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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe de Gilda

rabiscado pela Gaffe, em 06.03.15

Rita Hayworth.jpgUma das mais ínvias formas de discriminação, talvez a mais nojenta, é a que se esconde pequenina, amorosa, tão fofinha, na sombra das lâmpadas que se acendem pela defesa das minorias.

A Gaffe tem encontrado grandes bandeiras desfraldadas em nome dos pretos - dos negros, como é de bom-tom dizer -, dos gays, dos pandas, dos tigres da Malásia, das ervas em extinção, dos pobrezinhos, das vítimas de bullying, da Bárbara Guimarães, dos refugiados e de outras e tantas minorias sofridas.

Existe no entanto uma espécie de portadores militantes desses panfletos eivados de palavras de ordem e de humanismo de plástico, que se publicitam através do uso da indignação, da revolta e do incitamento à luta, ideológica ou não. Erguem-se como gritos de denúncia e de apoio incondicional aos que emudeceram e ao mesmo tempo admiram o reflexo daquilo que acreditam vir a ser se conquistarem desta forma o reconhecimento da sua coragem, do seu humanismo de pacotilha.

São repugnantes.

Todas as bandeiras que levantam trazem pagodes em vez de castelos.

 

No meio de um heroísmo de sorriso benévolo com ar de quem cuida dos seus e dos outros, erguendo se caso for preciso barricadas contra usurpadores da igualdade e dos mais elevados princípios morais, éticos e mais que não se diz por ser da humanidade, olham para a Gaffe e, empapados em ternura, mimam a imbecilidade e chamam-lhe maravilhosa cenourinha.

A Gaffe sacode os caracóis e ouve Rita Hayworth a sussurrar:

 

My dear boy, since I have the feet on the ground, I can give dance lessons.    

 photo man_zps989a72a6.png


3 rabiscos

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De eduardo a 06.03.2015 às 17:53

hoje sinto-me particularmente minoritário, comentador anónimo e simultaneamente repugnante.
gosto de andar desfraldado, embora a única bandeira que hasteie seja a minha, coisa particularmente egoísta e politicamente incorreta.gilda , é o a partícula cinéfila que recheia un momentito dos condenados da tal prisão.
muito bem vista, a temática do post.
detesto dar lições de moral, coisa que faço amiúde, enquanto vacilo e apregoo que a única música que vale a pena, sob o meu ponto de vista, é aquela que me faz levantar os pés do chão.
pelo atrás exposto, e porque quero enquanto posso, esta sexta-feira tem-me à perna para um dos meus já míticos pezinhos de dança.
estou a ouvir james zabiela.
não prometo voltar.
bom fds , rita gilda gaffe das avenidas
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De Gaffe a 06.03.2015 às 20:57

Apaguei inadvertidamente um comentário seu, Eduardo!
Mas continuo a querer muito que volte. Volte, por favor!:)
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De J.S.M.suave e nas tintas a 07.03.2015 às 19:08

Fui à lua por uns tempos, sem prometer voltar! De regresso, ainda hesitei bastante, encetar relações cordiais com fuinhas, chorões, moralistas, vitimas, descriminados, mal-pagos , mal-amados, filhos sem amor, pais sem filhos, políticos e empresários desonestos, chuva, sol, vento...enfim, desejei voltar à lua sem mais hesitações.
Que lufada de ar fresco me resta senão a boa literatura e a boa musica!
E, depois...,ler os seus posts , e pedir ao Espírito Absoluto que nunca a abandone porque o seu é o mais lindo e luminoso que existe, muito para além dos mesquinhos, hipócritas , insuportáveis e tacanhos Seres-humanos.
A Gaffe não é humana, é obra dos deuses!
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De Gaffe a 07.03.2015 às 19:50

Valham-me os deuses!
:)*
(Gosto tanto quando os homens exageram!)

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