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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe batalhadora

rabiscado pela Gaffe, em 25.03.14

Há raparigas espertas que atingem a maturidade deslumbrante das mulheres seguras que nas mãos agarram o poder e o consideram seu, por mérito ou herança.

Mérito e herança. Esta dupla conjugação de perigo e quase paradoxal aliança de factores, permite-lhes sorrir e acalmar quando as ameaças ao trono dado ou conquistado (ou a conjugação de ambas as formas de o deter) se fazem sentir a assombrar o ceptro.

Com o poder nas mãos, da cor das unhas, entram dispostas a exigir, porque lhes é inerente e epidérmica a necessidade de exigência. Reclamam qualidade, a mais cuidada, a mais pensada, a mais minuciosa, aquela que é considerada direito inalienável e, em consequência, impossível de lhes ser negada.

São detentoras de um bestial magnetismo, de uma fragilidade enganadora e de movimentos pensados. A elegância absolutamente interior extravasa e espalha-se em todos os gestos. Trazem a poderosa vontade de triunfo que lhes faísca nos dedos e aquela consciência aguda das armas que usam para o alcançar.

Ao lado delas somos pequeninas, somos bagatelas, e no entanto sei, no silêncio sinistro do fundo da minha alma, que, das duas, a mais amada é sempre a mais pequena.

  

Descubro que nos campos de batalha que o amor provoca, não basta possuir as armas certas para garantir a vitória. Basta (tantas vezes!) que o guerreiro não encontre razões para combater.

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7 rabiscos

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De Fernando a 26.03.2014 às 17:34

O charme, a beleza, o poder, são armas intimidatórias, por vezes quase sempre intimida o guerreiro, guerreiro que se contenta com uma pequena fera amestrada, (feia, gorda, afanada ) não (ezajerada) mas com o poder do amor incandescente q.b. para garantir vitórias. Razões de combate afanam nuns lençóis de ceda. Fazendo esquecer, longas pernas, decote rasgado, peito vistoso, dinheiro, poder, sedução. O tamanho, não interessa, amada, como esta gaffe silenciosa.
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De Gaffe a 26.03.2014 às 17:43

Oh! Meu querido, eu também não sou de se deitar fora!

"longas pernas, decote rasgado, peito vistoso, poder de sedução" não estão mirrados nesta rapariga. Já não se pode dizer o mesmo em relação ao resto, embora uma ruiva orgulhosa seja sempre uma mulher poderosíssima.

Os poetas são tão marotos!
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De Fernando a 26.03.2014 às 18:25

Nos meus grisalhos 60 anos querido de minha esposa, bem amada, que tento retribuir com a minha forma de amar. Agradeço o carinho, que na minha prosa, apenas, tento quando li e lei seus post, sinto uma identificação com os argumentos neles expostos. Cometo da minha forma com as gafes de um leitor que também fica intimidado com tamanha lucidez. De belo peito nu perna longa .
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De Gaffe a 26.03.2014 às 20:17

Espero sinceramente não ter sido uma imbecil com o "querido" e poder continuar, sem uma pontinha de vergonha, a ler aqui os seus comentários.

(Talvez tenha também exagerado na "perna longa"...)
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De Fernando a 28.03.2014 às 18:58

Ao viajar por aqui, vi que não foi indiferente, e com toda a razão, pelo meu desleixo de não reler o que escrevo, não tive intenção de ser minimamente ofensivo, queria fazer uma alusão a foto que inspirou o post, e o meu comentário, a foto é linda mostrando uma longa perna. Perna longa até parece uma alusão e um coelho que animou a minha juventude. Exagerado é favor, acho que fazer um pedido de desculpas.

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De Gonçalo Carreira a 14.04.2014 às 19:20

O texto é de facto delicioso.
Eu também voto definitivamente na pequenina,
quanto ao resto tirando a adorável cor de cabelo, gosto muito
é do sabor e do cheiro.
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De Gaffe a 14.04.2014 às 21:23

Sou ruiva! Uma ruiva pura. Não há mesmo nada a fazer.
Não sei se tenho sabor, mas o meu perfume é Narciso Rodriguez (o frasquinho rosa, como não podia deixar de ser).
:)

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