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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe de colchete

rabiscado pela Gaffe, em 22.10.15

Marcus Mueller.jpgSabemos que nunca devemos confiar num homem que nos desaperta o soutien logo à primeira tentativa.

A primeira vez, de tudo, é sempre um risco e nem sempre é de boa qualidade o que nos fica na memória.

Tenho uma amiga - tomemo-la como exemplo - cuja primeira vez foi tão traumática que decidiu nunca mais perder a virgindade. O assunto foi arrumado na prateleira e vive feliz desde então, embora as relações que enceta sejam de curta duração, porque quando ela faz amor, o namorado exige estar presente. É curioso constatar que esta rapariga, que se afasta consideravelmente do viver rotineiro das multidões, confessa que sente sempre algum pudor em assumir posições ousadas - estou a folhear o Kama-Sutra - com o homem que partilha na altura a sua vida e a sua cama. Segundo o que confessa, é por essa razão que o deixa sair para o trabalho e chama pelo vizinho. O pecado mora sempre ao lado.

É esta minha amiga que me previne: Não se pode confiar num homem que nos desaperta o soutien logo na primeira tentativa.

A verdade é uma e ela tem razão. Um soutien que se preze tem de ter uma fechadura à prova de dedos alheios. Tem de ser um enigma, um desafio e tem de provar que o rapazola que nos chega às costas, aos colchetes e às molas é de uma pureza virginal digna de nos ver as mamocas. Quando um homem nos cumprimenta estendendo a mão ou cavalheirescamente nos vem beijar os dedos e nós percebemos que subitamente nos saltou do peito, não o coração, mas o soutien, não merece crédito, embora mereça que nos salte o resto.

Temos que escolher. Não é propriamente uma escolha de Sofia, mas é sempre um dilema que nos constrange um pouco. Ficamos com um bronco inocente que nos trilha as costas ou com um manhoso experiente que nos trilha a vida.

 

Podemos, é claro, optar pela terceira via, a mais atractiva: ficarmos com os dois e deixar que processo de ensino/aprendizagem se faça sob a nossa auditoria.

 

Foto - Marcus Mueller

 photo man_zps989a72a6.png

Gavetas:


12 rabiscos

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De Paula a 22.10.2015 às 08:53

Fiquei bloqueada na foto! Detesto esta moda actual de ter que ver o rabo dos senhores quando se baixam!
Mas haja jeito para o colchete e podem ser felizes para o resto das vidas!
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De Gaffe a 22.10.2015 às 09:16

Não é uma moda recente. Desde que me lembro, tenho visto rabos desta forma.
:(
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De Paula a 22.10.2015 às 09:18

Então eu, no passado, fui poupada visualmente!
Muito infeliz, quem pensa que mostrar o rabiosque é bom! :-(
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De Gaffe a 22.10.2015 às 09:24

Os homens que passaram pelas minhas avenidas baixaram-se muito, foi o que foi.
:)))
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De LL a 22.10.2015 às 09:45

Existe o certo o errado e o resto
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De Gaffe a 22.10.2015 às 10:24

Normalmente o resto é o mais atraente.
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De Maria Araújo a 22.10.2015 às 12:23


Odeio ver os rabos que estão nas suas funções laborais, sejam eles dos homens, sejam os das mulheres (e se for com aquele fio dental em triângulo, que nojo!).
Mas a história da "sua" amiga, cuidado!
Quanto à escolha, prefiro o manhoso experiente que nos trilha a vida.

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De Gaffe a 22.10.2015 às 13:07

A rapariga foi inventada.
;)

Concordo consigo. Sou constantemente trilhada!
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De Corvo a 22.10.2015 às 12:33

Nenhum dos exemplos é fiável.
Pessoalmente acho que podem optar por um que não estenda a mão e espere que a senhora a estenda.
Pelo menos é mais cavalheiro.
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De Gaffe a 22.10.2015 às 13:08

E um cavalheiro é apenas um lobo paciente.
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De Corvo a 22.10.2015 às 13:49

Ó Gaffe! Então e não é assim?!
A chave do sucesso, quaisquer que sejam as motivações, não está propriamente em sê-lo desde que se possa parecê-lo?
Conseguido isso, tudo o resto vem por acréscimo, figurez-vous.
:)
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De Gaffe a 22.10.2015 às 13:51

Não vem tudo o resto, meu caro Corvo, mas acredito que venha um camião de coisas. O problema é quando há um furo que não é propriamente o costumado.

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