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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe no Japão

rabiscado pela Gaffe, em 28.02.19

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O fotógrafo RK, sediado em Tóquio, revela-nos de modo avassalador e intemporal os rostos do Japão onde a paisagem urbana, densa e tantas vezes claustrofóbica, é rasgada por pequenos detalhes de humanidade.

 

Às vezes, um pescador paciente colide lentamente, vagamente, com a impaciência vibrante da ponte que o encima.

Às vezes, um skatista distraído cruza o asfalto com Hokkaido aparecendo ao longe.

Às vezes da massa compactada da vida que se ergue em bloco de asfixia, em stocks gigantes e ordenados, desponta um guarda-chuva, um velho, a flor da cerejeira.

 

Olhamos esta espécie de desumanização consentida do mesmo modo com que olhamos a própria vida. Nos interstícios da luz e na ausência dela, na ordem que nos traz o caos, no urdo et caos, há algures a esplendorosa minúcia da floração das árvores.

 

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A Gaffe de Billy Porter

rabiscado pela Gaffe, em 27.02.19

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Enquanto a mãe, ouvida atentamente pela amiga, comenta Billy Porter, elogiando a ousadia, a originalidade, a intrepidez, o arrojo, e a disrupção do homem que apenas quis homenagear o lendário Hector Valle, da Casa Xtravaganza, - que morreu há cerca de dois meses e cujo talento se estendeu muito para além da red carpet -, as crianças, menos empolgadas, brincam no relvado em frente, olhadas por mim.

 

O rapazinho é pacato, reservado, concentrado. Usa uma nave espacial sofisticada como carrinho de bombeiros - ou ambulância, dado o local -, e vai mimando ruídos de sirenes enquanto faz deslizar com urgência um socorro imaginário a um deflagrar de catástrofes na relva.

A rapariga, mais novinha, vai destruindo a ilusão, pisando o trilho desenhado, ou calcando a mão do irmão, tentando de soslaio vigiar a mãe de modo a que a sua maldade não seja descoberta.

 

Não creio que seja uma criança maquiavélica. É apenas uma menina má. Detém aquela espécie de maldade gratuita que causa danos maiores do que os provocados pela que foi projectada visando um alvo específico.

O menino perde a paciência. Empurra com força a irmã que de rabo no chão desata num desalmado choro.  

 

A senhora elegante interrompe os comentários oscarizados, levanta-se e num assomo de urbanidade, num acesso pedagógico, num surto educativo, dirige-se ao agressor e faz desabar sobre o petiz uma quantidade sábia de sábios ensinamentos que começa por vincar a necessidade de se respeitar uma menina, passam pela nódoa de se agredir gente mais frágil e acabam, depois de muitas voltas, com a vergonha e cobardia que é exercer violência física sobre quem não se consegue defender.

Um corrupio de belíssimas cogitações e um acervo de maravilhosos conceitos e princípios a transmitir às gerações futuras.

 

O rapaz foi obrigado a pedir desculpa e fê-lo com uma sinceridade realmente envergonhada.

Promete que não voltará a empurrar a cabra da irmã que se calou num instante.

 

Não vale a pena tecer considerações acerca da saia, quer de Billy Porter, quer desta menina. Ambas conseguem fazer disparar uma série imensa de considerações - eivadas de ignorância, aqui e ali, ali e acolá -, dignas de anotação e merecedoras de atenção e mesmo de respeito, como é da praxe dedicar a afirmações politicamente correctas, quer se queira, quer se não queira.

 

Há, no entanto, uma minudência demoníaca que me pousou no ombro e não me deixou sossegar.

 

Este rapazinho absorveu a assertiva lição - e todas as que se seguirão, pela certa e de forma certa -, e passará a contar com a dita fragilidade feminina - em todas as vertentes, encostas, precipícios e abismos -, que irá temer macular sempre que a vida lhe colocar na frente uma mulher que lhe seja importante.

Este masculino cuidado apreendido ao longo do tempo, o intransigente respeito pela mulher que mesmo irracional é eventualmente tida como inatacável, estas pinças sublimadas que a tornam quase intangível, o cultivo de uma feminina debilidade de ficção, fazem parte, também, da real fragilidade feminina.

 

Creio que existem algumas relações a soçobrar, porque o elemento masculino inconscientemente recusa o confronto, o contradizer, a aberta e esclarecedora discussão e a saudável negação do que na parceira está errado, apenas porque lhe incutiram desde a infância - que já ninguém recorda por demasiado tenra -, a noção da frágil delicadeza feminina que impede o solavanco da contradição ou o empurrão da discordância.

  

Os cavalheiros nem sempre são os homens mais sinceros. Acompanham por vezes senhoras que se pensa terem saído de um circo manhoso, apenas porque são incapazes de corrigir, de opinar, de contradizer escolhas, não se vá ferir suscetibilidades de mulher etérea.   

