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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe coulrofóbica

rabiscado pela Gaffe, em 18.03.16

Lon Chaney.jpg

Para além do escuro das esquinas nocturnas do meu quarto, tenho um medo indizível de palhaços.

 

Afirmam os que sabem que este bichinho sedento tem origem nos meandros mais obscuros das nossas infâncias em que, nas tardes ensolaradas, nos levavam ao Circo, onde um palhaço nos arrastava para a arena, mimando o cómico dos nossos bibes e humilhando as nossas dignas poses de infantas sem reinos, mas nunca a minha infância me levou ao Circo. Adivinhava ela o medo atroz que sentiria ao ser destronada.

 

Arrasto este medo, quase meninice, e sou capaz de rodar avenidas só para não cruzar com homens pintados, vestidos de cor e de trapos largos, que oferecem balões à gente que passa. Não ouso sequer olhar mesmo ao longe.

 

No entanto, a todo o instante brigo, sem ter sombra, com outros palhaços do Circo idiota que chegou à vida e que nela ergueu a tenda maior. Dizem que essa luta se vence também a brincar com valentia. Talvez seja assim, mas eu sou uma menina de bibe mimado e a minha coragem não usa o trapézio.

 

Na foto - Lon Chaney 

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Gavetas:


2 rabiscos

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De Maria Araújo a 18.03.2016 às 12:36


A minha sobrinha, agora com 17 anos, sempre detestou palhaços, ainda hoje foge deles.
Em criança, não permitia que as educadoras pintassem o rosto ou a vestissem de palhaço.
Hoje, vai a eventos de animes no Porto ou cá na cidade, veste-se de acordo, mas não pinta o rosto.
Gaffe, coragem e enfrente o trapézio.
Imagem de perfil

De Gaffe a 18.03.2016 às 12:59

É impossível, minha querida.
Tenho um pavor incontrolável de palhaços. Morro de medo.

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