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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe com fotografias

rabiscado pela Gaffe, em 13.02.19

WWII

 

Há algum tempo deparei-me com uma imagem extraordinária captada durante a Segunda Grande Guerra. Guardei-a pela beleza textual, literal, daquilo que via.

No meio dos escombros, um grupo de soldados russos ouve tocar piano.

Estranhei a minha apatia, a minha indiferença, perante a narrativa, perante o símbolo expresso no que via. A imagem não me comoveu, não ergueu paliçadas de alvoroços, nem me impressionou a evidência poética do que era retratado.

Era apenas uma fotografia extraordinária. Esteticamente perfeita.

 

Encontrei há dias uma outra, de Joseph Eid, com o mesmo conceito da primeira.

Joseph Eid.jpg

 

Em Alepo, um velho no meio dos escombros de que já ninguém se importa ou fala, ouve música.

Mais uma vez, e apesar de não a perceber tão perfeita como a anterior, considerei-a uma bela imagem. Mais uma vez não me comoveu, nem me fez evadir por caminhos mais ou menos filosóficos, de maior ou menor narrativa emocional.

 

Recordei então o que há muito penso.

Humildemente reconheço que os discursos que ambas as fotos me vão provocando acorrentam a minha pobre opinião às tábuas da tolice, mas socorro-me de Geneviève Serreau para entregar alguma racionalidade àquilo que penso acerca do assunto.

 

A autora, algures num estudo sobre Bertolt Brecht e a propósito de uma fotografia onde nos é mostrado um massacre de comunistas gualtemaltecos, refere que o horror não está no que vemos, mas porque o vemos a partir da nossa própria liberdade.

 

Admito que é complexo este postulado. No entanto, com a ajuda preciosa do pensamento de quem me está próximo e é anos-luz mais racional do que eu, acabo a entender que não basta ao fotógrafo mostrar-nos a abominação para que a sintamos. Até porque – continua – a dor é fotogénica.

 

A linguagem internacional do horror é documentada de modo a que saibamos interpretar os signos. É elaborada de forma hábil - usando contrastes, aproximações ou reconstruções subliminares -, facilitando-nos uma leitura já preparada, que não nos toca grandemente, porque pensou por nós, sentiu por nós, sofreu por nós e de certa modo indignou-se por nós.

Intelectualmente aquiescemos, mas não nos sentimos realmente ligados a estas imagens. Estão isentas de histórias, impedem que as inventemos porque já estão narradas pelo autor.

 

As imagens, dirão, não obedecem a estes pressupostos. Foram acasos. Dizem-nos ser apenas performances a decorrer no espaço visitado - o que só por si daria um tratado relacionado com a banalização do terror e com a distorção, o esmagamento e amálgama de signos distintos. Se tal fosse verdade, acabava-se por impedir o aparecimento de elementos propositadamente contrastantes e contrastados e, sendo em directo, sem reconstruções ou interpretações prováveis, dar-nos-iam, em consequência, a possibilidade de sentirmos.  No entanto, a captação daqueles instantes surge ainda contaminada pelo construído, tornam-se demasiado intencionais, porque estão imbuídas da vontade de se usar uma linguagem incómoda e acabam por nos merecer apenas o tempo de uma leitura instantânea. As fotos não nos desorganizam, porque se reduzem a uma linguagem específica, isentando-nos do verdadeiro confronto com o escândalo.

 

Nas imagens do terror que nos mostram existem signos claros e nítidos, mas sem a ambiguidade, a textura a espessura que deve caracterizar um signo.

 

Parecem estranhas, paradoxalmente calmas, porque estão privadas da nossa explicação privada, usam a linguagem – que já conhecemos, que já falamos, que já entendemos - internacional do horror, e, custe o que custar, por causa disso estão contaminadas pela presença do fotógrafo.  

 

São literais.