 

Se também é por cobardia que um homem agride, seja de que modo for, uma mulher, pode não ser errado apontar também como cobarde o silêncio masculino perante a erro feminino, motivado pelo receio de magoar ou de melindrar ou de violar uma ensinada, e bem aprendida, imaterialidade oriunda da natural fraqueza da mulher quase angelizada.

 

Talvez seja por isto que os casais do mesmo sexo conseguem solidificar com maior facilidade e com maior durabilidade, uma relação que, talvez também por isto, seja mais difícil de iniciar. Não se deparam com esta espécie de síndrome do bom guerreiro que obriga o mais poderoso a poupar - e a defender - o que lhe disseram ser mais fácil de vencer por ser mais fraco.

 

Evidentemente que são conjecturas iguais às que volteiam em torno da saia de Billy Porter.

Existem, são visíveis, mas nada garante que na origem de todas não esteja a ignorância do que realmente se esconde debaixo dos panos.

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A Gaffe na casa da mãe Joana

rabiscado pela Gaffe, em 26.02.19

Joana Rodrigues

A Gaffe está emocionada, perturbada, comovida. Sabe que estes estados de alma se aproximam uns dos outros, mas quer, mesmo assim, sublinhar a frequência, a reiteração, a assiduidade, daquilo que a abala sempre que relê este resplandecente manifesto da Sr.ª Dr.ª Joana Bento Rodrigues.

 

Receia que a transcrição do artigo de opinião que acabou de ler, lhe provoque um derrame de lágrimas solidárias que afectaria o teclado e sugere, em alternativa, que toquem leve, levemente, na imagem - que a Gaffe considerou muito apropriada - que encima esta declaração de profunda ligação e concordância com o que ali se afirma.

 

Há demasiado tempo que uma voz não encarna o saber estar das boas famílias e da gente de bem.

Há demasiado tempo que uma voz não se encontra sentada na cadeira do bom senso e das boas maneiras, que parece ter quebrado há décadas.

Há demasiado tempo que não se encontrava escrita em letra firme, sensível, inteligente, sensata, a apologia do verdadeiro lugar da mulher no mundo, da sua verdadeira função e destino, do seu elevado serviço em prol do aconchego familiar, da sua abnegada vocação e motivação e disposição para cuidar da luminosa auréola do lar.

Há demasiado tempo que a mulher se esqueceu da verdadeira essência do seu ser, esmagado pela trepidante ilusão de liberdade, igualdade, fraternidade e paridade.

Há demasiado tempo que a mulher deixou de o ser, para se tornar o inverso do descrito no artigo da Dr.ª Joana Bento Rodrigues.

 

O HORROR.

 

No meio deste turbilhão de emoções sentidas pela Gaffe, solta-se a saudade dos femininos tempos idílicos e unicórnicos que agora emergem pela pena da Dr.ª Joana Bento Rodrigues.

 

Sobretudo saudades dos tempos em que não se deixava que uma mulher escrevesse nos jornais.   

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A Gaffe de Bordalo

rabiscado pela Gaffe, em 21.02.19

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Sempre me causou algum desconforto a imagem que Bordalo criou para representar o povo. Ao contrário de toda a restante obra do artista, que me encanta ao ponto de a procurar como uma desalmada, o Zé Povinho - tantas vezes grosseiro, finório, saloiamente esperto, crítico mordaz, bebedolas, bobo ácido e disforme, injustiçado e consciente da lama que sabe escondida nos que seguram o poder -, sempre me causou alguma repulsa. Estou longe de simpatizar com a personagem, embora reconheça que acabou, não apenas uma criação de Bordalo, mas propriedade e símbolo de toda uma colectividade.      

 

Ensina-me um amigo que Bordalo foi buscar Mayeux, o francês corcunda, lúbrico, disforme, de aspecto amacacado, criado em 1829 - outros dirão 1832, por Traviés -, que, também ele, encarnou como criação e encarnação de um povo.

 

Reporta-me este mesmo amigo que Mayeux é um bobo acidental, melancólico, bêbado e chorão que gesticula, grita e perora. É um anão atrevido que Musset descreve na perfeição. Um enfant du siècle cuja fisionomia não pode ser alterada, porque defraudaria o público. Serve de exutório colectivo e assume um papel de projecção a todo o imaginário da Monarquia de Julho. É a caricatura do sublime louco, do palhaço grave, do bobo sério que joga com um aspecto simiesco, relacionando o homem com o animal. É próximo de Quasimodo ou da marioneta de Polichinelo. É a caricatura e é o caricaturista. É ridículo e tem o privilégio de dizer a verdade. É a primeira tomada de palavra colectiva que comenta a actualidade tornando-se polissémico, encarnando a figura do rei ou do povo de Paris. É o herói da palavra popular, o único que exprime a inquietação e a perturbação. É aquele que faz troça e de quem se troça, inaugurando a utilização do clown inglês na cultura francesa.

