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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe beijoqueira

rabiscado pela Gaffe, em 18.10.18

Tony Armstrong Jones - 1957.jpg

A Gaffe está exaurida.

Por todo o lado, em cada esquina, ou nos degraus das catacumbas de todas as redes sociais, brotam psicólogos, estudiosos, cientistas, investigadores, sociólogos, peritos em BDSM, taxistas, pais em pânico, professores que deixam mesmo de contar os tempos de serviço, educadores de vestes rasgadas, enfermeiros de cartaz, marias leais poliamorosas, manequins de pau para toda a obra, comentadores e comendadeiras e toda a fauna que reside em blogs, a opinar sobre se é violência, ou não, aquelas coisas pequenas beijarem os avós.

 

Meus caros, só os papás e as mamás, os nossos queridos idosos e os pedófilos gostam de beijocar a porcaria das bochechas dos miúdos. O resto da população está completamente de férias naquelas ocasiões em que se coloca a hipótese de ter um beijinho dos mais minúsculos daquela gente pequena. Se o recebem, sorriem e limpam discretamente o ranho que ficou preso na base Dior ou na barba bem cuidada, se se deparam com a recusa do pirralho, acabam a pensar que uma chapada seria bem merecida, o grande malcriado, birrento e mimado do cachopo.

Reservemo-nos para receber beijinhos cordiais de quem mais nos convém.

 

Convinha não violentar as criancinhas que são o melhor do mundo. As crianças e os pespontos perfeitos que elas conseguem fazer nas nossas carteiras Louis Vuitton.

  

Beijinhos aos pespontos.

 

Foto - Tony Armstrong Jones - 1957

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