitando que o interior está recheado com uma das nossas incautas antecessoras.  

 

O campo, minhas caras, é um lugar perigoso para uma rapariga pedante, pretensiosa, afectada e snob como eu. Engana-se quem pensa que as cidades sobrelotadas são ninho de armadilhas, incubadoras de crimes. São as perdidas aldeias no perdido interior de Portugal o Dexter Morgan desta história.

 

Nunca, mas nunca, se esqueçam, na rota das aldeias esquecidas, de incluir nas vossas Louis Vuitton um parzito de chinelos que não vos descalce a dignidade e um rosário. Há que pedir a Deus para que, pelo menos, não se nos estale o verniz.

 photo man_zps989a72a6.png

A Gaffe balbucia

rabiscado pela Gaffe, em 24.10.18

P2.jpg

A Gaffe é rapariga bem capaz de se espalhar redonda no lamaçal imenso em que se tornam as polémicas surgidas por declarações minorcas de figuras mais ou menos públicas.

 

Sabe, é evidente, que é uma gigantesca perda de tempo e talvez por isso fique por vezes - infelizmente menos do que o aconselhável - a aguardar a pacificação das vozes, sossegada no seu pequeno e enfezado canto, e, quando tudo parece menos exaltado, acaba timidamente a balbuciar que a cansativa Câncio soa sempre como o hino do Livro das Revelações lido através do sistema sonoro de uma estação de caminhos-de-ferro, por uma reitora já de certa idade usando ceroulas de chita.

 

Maria Leal faz suspeitar que vive como se tivesse sido um rato numa encarnação passada ou espere vir a sê-lo numa futura.

 

Nada de importante.

 

Dois catrogas - que saudades deste ministro tão fofo! - numa praia de nudistas peludos. 

 photo man_zps989a72a6.png

A Gaffe conventual

rabiscado pela Gaffe, em 23.10.18

1 (1).jpg

 

No epicentro de uma das discussões actuais, para além de várias inutilidades, surge aquela que parece ter origem nos códigos de vestuário que - diz-me um amigo -, foram dissecados por Barthes.

 

É maçador debruçarmo-nos aqui sobre os ditos do pensador, até porque a Gaffe não está a usar soutien e depressa se distrairia. Vale, no entanto, ser considerada bagatela digna de anotação registarmos a verdade na santa expressão O hábito não faz o monge.

 

A Gaffe, na sua azáfama empacotada, descobre que uma imensa percentagem do seu guarda-roupa provém de Teresa Martins. A Gaffe perde-se com as texturas, com os pesos diversos e cortes assimétricos, endoidece com as sobreposições, enlouquece com os padrões, desvaira com as cores e com os acessórios, perde o juízo com os volumes e treslouca com a capacidade de contrair e descontrai, construir e desconstruir arquitecturas susceptíveis de uso quotidiano, pessoal e único.

 

A Gaffe, dobrando as saias e vestidos e casacos e tudo o mais que não se diz por ser exagerado, vai anotando a descoberta. Teresa Martins desenha personagens absolutamente ímpares no que diz respeito à capacidade de fomentar imagens de descontracção, conforto, liberdade, dinamismo, subtiliza e um respeito irrepreensível pela feminilidade.

 

A Gaffe vai reconhecendo que o facto de a considerarem muito livre, muito dinâmica, muito cool, muito descontraída, muito acessível, muito solta, muito dada, muito urbana, muito familiar, muito portuguesa, muito calorosa, muito emocional e muito emotiva, se deve muitíssimo ao hábito que esta autêntica freira vai usando.

 

Um erro de apreciação.

 

Meus caros, a Gaffe é fã de Teresa Martins, mas convém ter em conta que até nos conventos e mosteiros há gente habitada por Cavaco Silva, às Quintas-feiras e nos outros dias.         

 photo man_zps989a72a6.png

Gavetas:

A Gaffe beijoqueira

rabiscado pela Gaffe, em 18.10.18

Tony Armstrong Jones - 1957.jpg

A Gaffe está exaurida.