 

Introduzem-nos ao escândalo do horror, mas não ao próprio horror - diria Barthes.  

 photo man_zps989a72a6.png


50 rabiscos

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De naomedeemouvidos a 13.02.2019 às 13:25

Percebo pouco dos devaneios ou ousadias da mente, mas, suponho que o horror possa ter algo de profunda e estranhamente belo. Sei que isto soa horrível, mas, se não for (também) por isso, que fascínio mórbido invade tantas acções perversas associadas, outras tantas vezes, aos crimes mais violentos. Será só maldade?

Vou cá voltar. Li a correr, entre duas garfadas (que há dias em se atropelam as horas...) e este texto, bem como reflexão nele (in)contida merecem mais. Muito mais.
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De Gaffe a 13.02.2019 às 14:01

Não penso ser só maldade.
Somos atraídos pelos extremos.
Os Românticos elevaram este facto até ao patamar do quase utópico.

Mas neste caso específico falo do horror fornecido após a leitura que dele se fez.
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De naomedeemouvidos a 13.02.2019 às 14:44

Acho que acontece um pouco como o preconceito que, por vezes, só existe nos “olhos “ de quem vê. (tenho uma história engraçada com o meu filho, em relação àquela caricatura polémica da Serena Williams, salvaguardando as devidas-e enormes! - diferenças)
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 13.02.2019 às 15:43

A presença da morte potencia a sensação de nos sabermos vivos
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De Gaffe a 13.02.2019 às 16:28

Potencia também a sensação de nos sabermos a morrer.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 13.02.2019 às 17:26

Por isso potencia a intensidade, o valor da vida. Soubessemo-nos eternos e até o sol nos fastidiaria. A danação dos vampiros.
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De Gaffe a 13.02.2019 às 23:37

Mas somos, ou pensamo-nos, eternos enquanto dura a vida.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 14.02.2019 às 08:47

Eu não. Talvez por isso me comova por tudo e por nada. Nunca me esqueço da minha transitoriedade, nem da dos outros. Nem das coisas....aí está a beleza de tudo, na transitoriedade. O que é jamais será. Memento mori.

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De Gaffe a 14.02.2019 às 20:35

Tenho um amigo que se aproxima de si. Colecciona fotografias antiquíssimas, exactamente para poder parar esse momento que refere.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 14.02.2019 às 21:36

Engraçado, sou avesso a fotografias. Nem na casa dos meus pais as tínhamos, ou se as tivemos ninguém, por elas, dava conta. Sempre me medi nas coisas vivas, sobretudo pelas árvores. Adoro tocar, passar por baixo daquelas que, um dia , fui capaz de trepar...confesso que olho, ainda hoje, sempre lá para cima na pícara ilusão de me achar...e depois, por vezes, debaixo delas, fico com a sensação de ser um outro que com os meus olhos me olha a mim. Um alguém, perdido, que sendo eu, ficou nas coisas que já não são (inanimadas, em relógios inversos do tempo).
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De Gaffe a 14.02.2019 às 21:45

Mas creio ser exactamente essa a razão da existência colecção que referi.
O inanimado que nos olha, que olha o que somos, ou que olha o que foi, ou ainda o que somos.
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De JLynce a 13.02.2019 às 14:03

A UNESCO diz-se concentrada na recuperação de Alepo, mas não creio que tal venha a acontecer a curto prazo, pelo menos enquanto Assad se mantiver no poder.
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De Gaffe a 13.02.2019 às 16:31

Ah, a UNESCO.
Às vezes, tenho pena, outras sinto nojo.
Sou muito bipolar em relação a esta instituição.
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De Anónimo a 13.02.2019 às 15:41

Não vou pelas filosofias, essas imagens são lindíssimas!
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De Gaffe a 13.02.2019 às 16:32

Nunca disse o contrário.
Pelo contrário.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 13.02.2019 às 15:42

Só somos capazes de experimentar, de "sentir" o horror do outro, se o vermos como próximo, se o considerarmos como uma possibilidade (assusta-nos mais a ameaça da guerra, do que da fome. A fome não é branca).