 

Robert Macaire apaga-o do imaginário francês criando Pera, o seu sucessor. Outros provocarão o seu desaparecimento definitivo, até o vermos transformado em Zé Povinho, já adaptado à paisagem portuguesa.

 

Segreda-me ainda este rapaz amigo que quando no pó remexemos, encontramos desilusões que nos reduzem ao pouco que somos e que compramos numa barraquita de praia que traz areia colada, e mesmo alguma da simbologia que acreditamos que nos identifica é apenas um produto do que já foi de outros.

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A Gaffe todas as manhãs

rabiscado pela Gaffe, em 19.02.19

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Ou então apostemos em ser apenas, ou amadas, ou odiadas. Shakesperianamente sabemos que, da primeira forma, ficaremos no coração de alguém e que, da segunda, ocupar-lhe-emos a cabeça. 

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A Gaffe bordada

rabiscado pela Gaffe, em 14.02.19

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A Gaffe com fotografias

rabiscado pela Gaffe, em 13.02.19

WWII

 

Há algum tempo deparei-me com uma imagem extraordinária captada durante a Segunda Grande Guerra. Guardei-a pela beleza textual, literal, daquilo que via.

No meio dos escombros, um grupo de soldados russos ouve tocar piano.

Estranhei a minha apatia, a minha indiferença, perante a narrativa, perante o símbolo expresso no que via. A imagem não me comoveu, não ergueu paliçadas de alvoroços, nem me impressionou a evidência poética do que era retratado.

Era apenas uma fotografia extraordinária. Esteticamente perfeita.

 

Encontrei há dias uma outra, de Joseph Eid, com o mesmo conceito da primeira.

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Em Alepo, um velho no meio dos escombros de que já ninguém se importa ou fala, ouve música.

Mais uma vez, e apesar de não a perceber tão perfeita como a anterior, considerei-a uma bela imagem. Mais uma vez não me comoveu, nem me fez evadir por caminhos mais ou menos filosóficos, de maior ou menor narrativa emocional.

 

Recordei então o que há muito penso.

Humildemente reconheço que os discursos que ambas as fotos me vão provocando acorrentam a minha pobre opinião às tábuas da tolice, mas socorro-me de Geneviève Serreau para entregar alguma racionalidade àquilo que penso acerca do assunto.

 

A autora, algures num estudo sobre Bertolt Brecht e a propósito de uma fotografia onde nos é mostrado um massacre de comunistas gualtemaltecos, refere que o horror não está no que vemos, mas porque o vemos a partir da nossa própria liberdade.

 

Admito que é complexo este postulado. No entanto, com a ajuda preciosa do pensamento de quem me está próximo e é anos-luz mais racional do que eu, acabo a entender que não basta ao fotógrafo mostrar-nos a abominação para que a sintamos. Até porque – continua – a dor é fotogénica.

 

A linguagem internacional do horror é documentada de modo a que saibamos interpretar os signos. É elaborada de forma hábil - usando contrastes, aproximações ou reconstruções subliminares -, facilitando-nos uma leitura já preparada, que não nos toca grandemente, porque pensou por nós, sentiu por nós, sofreu por nós e de certa modo indignou-se por nós.

Intelectualmente aquiescemos, mas não nos sentimos realmente ligados a estas imagens. Estão isentas de histórias, impedem que as inventemos porque já estão narradas pelo autor.

 

As imagens, dirão, não obedecem a estes pressupostos. Foram acasos. Dizem-nos ser apenas performances a decorrer no espaço visitado - o que só por si daria um tratado relacionado com a banalização do terror e com a distorção, o esmagamento e amálgama de signos distintos. Se tal fosse verdade, acabava-se por impedir o aparecimento de elementos propositadamente contrastantes e contrastados e, sendo em directo, sem reconstruções ou interpretações prováveis, dar-nos-iam, em consequência, a possibilidade de sentirmos.  No entanto, a captação daqueles instantes surge ainda contaminada pelo construído, tornam-se demasiado intencionais, porque estão imbuídas da vontade de se usar uma linguagem incómoda e acabam por nos merecer apenas o tempo de uma leitura instantânea. As fotos não nos desorganizam, porque se reduzem a uma linguagem específica, isentando-nos do verdadeiro confronto com o escândalo.

 

Nas imagens do terror que nos mostram existem signos claros e nítidos, mas sem a ambiguidade, a textura a espessura que deve caracterizar um signo.

 

Parecem estranhas, paradoxalmente calmas, porque estão privadas da nossa explicação privada, usam a linguagem – que já conhecemos, que já falamos, que já entendemos - internacional do horror, e, custe o que custar, por causa disso estão contaminadas pela presença do fotógrafo.  

