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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe e as precocidades

rabiscado pela Gaffe, em 26.05.11

 

Recordo que o sexo tântrico não é necessariamente sinónimo de amor e afecto. Em certos aspectos, não é mais do que sexo puro e duro. A doutrina central do Tantra é a remoção do eu, não a devoção a qualquer outra pessoa.

O importante é que, no momento, do orgasmo, o praticante do Tantra se eleve acima do eu, a consciência do seu próprio ser.

Os mestres do sexo tântrico dão instruções precisas. O acto sexual só deve ter lugar quando a mulher está sexualmente excitada. Para alguns o objectivo é não ejacular de todo, para outros é não ejacular sem que a mulher tenha um ou mais orgasmos. Tal como no Taoísmo, quanto mais tempo um homem conseguir permanecer dentro de uma mulher, mesmo que não tenha o pénis erecto, mais energia feminina absorverá para seu próprio benefício. Esta prática de coitus reservatus ou askanda é por vezes retratada na arte hindu por imagens de um pénis flácido ou “pendente”.

Quanto aos métodos gerais que devem ser usados para retardar ou bloquear a ejaculação (coitus obstructus), os seguidores do Tantra eram aconselhados a utilizar a meditação, a autodisciplina e a intervenção manual via “o ponto milionário” (voltaremos aqui).

Para evitar a ejaculação precoce, Tung-hsaun está por vezes de acordo com o pensamento indiano quando aconselha que, no último momento, o “homem feche os olhos e se concentre nos seus pensamentos. Deve pressionar a língua contra o céu-da-boca, dobrar as costas e esticar o pescoço. Abre as narinas, fecha a boca e inspira ar. Então não ejaculará e o sémen voltará para dentro de si”. Caso consiga executar esta manobra sem a sua companheira chamar o INEM, esteja à vontade.

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