Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe vitoriana

rabiscado pela Gaffe, em 19.06.12

Esta sumptuosidade, onde as flores e folhagens são reproduzidas em diamantes e pérolas, é o diadema usado pela Rainha Vitória em 1850, durante a sua coroação.
 As jóias naturalista, decoradas com flores e frutas claramente identificáveis, foram as favoritas durante grande parte deste período e tornadas célebres nos primeiros anos do século, por influência do amplo interesse pela botânica, desperto na época, e pelo fascínio de poetas românticos, como Wordsworth, que colocaram bucólicas paisagens e floreados intimistas, mimoseados por folhagens e ramagens apaixonadas e trágicas, nos seus sonetos de amor.

Na década de 1850, os primeiros desenhos delicados tinha dado lugar a composições mais extravagantes e complexas composições florais, usadas para expressar o amor e amizade, contribuindo em simultâneo, pelo uso de pedras coloridas, para criar uma linguagem das flores que soletrava mensagens especiais, codificadas extravagante e luxuosamente.

É evidente que ninguém se lembra de saudar uma época em que foram assinadas, em Inglaterra, por Sua Majestade, as violentíssimas leis contra a homossexualidade masculina (não foi condenada a homossexualidade feminina, porque a Rainha Vitória se recusou terminantemente a admitir que existia!) e onde se cobriam as pernas das cadeiras e dos pianos para que não despertassem lúbricas memórias e lascivas imagens nos distintos cavalheiros, mas temos de admitir que estas vitorianas pudicas, carunchosas e consumidas pelo preconceito, sabiam escolher o que pousar na cabeça.

 photo man_zps989a72a6.png





  Pesquisar no Blog

Gui