Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe cultural

rabiscado pela Gaffe, em 30.10.13

A Gaffe acredita que o problema está na pasta.

A cultura em Portugal sempre teve Ministros e Secretários de Estado com demasiado pouco para fazer no Ministério.

A Gaffe revisita-os, fazendo como nos sorteios da Santa Casa, retirando do bolso o nome de alguns (dos que se lembra) e logo sem qualquer ordem de chegada.

João de Deus Pinheiro – durante o seu mandato provou que o Ministério da Cultura não envelhece. João de Deus Pinheiro nunca mostrou um cabelo branco.

Santana Lopes – A Gaffe sempre ambicionou ser uma santanete cultural, mas infelizmente o patrono estava sempre de fita na cabeça e ar malandro, ocupado a balançar o mandato nas pistas de dança acrobática das santanetes das outras.

José Pinto Ribeiro – Companheiro, na altura, de Anabela Mota Ribeiro. Compreende-se a ausência.

Isabel Pires de Lima – Uma senhora. As senhoras BCBG não se incomodam com tralha pouco académica.  

Gabriela Canavilhas – Uma querida elegantérrima! De louvar a recuperação do piano esquecido no sótão do palácio e a transferência do instrumento para o gabinete da senhora ministra que podia, nas horas vagas e mortas, dedicar-se às sonatas. O Ministério da Cultura nunca deixou de dar concertos diários e contínuos durante o seu mandato.

Francisco José Viegas – Um talentoso. Deu o pontapé de partida (no lugar onde sugeriu que alguém levasse) a uma linguagem mais vernácula que tem o seu apogeu em José Sócrates (actualizado).

Manuel Maria Carrilho – Um charme maduro e filosófico pronto a esbardajar o glamour da esposa acusando-a de ter metido ciclones nas mamas (como diria a senhora deste bar), de ser burra (a Gaffe suspeita que é a única responsável por esta última delação) e de se enfrascar até ao coma alcoólico. Leva em cima com os ciclones cor-de-rosa da esposa que acompanhou o maestro Vitorino de Almeida e que, portanto, não é bêbeda.

O problema está, a Gaffe sublinha, na pasta. Não havendo nada para fazer, permite que os respectivos Ministros e Secretários de Estado se dediquem a actividades mais domésticas.

É evidente que seria aconselhável disfarçar e desandar com ar muito atarefado pelos corredores ministeriais com uma data de papéis presos nos dentes, a surripiar subsídios à Casa das Histórias ou a fazer como Assunção Cristas que, resolvidos todos os problemas dos seus colados ministérios, se debruça diligente sobre a limitação do número de bichinhos de estimação que Portugal pode ter no apartamento. Uma dedicação mais caseirinha, é certo, mas indubitavelmente mais higiénica.

A Gaffe acredita que a solução para a Secretaria de Estado da Cultura está em Jorge Barreto Xavier.Um allure, um je ne sais quoi,  sem dúvida inteligenteque, não tendo nada para fazer, discretamente faz que não existe.

 photo man_zps989a72a6.png


1 rabisco

Sem imagem de perfil

De o senhor que se segue a 30.10.2013 às 19:26

Eu gosto do Francisco José Viegas.

Comentar post




Por força maior, os V. comentários podem ficar sem resposta imediata. Grata pela Vossa presença.


  Pesquisar no Blog