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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe de Dautremer

rabiscado pela Gaffe, em 24.09.19

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É impossível seleccionar ilustrações de Rébecca Dautremer sem deixar pelo caminho traços de inacreditável poesia.

 

O traço quase imaterial com que é contada a história; a suavidade com que são usadas as cores, mesmas as mais dramáticas; a maravilhosa recriação de ambientes e de cenários; a atenção aos detalhes que são tratados como elementos primordiais nos universos criados; a líquida palavra desenhada; a fragilidade diáfana do movimentos das figuras; a interferência de elementos chegados de outras fantasias; o cuidado com as palavras escolhidas e o modo como são manipuladas as formas rumo à harmonia, fazem de Rébecca Dautremer uma das mais encantatória ilustradoras/autoras para a infância da actualidade, envolvendo os adultos que se deixam inevitavelmente deslumbrar pelo encantamento das obras-primas.

Todas as suas construções pertencem à estante da magia.

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Gavetas:


14 rabiscos

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De Sarin a 24.09.2019 às 18:16

Sabes o que noto neste tipo de ilustração?
Que encanta os adultos mas não tanto as crianças... muito menos estas crianças habituadas aos desenhos de traço definido em plano branco e cheios a néon.
Levar as crianças a gostar destes desenhos é um trabalho progressivo :)

Recordo uns desenhos animados que passavam quando eu era miúda: histórias japonesas lindíssimas, com uns desenhos que me deixavam maravilhada. As crianças da minha idade não gostavam, as imagens não eram tão articuladas e as cores não correspondiam àquelas a que estavam habituados.
... eu era uma espécie de pária, a minha terra dos bonecos não era a mesma :))
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De Gaffe a 24.09.2019 às 20:35

Dá uma excelente discussão.

Concordo. Às crianças, hoje, foi entregue um código diferente e mesmo oposto ao usado, por exemplo, no século XIX. Não consegue descodificar, ou fazem-no com muita dificuldade, as ilustrações das mais antigas edições de "Alice".
Simplificou-se (?) O traço e minimizou-se o esforço de leitura. Não sei se bem, se mal. A ilustração para a infância seguiu ondas e modas que nem sempre me agradaram. Parecem-me iguais, seja qual for o autor. Mecanizaram-se.
Há, hoje, óptimos ilustradores para a infância, assumo. Mas a linguagem parece-me a mesma em quase todos.

Dautremer é fabulosa!
Acredito que agradando a adultos, o livro chega mais depressa à criança. Não esqueçamos que é o adulto que o compra. A habituação a este tipo de ilustração é tão fácil como é fácil a outro tipo qualquer. A criança está apta a sorver todos os tipos de traços.

É um debate interessante. Não cabe na caixa de comentários.
:)
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De Sarin a 24.09.2019 às 21:30

Sai postal? :)
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De Gaffe a 25.09.2019 às 00:14

Não tenho pensamento suficientemente organizado acerca do assunto, mas vou tentar começar por outros lados.
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De Sarin a 25.09.2019 às 00:16

Então, organiza-te! :)))

Por falar em desorganização, espreita ali no burgo uma descoberta recente ;)
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De Gaffe a 25.09.2019 às 00:25

:))))
Há herpes entusiasmantes. Então o genital é a alegria da comunidade científica.

O tempo que uma vírgula consegue aguentar a insistência da ciência dava um tratado viral.
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De Sarin a 25.09.2019 às 00:27

É uma vírgula, é um vibrião, é uma vírgula que vibra de emoção :)))
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De Gaffe a 25.09.2019 às 07:19

"Vibrião" é maravilhoso. Vou passar a usar, se me der licença.
:)))
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De Gaffe a 25.09.2019 às 09:49

Abordei, embora indirectamente, este assunto pelo menos aqui:
https://agaffeeasavenidas.blogs.sapo.pt/24170.html
e aqui:
https://agaffeeasavenidas.blogs.sapo.pt/a-gaffe-das-fadas-833541

Mas creio que o fiz mais vezes. Não encontro as ligações.
É um assunto que me interessa bastante.
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De Gaffe a 24.09.2019 às 20:36

* "conseguem descodificar".
Assim é que está bem
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De Maria Araújo a 24.09.2019 às 20:53

Gosto.
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De Gaffe a 25.09.2019 às 00:15

A edição espanhola d' "O Pequeno Polegar" por ela ilustrada, é sublime.
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De Pequeno caso sério a 24.09.2019 às 23:14

Que maravilha!
O traço, as cores...ainda que (muito) mal comparado fez-me recuar até aos livros da "Anita" que quando eu era criança tinham umas ilustrações fabulosas com detalhes que prendiam a atenção da criança que agora te escreve.
Gostava de tal maneira desses livros que os guardei religiosamente . Mal sabia eu que os passaria à minha filha. Infelizmente não lhes ligou nenhuma. Quem sabe um dia os meus netos apreciarão o detalhe daquelas ilustrações.

Creio que, tal como diz a Sarin, este tipo de ilustrações prendem a atenção de um grupo muito restrito de miúdos.

Há uma ilustradora, portuguesa, de que gosto muito. Tem um traço muito característico que encoraja uma nódoa como eu a tentar rabiscar umas coisas e sentir-se minimamente satisfeita.

Chama -se Carla Antunes.
Pesquisa que és capaz de achar piada. Ou não. Que isto dos desenhos é como a ópera: ou se ama, ou se odeia.

; )
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De Gaffe a 25.09.2019 às 00:19

"Anita" é uma ilustração próxima dos anos 50. Provavelmente a Anita tornou-se uma pin-up na juventude.
Esta é mais sofisticada, mais mágica, mais labiríntica,até mesmo freudiana.

Gosto de Carla Antunes, mas não reconheço traço idêntico em vários ilustradores.

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