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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe do comendador

rabiscado pela Gaffe, em 14.05.19

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É um tipo pretensioso, um fanfarrão, intoxicado com a sua própria vaidade, pavoneando-se mesmo sentado, confiante, de má índole, descarado, ignorante, teimoso e intratável. Pousa como uma vareja no que quer que haja para jantar. Não o podemos dignificar chamando-lhe vigarista presunçoso, porque é apenas um buraco no ar. Acaba por ser apenas um parolo simples, falho de qualquer noção de honra. Um horrível grosseirãozinho. Vê-lo enredar-se na língua portuguesa é como ver um vaso de Sèvres nas mãos de um chimpanzé, mas se o mandássemos para a escola, provavelmente acabava a roubar os livros escolares. Não merece crédito.

 

Não merecia crédito.

 

No entanto, as mesmas velhas salsichas, crepitando e estalando nas próprias gorduras, decidiram entregar-lho e fazer da CGD, não um banco, mas um bordel, uma casa de passe e um casino de esquina clandestina.

Um negócio de mentes a retalho que se vendem por atacado.

 

Para que os medíocres possam navegar, é necessário inundar terrenos férteis. Basta depois fazer flutuar as âncoras de uma ou duas anedotas - que deixam de ser más por terem sido bem contadas.

 

Chocante não é ouvir a risota quase certa dos trafulhas. É mais do que esperada, embora inesperada neste caso seja a aparente e desamparada senilidade do que ri, apoiado por laterais hienas. O que deveria chocar é o avistar da vela panda e solta ao vento dos que viram e reviraram entre os dedos as conchinhas e os seixinhos coloridos que boiavam e que apanharam durante a maré alta dos seus cargos.

 

Chocante é o choque deles.  

 

Ilustração - Dima Rebus

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A Gaffe barrada

rabiscado pela Gaffe, em 14.05.19

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Conheci, ao longo desta longa passeata, pelo menos três tipos de comentadores anónimos que se distinguem de forma clara uns dos outros.

 

É evidente que o primeiro grupo não pode ser considerado danoso – muito pelo contrário. É constituído por pessoas que não subscrevem qualquer rede social e que não tutelam qualquer blog, mas que consideram interessante fazer o favor de acompanhar esta rapariga desequilibrada e opinar acerca das tolices que vai escrevinhando, usando um petit nom, ou deixando em branco, por defeito, a sua assinatura. São anónimos de uma amabilidade, gentileza, educação e absoluto bom gosto que - concordando, ou discordando -, contribuem para a elevação do espaço - tarefa a todos os níveis hercúlea.  São acolhidos comme il faut, pois que as suas características, como é bom de ver, não são - nem de longe, nem de perto -, aquelas que são apanágio dos grupos que se seguem.

 

A eventual inconveniência dos dois últimos é directamente proporcional à facilidade com que insultam e cospem para o chão esquecendo que o piso conspurcado não é o meu, é o deles.

 

O segundo bouquet tem como expoente máximo os anónimos que passam por estas avenidas deixando invariavelmente um rasto de baba nauseabundo. Não chegam a ser insultuosos, porque não chegam a ser visíveis. Há que lhes atar ao cachaço um osso qualquer, para que pelo menos o cão brinque com eles. As suas hemorragias verbais não são completamente imundas, não estão na base da degradação moral, não são abominavelmente degeneradas. O raquitismo mental destas criaturas torna-as invisíveis. Não incomodam.

 

O terceiro grupo é de mais difícil trato. É impudente e infame. É um nicho com olhos de um porco que nunca olham para cima; com o focinho de um porco que gosta de esterco; com o cérebro de um porco que só conhece a sua pocilga e com o grunhir de um porco, que só grita quando dói. Estas criaturas abrem a boca de porco, colmilhosa e horrível, e deixam sair tudo o que pode encher de nódoas a roupa lavada.

Não têm forma, não têm cara, arrastam uma estrutura cartilaginosa, sem ossos, inconsequente e viciosa, mal equipada e insegura. Tornam-se protótipos de gente pequena.

São circuncisados mentais e deitaram fora a parte errada.   

 

Foi precisamente por ter sido assediada por um representante desta última tribuneca - que parece saber tudo acerca da minha vida sexual e com ela fantasiar no escuro da toca onde se masturba -, que passei a usar a possibilidade que o Sapo me dá de restringir os comentários, mesmo correndo o risco lamentável de excluir aqueles que me seriam queridos, ou enriquecedores.     

 

É que escreverem que sou uma puta mal cheirosa (...) que tem uma obsessão por pilas (...), é uma terrível mentira.

Toda a gente sabe que uso Narciso Rodriguez!

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