Usamos também o horror estrangeiro, do outro, como uma compensação das nossas próprias misérias - de que me queixo se aquele ,que vejo ,ficou sem pernas? O sofrimento do outro visto pela televisão não provoca indisgestão mas aumenta-nos o prazer que sentimos num pão duro."podia ser pior"

Uma das causas da nossa dessensibilização ao horror deve-se a uma sobrexposição a ele - seja nas noticias, seja nas séries, acabando nós por deixar de destrinçar bem uma, da outra. Tomamos a dor real , como ficcional (porque nos é mais dificil fazer o oposto?).

Hoje é sobretudo a morte que nos faz sentir vivos....expulsamos a morte do quarto (quem morre em casa?) e damos-lhe as boas vindas na sala.

https://youtu.be/IPeHO1r8paU
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De Gaffe a 13.02.2019 às 16:30

Vamos voltar a estas questões, pois que são várias.
É muito interessante e muito importante dedicar a cada uma delas um pensar.
O Outro tem de ser sentido. De contrário, cria psicopatas.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 13.02.2019 às 22:09

A psicopatia está na moda. Just do it.

Dr. House, Mr. Spock...etc. Os psicopatas têm direito ao papel principal. Inteligentes e frios, um novo modelo de negócio.
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De Gaffe a 13.02.2019 às 23:35

Os psicopatas sempre estiveram e estão ao nosso lado. Não os reconhecemos, antes dos próprios se revelarem.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 14.02.2019 às 08:59

Mas nunca como hoje foram tão idolatrados. O vencer a qualquer preço, a falta de humildade, a falta de empatia (se não venceste a culpa é tua). Até são cada vez mais numerosos os que vêem na vitima apenas vitimização, ou mesmo fraqueza, queixume vão, que o mundo é perfeito e qual deus nunca dá desgraça sem bom motivo (decerto que é patife. Decerto fez alguma) Admiramos a inteligência do computador e neglicenciamos a emocionalidade...tudo traços de psico/sociopatia
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 14.02.2019 às 09:05

Vê como já nos inspiram com o modelo:

O que podemos aprender com os psicopatas, livro de Kevin Dutton

Imaginem que disparam uma pistola junto ao ouvido de alguém. Mesmo que a "vítima" tenha sido avisada, apanhará um susto, certo? Depende. Pelo menos dois grupos de pessoas, perante a experiência laboratorial, nem pestanejaram: monges budistas e... psicopatas. Ambos têm em comum uma extraordinária capacidade de se manterem calmos em situações de stress. O que os diferencia é o uso que dão à frieza absoluta.

Kevin Dutton, psicólogo investigador da Universidade de Oxford, demonstra que todos nós partilhamos algumas características associadas à psicopatia. O que varia é o grau onde nos posicionamos na escala. Um psicopata é por definição destemido, charmoso, egocêntrico, confiante, implacável e focado - características não apenas úteis numa série de profissões, como cada vez mais procuradas pelo mercado de trabalho. Através de medições levadas a cabo em laboratório, o autor prova até que ponto os melhores gestores, cirurgiões, advogados, espiões e jornalistas têm classificações altas na escala da psicopatia. Esses "psicopatas funcionais" são cada vez em maior número na nossa sociedade e partilham sete características principais que podemos desenvolver e utilizar em proveito próprio.

Obra irreverente, onde a ciência se cruza sempre com histórias reais, O Que Podemos Aprender com os Psicopatas leva-nos das celas de prisões de alta segurança aos escritórios de advogados de sucesso, sempre em busca da verdade escondida atrás dos mitos da psicopatia.

