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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe comovida

rabiscado pela Gaffe, em 28.04.15

A vida cria aguarelas magníficas. Esta galerista não é grande coisa. É a M.J. que as torna admiráveis em troca de nada.

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5 rabiscos

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De Maria Araújo a 28.04.2015 às 18:06

Ambas estão no mesmo patamar.
Hoje, ao almoço, falava com a minha sobrinha( fará 17 anos em julho) sobre a Gaffe e a sua escrita.
Dizia eu" quem a lê fica enlevada, usa um vocabulário variado e excepcional. Quando a propósito das comemorações do dia 25 de Abril fiz um comentário no blog e ela respondeu que nasceu uma década mais tarde, fiquei abananada porque a escrita é, na minha opinião, de uma madura, que sabe o que quer, uma mulher nos 40tas. Afinal, tem 30 anos."
E muito mais conversamos e com orgulho em perceber que há uma pequena geração dos 30tas com muito valor.
Que invejaaaaa!
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De Gaffe a 28.04.2015 às 19:26

Compreendo.
Não sei qual o grau de maturidade que apresento a quem me lê, mas não sou exemplo da geração portuguesa que tem 30 anos agora.
Sou uma "estrangeirada". Praticamente toda a minha vida foi vivida fora do país. Um dos ramos principais da minha família é irrepreensivelmente francês. Recebi uma educação absolutamente diferente daquela que Portugal oferecia, mas fui sempre acompanhada por rigorosos e implacáveis defensores da língua portuguesa (o meu tio avô é um dos maiores latinistas da Península e sempre se preocupou com a educação dos petizes). Voltei, por decisão minha e contra tudo e todos, para me licenciar na faculdade que acreditava e ainda acredito ser uma das melhores e mais exigentes que existem.

Sou portanto uma "deslocada geracional".
:)

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De Maria Araújo a 28.04.2015 às 22:26


É, portanto, uma conhecedora implacável da nossa língua. Quem domina o latim como o tio avô e passou aos seus petizes esta língua que dizem morta, contudo viva em muitas expressões que usamos no nosso dia-a-dia, tem um conhecimento mais alargado do vocabulário.
E a "deslocada geracional" deve ter orgulho em mostrar que em Portugal há grandes ou excelentes letrados.
Parabéns.


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De Gaffe a 29.04.2015 às 09:26

Não. Infelizmente, não.
O meu tio-avô apenas contrariava furibundo o meu lado materno, mas não chegou a ir tão longe. Cuidava apenas da conservação da sua língua e exigia que os miúdos a conhecessem com o maior rigor possível.

Deixou falhas, como provo.
:)
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De Maria Araújo a 29.04.2015 às 12:47


Não deixou falhas.
Ficam muitas reminiscências.

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