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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe das papoilas

rabiscado pela Gaffe, em 18.06.19

 

 

Gosto dos instantes em que há papoilas desgrenhadas pelo vento do voo dos insectos e das pequenas gotas de chuva, brevíssimas, que se desprendem dos caules e vão pousar na terra, lentamente, como se houvesse tempo para tudo.  

 

Imagem - Edward Julius Detmold

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Gavetas:

Redacção da semana: As beatas

rabiscado pela Gaffe, em 18.06.19

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Hoje vou falar daquela lei que não deixa atirar beatas para o chão e que deu muita eczeuma que é uma comichão que a gente tem quando apanha carraptos no mato e pega aos outros. A lei foi escrita por uns senhores do parlamento familiar que defendem os animais nossos amigos e que dizem que a gente deve usar coisas naturais para evitar ter filhos que é uma coisa que até se ensina no parlamento familiar não desfazendo. Os senhores chamam-se PAN que significa em pequenino Partido dos Animais Nossos Amigos. Falta um A no fim mas ninguém liga e quem sou eu para os avisar. Ora a lei que não deixa atirar beatas ao chão foi uma alegria para a minha avó que acha muito bem porque como o mundo anda quem é que as levantava depois. A minha avó até se ajoelhou a dar graças a Deus e prometeu ir a Fátima a pé mas de rastos. Assim como assim já ninguém a vai atirar ao chão que ela já lá está mas cada uma é como é e ninguém tem nada com isso. Aquilo ficou em águas de bacalhau todas entupidas porque a minha avó ouviu na rádio o senho Bispo de Fátima a berrar contra a lei que parece que tira muito movimento no dia 13 de Maio na Cova da Iria ali para os lados de Ourém. Uma pessoa nem sabe para que lado se há-de virar. Se é bem feito as pessoas não atirarem as beatas ao chão que hoje em dia ninguém as levanta também não é bonito deixar de dar esmolas aos santinhos que viram o sol andar às voltas para lá e para cá mas em bom e não como o meu primo Zeca que a gente nem sabe o que ele vê às voltas quando o mal do alcoolista o apanha à Sexta-feira à noite que é o dia dos santos populares que cheiram a sardinha assada mas a gente nem nota porque já está habituada à minha prima Idalina quando vem da ginástica e em que anda à roda o demónio na discoteca onde saiu um disco novo da dona Mandona que isto é como a gente sabe quando uma pessoa vai para velha fica a sofrer da coluna. Quem não achou piadinha nenhuma à lei das beatas foi a minha prima que se pôs a berrar que deviam mas era andar a apanhar o lixo que há nos montes e nas bermas das estradas que dão incêndios e picam o cu quando a minha prima está no escritório dela a trabalhar. É que ela diz que nem pode com a caruma dos pinheiros e dos calipos enfiada nos dentes de trás. Eu a bem dizer sou como a Fátima Campos Ferreira não sou nem contra nem a prós das beatas no chão. Acho bem pois que acho. Uma beata também tem direito à vida como os animais nossos amigos mas ao mesmo tempo era bem feito para as putas das velhas aprenderem a não se meterem à frente nas bichas dos hinpermercados ou nas bichas para comer as hóstias que elas apanham sempre as que estão primeiro e a gente mais pequena fica com as que colam no céu da boca e passa o resto da missa a meter lá a língua para ver se sai mas aquilo não descola que não é como as beatas que um empurrão e tumba a gente livra-se delas. Agora não se pode que pagamos multa. É isso é andar a pescar pessoas no mar lá para os lados de Itália. Aquilo é proibido e quem atira nem que seja um balde a ver se apanha uma ou duas pessoas a boiar vai preso que isto não é o tempo de antigamente que tinha o senhor Sousa Mendes muito boa pessoa não desfazendo que também andava a pescar pessoas onde não devia e a brincar a brincar ficou na miséria que até foi menos mal que nem foi preso nem nada que aquilo era uma boa vai ela. Agora pia fino e a gente tem de respeitar as cotas da europa na pesca. Agora vou colar ali em cima uma fotografia da minha família no feriado do 10 de Junho para vocês verem que a gente é muito assim pró moderno. Andamos todos à procura de beatas mas não havia que estavam todas a tirar selfes com a dona Assunção Cristas. Assim como assim e já que lá estávamos apanhamos umas coisas da colecção do Bernardo que vieram a boiar da garagem da Madeira.  

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