Por todo o lado, em cada esquina, ou nos degraus das catacumbas de todas as redes sociais, brotam psicólogos, estudiosos, cientistas, investigadores, sociólogos, peritos em BDSM, taxistas, pais em pânico, professores que deixam mesmo de contar os tempos de serviço, educadores de vestes rasgadas, enfermeiros de cartaz, marias leais poliamorosas, manequins de pau para toda a obra, comentadores e comendadeiras e toda a fauna que reside em blogs, a opinar sobre se é violência, ou não, aquelas coisas pequenas beijarem os avós.

 

Meus caros, só os papás e as mamás, os nossos queridos idosos e os pedófilos gostam de beijocar a porcaria das bochechas dos miúdos. O resto da população está completamente de férias naquelas ocasiões em que se coloca a hipótese de ter um beijinho dos mais minúsculos daquela gente pequena. Se o recebem, sorriem e limpam discretamente o ranho que ficou preso na base Dior ou na barba bem cuidada, se se deparam com a recusa do pirralho, acabam a pensar que uma chapada seria bem merecida, o grande malcriado, birrento e mimado do cachopo.

Reservemo-nos para receber beijinhos cordiais de quem mais nos convém.

 

Convinha não violentar as criancinhas que são o melhor do mundo. As crianças e os pespontos perfeitos que elas conseguem fazer nas nossas carteiras Louis Vuitton.

  

Beijinhos aos pespontos.

 

Foto - Tony Armstrong Jones - 1957

 photo man_zps989a72a6.png

A Gaffe Leal

rabiscado pela Gaffe, em 17.10.18

mosca.gif

Uma das grandes e irremediáveis tragédias deste país é esta de ter de ser uma vigarice foleira e obscena de uma varejeira qualquer a fazer com nos apercebamos do monumental talento e da obra extraordinária de Paulo-Guilherme d'Eça Leal.

 photo man_zps989a72a6.png

A Gaffe no "Prós e Contras"

rabiscado pela Gaffe, em 16.10.18

BOOK (1).png

A Gaffe assistiu de rajada ao Prós e Contras que versava o #metoo e estranhou quando ouviu um senhor muito circunspecto e com um ar muito Woodstock - limpinho - a declarar que obrigar uma criança a dar dois beijinhos ao avô e à avó era caminho para a liberalização do assédio sexual.

 

A Gaffe não sabe se é. A liberalização de qualquer assédio - disseram-lhe -, é da responsabilidade daquela coisa dos nervos dos mercados, mas tem de concordar que dar dois beijinhos aos avós é altamente parolo, provinciano e de classe média/baixa.

Toda a gente bem-nascida sabe que se dá apenas um.

 

A Gaffe julga ter vislumbrado Raquel Varela, mas ficou a pensar que talvez tenha sido impressão. Aparentemente a rapariga chegou ao programa de táxi e quando abriram a porta não saiu vivalma.    

 photo man_zps989a72a6.png

A Gaffe remodelada

rabiscado pela Gaffe, em 15.10.18

SHIT.jpg

Atenta a tempestades, a Gaffe estatela-se de espanto quando ouve um reputado órgão de comunicação social enumerar os ilustres novos ministros:

 

Ministra da Saúde - Marta Temido - exercia os cargos de subdiretora do Instituto de Higiene e Medicina Tropical e era Presidente não Executiva do Conselho de Administração do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa;

 

Ministro da Economia - Pedro Siza Vieira - desempenhava as funções de Ministro Adjunto;

 

Ministro da Defesa Nacional - João Gomes Cravinho - desempenhava as funções de Secretário de Estado da Cooperação;

 

Ministra da Cultura - Graça Fonseca - era secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa e assumiu que era homossexual.

 

A Gaffe aconselha que se apense à informação referente à actual Ministra da Justiça o facto de ser preta e que se inquira o restante elenco governativo acerca das suas orientações sexuais, gostos gastronómicos, doenças várias e outras manigâncias capazes tornar tudo um bocadinho mais picante.

Asmático, obeso, tarado sexual, distraído, com uma sogra foleira, ninfomaníaca, sempre constipado, mestiço, imbecil crónico, assume que é baixinho, sofre de obstipação, ou tem casa de férias na Afurada, são exemplos de valiosa informação que deveria constar no rol de competências e cargos exercidos.