A apologia da psicopatia
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De Gaffe a 14.02.2019 às 09:44

Que susto!
Acabo de perceber que tenho uma ao meu lado.
Desconfiava, mas gosto demasiado dela.
:)

Há imensos estudos sobre psicopatas. O interessante é que não há legislação específica que os cobre. Um psicopata é sempre um caso absolutamente difícil de trbalhar em termos legislativos (talvez por serem muitos os advogados que padecem do erro).
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 14.02.2019 às 09:59



A maioria dos cirurgiões são lelés da cuca.
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De Gaffe a 14.02.2019 às 10:22

Acabo de ficar ligeiramente ... ofendida...
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 14.02.2019 às 10:25

Pus o emoji para que soubesses o tom jocoso com que o dizia

Na dúvida ponho antes este
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 14.02.2019 às 10:28

A propósito descobri esta hiperligação...

https://youtu.be/Vlk_sRU49TI

São todos demasiadamente normais.
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De Gaffe a 14.02.2019 às 10:36

É extraordinária (e sinistra) a indiferença e a ausência completa de emoção!
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 14.02.2019 às 10:50

https://youtu.be/XsiGLqBuVxs

Nascemos, ou ficamos monstros?

Até que ponto o psicopata é responsável pelos seus actos? Existirá livre arbitrio? Culpa? Não será a psicopatia um transtorno neuro-quimico, não resultará de uma má formação do cérebro. - cortex cingulado anterior, amigdala,etc?
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De Gaffe a 14.02.2019 às 11:29

Todas as hipóteses que coloca foram já colocadas, sem conclusões rigorosas. Não existe uma sólida possibilidade de atribuirmos à psicopatia uma causa definida.
Sabe-se apenas que pode ser despertada por determinado acontecimento, por indefinido acontecimento.
As dúvidas que refere são as do legislador que espera que o cientista responda. Por enquanto, não existe resposta.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 14.02.2019 às 12:12

Por enquanto condenam-se doentes, como sucedia com a esquizofrenia.

Um dia a neurobiologia irá provar que não existe livre arbitrio e aí é que vão ser elas, pois não há maior gozo do que poder culpar.
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De Gaffe a 14.02.2019 às 15:52

Lobotomias, meu caro, é que era lindo. Mereceram um Nobel. O nosso único Nobel da Medicina foi estupidamente escolhido pela lobotomia, quando mereceria ter sido por outro qualquer dos seus feitos.

António Damásio está muito próximo de negar a alma.
:)
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 14.02.2019 às 12:18

https://youtu.be/esPRsT-lmw8

Uma sociedade deve ser avaliada não pela forma como trata os seus cidadãos ilustres, mas pela forma como trata os seus criminosos....também Jesus Cristo preferia a companhia dos pecadores, dos criminosos..
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De Gaffe a 14.02.2019 às 15:50

Provavelmente.
Uma sociedade deve ser avaliada não pela forma como trata os seus cidadãos ilustres, mas pela forma como trata os seus criminosos, os seus velhos, as suas crianças ... e os seus dentes.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 14.02.2019 às 19:32

E os seus animais, como disse Voltaire
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De Gaffe a 14.02.2019 às 20:38

Talvez seja essa uma das vezes em que simpatizo com Voltaire.
Não me pergunte pelas outras que me iria colocar "em maus lençóis".
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De Gaffe a 13.02.2019 às 16:44

E não penso que seja só a exposição ao terror que nos entregam. Há também o contínuo do estereotipo relativa à dor e à morte veiculado por órgãos de comunicação diversos (que permitem alguns tantas vezes de acompanhar o relatado por banda sonora), que torna vulgar a narrativa do sofrimento, adapatando-a, "ocidentalizando-a", relatando visões pessoais, recontadas, contaminadas, e sem capacidade de as doar isentas de forma as tomarmos nossas, vivenciadas como nossas.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 13.02.2019 às 18:05

Até que ponto a música, de fundo, que põem nas reportagens de guerra não cria, inconscientemente, uma confusão, nos telespectadores, de estarem a assistir a uma ficção e não a uma realidade?
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De Gaffe a 13.02.2019 às 23:26

Mas esse é um dos grandes problemas do "jornalismo" a nível global.
Deixa também de ser isento quando faz acompanhar determinada notícia de um Nocturno de Chopin.
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De Pequeno caso sério a 13.02.2019 às 18:01

Penso que os media têm um papel fundamental na maneira como "banalizamos" a dor e a morte.
Somos bombardeados a toda a hora com imagens que nos chegam de longe e que retratam uma dor que não é nossa. Tornamo - nos imunes. Mudamos de canal e pronto.