 

São literais.

 

Introduzem-nos ao escândalo do horror, mas não ao próprio horror - diria Barthes.  

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A Gaffe pragmática

rabiscado pela Gaffe, em 11.02.19

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A vida não é um conto de fadas.

Se perdeste um sapato à meia-noite, estavas bêbada.  

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A Gaffe nocturna

rabiscado pela Gaffe, em 04.02.19

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Recupero hoje uma memória.

Às vezes parece-me envelhecida, longínqua e atenuada pelo enrugar da espiral do tempo. Erro meu, que o amor é ardente e má é a fortuna.

Queria muito que fosse partilhada com o meu queridíssimo Fleuma, porque raros são os homens que me ensinam a chorar.

19-10-2014

 

Quando o meu avô morreu, a Lua chorou um choro baixo. Um fio fino e transparente de lágrimas que durou dois dias e duas noites só findo quando a minha avó lhe entregou a manta de lã que o meu avô usava para cobrir as pernas nas tardes do jardim mais frio.

A Bórgia foi arrastada para a jaula.

Não mais dormiu aos pés da cama. Deixou de entrar em casa, a não ser para farejar a cozinha à espera que alguém se comovesse com o olhar de súplica do monstro e lhe oferecesse a provar, à revelia de todos os conselhos, ordens e recomendações, um naco de carne que a Jacinta tempera com alho, vinho, cidra e ervas aromáticas.

Facilitou durante bastante tempo a entrada das visitas. Se antes se tornava um perigo tê-la solta quando na casa havia gente alheia aos seus domínios, era fácil depois fechar-lhe a porta e gradear o bicho.

 

Quando a Lua adoeceu, a Bórgia acordou prostrada. Chamaram-na e ela não veio.

Fomos esbaforidas e aflitas de encontro às velhas amigas.

 

- Deus nos valha, menina, que a cadela piorou tanto.

 

Bórgia.

A assassina doida que esfacelava móveis e esfarelava as carnes dos incautos, subitamente velha agora nos meus olhos, que velha é há tanto tempo aos olhos dos que a temem, perto da Lua entristecia. Ninguém a conseguiu retirar do lado da amiga.

 

Trouxemos o veterinário.

 

- Que tossiu sangue, Senhor Doutor. Piorou tanto!

 

O homem entrou para observar a Lua adoecida. Saiu depois inútil, desolado. Acompanhava-o a minha avó que em silêncio ouviu o veredicto. A minha querida Jacinta atrás, a tropeçar nas pedras e a amarfanhar com as mãos o avental e a dor.

 

Lua treme, inquieta. Tosse e cospe sangue.

Abre cavernas na minha garganta e faz o fel golfar enchendo tudo.

 

Eu ali de pé, ali cravada, muda, seca, hirta, ressequida?

Abro a porta e entro e de joelhos abraço a cadelinha, a beijo a soluçar.

A Bórgia a ganir muito de mansinho.  

Deixo de saber se é sangue ou se é o meu cabelo que se espalha na manta que foi do meu avô.

 

Lua morreu de manhãzinha.

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Gavetas:

A Gaffe com uma trilogia

rabiscado pela Gaffe, em 03.02.19

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Recebi um dispositivo que contém a playlist de um amigo que teima em fornecer à minha existência surda um travo de embalo capaz de fazer com que os meus espaços respirem com os sons mais harmoniosos que encontrou.

 

A lista inclui variadíssimas formas de me encantar. Blues, R&B, Motown, clássicos dos anos 40/50, Jazz, smooth jazz e outros cambiantes, na sua esmagadora maioria entregues a vozes femininas, algumas inesperadas, como a de Marlene Dietrich.

São cerca de uma centena de canções.

Aparentemente, não existe qualquer linha que as una, a não ser a da preferência do curador. São escolhas aglomeradas sem visível nexo, se lhe retirarmos este factor.

No entanto, conheço as armadinhas subtis que este homem generoso é capaz de montar e percebo que nada se encontra ali de forma aleatória e que um trecho não se encontra isolado do conjunto. Une-se, complementa, contradiz, completa, finaliza ou dá continuidade ao seguinte, narrando uma espécie de história, de histórias, que podem ser descobertas por quem as ouve com redobrada atenção.     

 

Abre o dispositivo com as três melodias que reproduzo aqui. Apenas hoje percebi que, se unidas, constroem uma narrativa de desolação, de desilusão e de tristeza.   

Creio que é a história mais fácil de encontrar. As outras, ainda as estou a ler.  

 

 

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Gavetas:

A Gaffe inoportuna

rabiscado pela Gaffe, em 01.02.19

Num barzinho perto de si.

Ou aqui:

rasurando

 

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Gavetas:




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