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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe, arsénico e rendas velhas

rabiscado pela Gaffe, em 26.02.17

Nem sempre as jóias são o costumado brilho encastoado em metais de fino trato.

 

Há jóias escondidas, presas em papel transparente, dobradas com o rigor e com o cuidado extremo das avós e perdidas nas gavetas maneiristas do móvel esquecido há tanto tempo.

 

Procurem-nas!

 

São preciosidades inigualáveis e com o temor que nos faz suster a respiração, com a vertigem de quem comete um crime, com o arfar de excitação de quem se vê a viver uma paixão que não lhe pertence, voltemos a usar o tempo perdido e que Proust nos perdoe e nos proteja.

 photo man_zps989a72a6.png


10 rabiscos

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De Maria Araújo a 27.02.2017 às 16:02

Quando vi a imagem, saíram-me estas palavras: " Meu Deus, que belo!"
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De Gaffe a 27.02.2017 às 16:11

Encontrei autênticos tesouros fechados num móvel a que ninguém dava importância.
Há sobretudos peças em renda de finais do século XIX e início do século XX de uma beleza inimaginável.
Golas e peitilhos, luvas e fitas, punhos falsos, jabots e toucas inacreditavelmente bem conservados e de um esplendor que me seduziu de imediato.
São verdadeiros tesouros.
Fiquei com o móvel inteirinho. Afinal, ninguém o queria!...
;)
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De Maria Araújo a 27.02.2017 às 16:32

Imagino o inimaginável.
Seria a mulher mais feliz do mundo se "herdasse" uma preciosidade dessas.
A minha avó materna tinha umas belas preciosidades. Os filhos herdaram algumas peças que ficaram, porque a única filha (uma desgraçada) que tinha sacou-lhe muita coisa e vendeu.
Há anos, fui a um museu cá da cidade tentei descobrir um serviço de café que ela conseguiu que a mãe lho desse.
E foi vendê-lo.

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De Gaffe a 27.02.2017 às 18:23

Não foi bem "herdado"...
O móvel é bastante feio e demasiado grande. Ninguém quis saber o que continha. A única bisbilhoteira fui eu e decidi omitir o conteúdo quando informei que gostava de ficar com ele. Não hesitaram e despacharam "aquilo" sem perguntar o que quer que fosse.
:)

São detestáveis as pessoas que se comportam como o exemplo que deu. Não faço intenções de as tentar compreender ou ilibar.
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De Maria Araújo a 27.02.2017 às 19:04


O móvel feio e grande, com de pintura, uma cera, um verniz ( hoje há bons materiais para recuperar) pode tornar-se um móvel bonito.

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De Gaffe a 27.02.2017 às 20:53

Mas seria quase um pecado.
:)
O bicho é uma cómoda do início do romântico. É feio, mas em vias de extinção.
:)
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De Maria Araújo a 27.02.2017 às 21:07


O mais que pode acontecer é chocar com o mobiliário da casa, mas num canto, num lugar especial não seja, de todo, feio.

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De Gaffe a 27.02.2017 às 21:10

Não, minha querida. É mesmo feio e gigantesco.
:)
Não tem importância. É meu, mas não o vou deslocar tão cedo.
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De Maria Araújo a 27.02.2017 às 22:37

Porque não trazer consigo os tesouros agora seus? Mas sem o móvel.
Até amanhã.
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De Gaffe a 27.02.2017 às 23:27

Não seria boa ideia.
Agora são meus, móvel e conteúdo. Sei que ninguém lhes tocará.
:)
Estiveram ali durante este tempo todo. Não sou ninguém para os mover.

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