Pensava sobre isto um destes dias entre duas garfadas . Pensei que já poucas coisas me comeveriam . Até que...vejo duas imagens que não consigo apagar da memória. As duas envolvem crianças. Uma, retirada de um escombro de guerra,empoeirada e ensaguentada. Não chorava. Não gritava. Não exprimia qualquer emoção.
A outra, o corpo de uma criança inerte que dá à costa numa praia.

Por muitas voltas que dê, não consigo tirar isto da cabeça e comovo -me sempre que a elas volto.

As imagens que partilhas são de uma beleza atroz. Tocou - me particularmente a segunda. A velhice. Os despojos da guerra. O nada. E ainda assim conseguir retirar daí alguma beleza.

Que chapadão de luva branca!
E é disto que precisamos de vez em quando : um belo chapadão nas ventas.
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De Gaffe a 13.02.2019 às 23:33

Sim. Há imagens poderosíssimas, mas o complicado é separar as reais, as cruas e nuas, as que São, daquelas que nos preparam para o consumo, que de certa forma nos manipulam. Há fotografias que são mostradas até à exaustão e que visam, conscientemente ou inconscientemente, despertar determinadas emoções no espectador. estão contaminadas pela visão e pela emoção do fotógrafo.
Talvez por isso goste particularmente de um fotógrafo americano (varreu-se-me o nome, mas encontro-o e refiro-to) que capta apenas rostos e gente absolutamente desprevenida e sem qualquer concepção prévia.
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De Pequeno caso sério a 14.02.2019 às 00:23

Entendo perfeitamente o que dizes.

Ainda que (muito) mal comparado, foi o que pedi ao fotógrafo do meu casamento : nada das poses da praxe. Apenas pedi que nos fosse
...apanhando.
Demasiado formatado, não conseguiu cumprir.
Talvez por isso as únicas duas fotografias desse dia que "exibo"sejam duas tiradas ao acaso por um amigo nosso que adora fotografia.
Ali estamos,simples, genuínos e felizes naquele que foi o primeiro dia de uma caminhada que já leva 21 anos.
Só um olhar muito atento conseguiria eternizar isso.
; )

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De Gaffe a 14.02.2019 às 09:41

Vais gostar de Ed Vatza, Alan Schaller,Tom Spader, ou de Thomas Leuthard, por exemplo.
:)
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De Pequeno caso sério a 14.02.2019 às 23:03

Fui investigar e gostei de todos.
Boas escolhas. Obrigada.
;)*


(aprendo sempre tanto contigo)
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De Gaffe a 15.02.2019 às 09:23

:)
São óptimos.
Mas ainda me falta o americano de que te falei!
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De Maria Araújo a 14.02.2019 às 21:41

Sou sensível a certas imagens, indignam-me e chocam-me as de horror da guerra.
A primeira fotografia mostra a aceitação da guerra que a história encarregar-se-ia de contar.
Mas não aprendemos nada com ela.
Depressa esquecemos a imagem, também.
Se bem que as há de crianças, sobretudo, que ficam registadas para sempre na nossa mente.

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De Maria Araújo a 14.02.2019 às 23:17

Talvez tenha razão.
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De Anónimo a 16.02.2019 às 10:44

Excelente texto Gaffe, aliás, como é excelente tudo o que escreve e publica, mas uns textos/fotos tocam-nos mais do que outros.
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De Gaffe a 18.02.2019 às 11:29

Obrigada.
:)

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