 

A Gaffe acredita que o povoreco ficaria muito mais agradado e confiante.

Dá um ar caseiro. Fica-se com a sensação de que se é imenso íntimo de quem nos governa, não é?

Então vá. Convém que a comunicação social pense nisso.

 photo man_zps989a72a6.png

A Gaffe ouvindo

rabiscado pela Gaffe, em 12.10.18

Convém que não sigam a sugestão expressa no nome do blog.

Pelo contrário. É muito importante ouvi-la.

 photo man_zps989a72a6.png

A Gaffe sócio-demográfica

rabiscado pela Gaffe, em 11.10.18

1955 - by Bill Perlmutter.jpg

A Gaffe ficou siderada quando deu conta da existência de um papeluncho que pedia que aquelas pessoas pequenas e maçadoras respondessem se gostavam de homens, de mulheres ou de ambos.

 

A Gaffe desconhecia a existência do ambos e fica aborrecidíssima por não ter tido a oportunidade, em criança, de o experimentar.

 

Em relação ao resto, a Gaffe só consegue responder que, aos nove anos, dependia imenso do que tinha fumado primeiro.

 

Foto - Bill Perlmutter, 1955 

 photo man_zps989a72a6.png

A Gaffe musical

rabiscado pela Gaffe, em 11.10.18

Dizem que cada um de nós deveria ter associada uma banda sonora uniforme e coesa que reproduzisse, em cada dia que passa, o modo como projectados a alma nas ruas.

A Gaffe não concorda inteiramente. Para cada hora uma canção colhida ao acaso do tempo a passar, porque todas as horas cantam de modo diferente.

Musiquemos, por exemplo, o dia de ontem:

 

07:00 h. - A Gaffe acorda ao som de Nina SimoneFelling good – arrasando no duche;

08:00 h. - Shigeru UmebayashiSorekara - vago sabor oriental que entrega a doçura e a calma a um dia que se anuncia trepidante;

09:00 h. - Charlie ChaplinSmile - para sair de casa a acreditar na manhã aberta;

10:00 h. - Kristin Asbjørnsen - Slow Day – como se houvesse tempo para tudo;

11:00 h. - Sctott MatthewEvery Traveled Road – calcorreando todas aos caminhos;

12:00 h. - A Single Man - Daydreams  -  porque é tempo de olhar devagar os sonhos que passam;

13:00 h. - Neil Hannon - Cathy – porque almoçar com ela é sempre uma palavra que não sei dizer;

14:00 h. - Aretha Franklin - Drinking Again – há sempre uma saudade que a flutuar num copo;

15:00 h. - Skye - Not Broken – porque existem asas pela tarde;

16:00 h. - Jay Jay Johanson - Far Away – porque há distâncias nos lugares que nunca temos;

17:00 h. - Billy Paul - Me & Mrs Jones – a Gaffe substitui, leve e brevemente, o Mrs pelo Mr.;

18:00 h. - Art Mengo & Ute Lemper -  Parler d'amour – Porque mesmo o cedo é sempre tarde para dele falar;

19:00 h. - Terry Callier - What Color Is Love – porque todas as cores são possíveis;

20:00 h. - Melinda Doolittle - How Can You Mend A Broken Heart – A Gaffe também não sabe;

21:00 h. - Lizz Wright - Soon As I Get Home – porque uma casa espera sempre;

22:00 h. - Radka Toneff - Nature Boy - porque navegar é preciso;

23:00 h. - Goldmund - An Invisible Light – no centro de todas as visíveis;

24:00 h. - Jana Hunter - Sleep  – e a Gaffe  adormece - Tord Gustavsen Ensemble - Lay Your Sleeping Head My Love.

 photo man_zps989a72a6.png

Gavetas:

A Gaffe brasileira

rabiscado pela Gaffe, em 11.10.18

Asunción Marian Ruiz (1).jpg

Era uma vez uma cigarra que por não gostar da formiga, votou no insecticida.

 photo man_zps989a72a6.png

Pág. 1/2




Por força maior, os V. comentários podem ficar sem resposta imediata. Grata pela Vossa presença.


  Pesquisar no Blog