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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe da RTP2

rabiscado pela Gaffe, em 14.01.15

RTP2.jpgTenho perdido os episódios da minha série favorita,  How to Get Away with Murder, porque a renovada programação do canal 2 da RTP me surpreende positivamente.

O Jornal 2, liderado por João Fernando Ramos, Daniel Catalão e Fátima Araújo é conciso, rigoroso, com um alinhamento seguro e importante e sobretudo sem piscadelas de olho desagradáveis ao telespectador.   

Assumo com agrado que fico presa a Borgen. De origem dinamarquesa, a série narra as peripécias políticas dos bastidores esconsos do poder, as suas manipulações, desvios, intrigas, lutas enviesadas, rupturas, compromissos escuros e relações com a comunicação social, sem descurar, embora sem importante incidência, as repercussões das situações na vida privada dos protagonistas. Permite uma visão calma, inteligente e arguta dos corredores que fabricam a forma de viver social de cada um de nós. Excelente!

 

Logo depois, temos Agora. Renovado e mais atraente. Literatura e Palcos.

Continuo com a mesma opinião que tinha acerca de Filomena Cautela, mas Pedro Lamares compensa o facto da parceira ainda não me convencer. Embora mais dinâmico e muito mais completo Palcos Agora, talvez porque não consiga encontrar interesse na apresentadora, é menos acolhido por mim do que Literatura Agora, onde, e cito, a palavra escrita está em primeiríssimo lugar. Cada episódio tem dois momentos de elogio à obra literária, com excertos de poesia e de prosa escolhidos e ditos por Pedro Lamares e Filipa Leal. A eles se juntam reportagens com a ambiciosa pretensão de abarcar o vasto universo da literatura: quem a escreve, quem a diz, quem a serve, quem a traduz e quem a guarda. A literatura na música, no cinema, no quotidiano e como inspiração para os mais variados criadores. Ao longo de cada emissão, tempo ainda para abordar alguns dos grandes temas da literatura, bem como a história e as estórias de livrarias, bibliotecas e outros tantos espaços com livros dentro.

Está conseguido.

 

O povo que ainda canta de Tiago Pereira é um documentário magnífico que não se resume a um desenrolar de testemunhos cantados de música popular portuguesa, porque consegue em simultâneo ser um belíssimo trabalho cinematográfico.

 

Cosmos desiludiu-me um pouco, mas não deixa de ser um óptimo trabalho. Seguindo as pisadas de Carl Sagan, Neil deGrasse Tyson, famoso astrofísico norte-americano, é o novo protagonista desta odisseia no espaço. É excelente sobretudo porque atinge todos os públicos, incluindo o infantil.  

 

A noite vai entradota para uma rapariga que já tomba de sono, mas o Contentor 13 não deixa de ser um incentivo ao despertar do ouvido tendo em conta os seus interiores literários.

 

Surpreendente a RTP2 ao revelar que pelo menos um canal compreendeu o que é ser serviço público.

 

Não vale a pena fazer zapping. Afinal já temos televisão. 

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