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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe de Maria João Avillez

rabiscado pela Gaffe, em 22.01.19

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Usar um batôn exige uma compenetrada dedicação. Uma rapariga não pode estar atenta a rigorosamente mais nada. O mundo deve tornar-se apenas um som indefinido de uma sinfonia longínqua ouvida em surdina. A operação obriga a um recolhimento imenso e ao rigor imprescindível de um traçado de rota de avião.

 

Estando a Gaffe pronta a esmagar o lábio superior contra o inferior, diluindo dessa forma o vermelho sangue que escolheu vampira, quando sobreveio de forma insidiosa a voz de uma distinta jornalista que possivelmente na infância jogou à macaca com D. Maria II.

 

A Gaffe não sabe como, não sabe quando, não sabe porquê, não conhece a razão do ouvido, não sabe onde ocorreu o acidente, mas estancou de boca aberta com o batôn ainda por homologar.    

 

Maria João Avillez faz uma chalaça com o provincianismo de Rui Rio.

 

A Gaffe não simpatiza com o senhor. Irrita-a a secura e o ar azedado com que o grande líder arranja constantemente a gravata, normalmente tenebrosa e sem qualquer sombra carismática. Em consequência é-lhe indiferente que alguém o considere um pacóvio. Não se amofina com referencias lúdicas às eventuais origens nortenhas do grande estadista.

 

Maria João Avillez, no entanto, desenha de uma penada um belíssimo retrato do que considera necessário um político saber para poder vingar.

 

A jornalista - que de tão bem-humorada despertou a gargalhada no público, ou no publicuzinho, como vos aprouver -, considera que Rio não pode vingar porque nem sequer sabe onde é o Saldanha.

 

O importante, a Gaffe está completamente de acordo com Maria João Avillez, é saber onde fica o Saldanha, Cascais e a Expo do lado onde reside gente de bem. Não é relevante conhecer os apeadeiros da linha do Douro até porque foram quase todos desactivados. O Marcelo já encontrou Pedrogão e parece que não vale a pena a deslocação, pois que não há paisagem que a justifique e aquela maçada de mármore que ruiu já não adianta conhecer, porque se tornou difícil lá passar.

 

Agora, não saber onde fica o Saldanha?!

Parolo!

 

A Gaffe vai introduzir no GPS a referência geográfica de Maria João Avillez.

Disseram-lhe que no Saldanha se ergueram imensos hotéis cobertos de espelhos. Cosmopolitíssimo! A Gaffe vai com certeza encontrar um que a ajude a corrigir o batôn.

 

Ilustração - Fernando Vicente

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12 rabiscos

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De naomedeemouvidos a 22.01.2019 às 14:12

É uma injustiça tremenda. Até porque, o próprio já o esclareceu, Rui Rio já viveu perto do Saldanha, num hotel, lá pela Fontes Pereira de Melo. Se a Maria João calha em saber isso antes, escolhia outro monumento à altura. Por falar em altura, a meia noite é capaz de não ser a melhor para apanhar o expresso e a senhora, vendo-se fora de horas, eventualmente, excedeu-se...
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De Gaffe a 22.01.2019 às 14:49

Já não sei, mas há imensos monumentos que M.ª João Avillez pode escolher. O Marquês, por exemplo! 


A senhora está fora de horas há muitas, muitas, muitas horas. 
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De Rui Pereira a 22.01.2019 às 15:02

Imperdoável!
Já agora, onde é que fica o Saldanha?
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De Gaffe a 22.01.2019 às 15:12

Absolutamente.


(Não sei. Et je m'en fous.)
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De Maria Araújo a 22.01.2019 às 16:06

Passei lá este fim de semana.
Não conhecia a notícia.
Não suporto a figura de Rui Rio.
Odeio batôn quando se espalha pela boca e nos dentes, ai, cá nojo.
Mas eu não uso batôn, devo ser uma parola.
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De Gaffe a 22.01.2019 às 16:44

Também não gosto de Rui Rio.
É o batôn nos dentes. 


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De Sarin a 22.01.2019 às 23:53

Não desgosto de Rio. Detesto lutas desiguais e trambiqueirices de poleiro, portanto neste momento até sou pró Rio, apesar do frio e não sei para quê pois que não é bem o meu estilo - talvez seja o tom da gravata, ou talvez o da bandeira, sei lá. Mas sempre fui muito Dartacão...
... e a Maria João tem dias em que, para mim, não. Nos outros é, geralmente, também. Também não.
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De Gaffe a 23.01.2019 às 00:36

Lembro-me de como Rio "cuidou" da cultura no Porto. Não gosto dele.


Da Avillez não quero saber. Não terá história.
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De Sarin a 23.01.2019 às 02:25

Tenho a desvantagem de ser uma outsider, só sei pela rama como foi a sua governação - mas o não ter sucumbido aos barões do futebol fez-me respeitá-lo como homem que defende uma bandeira, mesmo que uma que não minha.
E o que vejo de ataques por questiúnculas políticas, saldanhices que na verdade são enormes guerras internas não pela ideologia de tal bandeira mas pelo poder, faz-me defendê-lo - a ele ou a qualquer um - quando o atacam no que não é atacável; critiquem-no pelas falhas e pelos erros e pelas responsabilidades quiçá culpas próprias que, assim, a luta é justa e Rio que responda pelos seus actos. De outra forma...


Nada a fazer, Mlle, até ao meu pior inimigo ajudaria se defrontasse uma alcateia :)
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De Gaffe a 23.01.2019 às 11:45

Sim.
Foi correcto.
No entanto, soa-me a burocrata, a administrativo tolhido pela regra financeira de obcecada aplicação. menosprezou a cultura portuense de modo bastante aflitivo.


É evidente que é atacado neste momento por minorcas ambiciosos, mas há qualquer coisinha que me diz que a falta de carisma facilita o ataque por gente com um carisma altamente deficitário.   
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De Sarin a 23.01.2019 às 13:23

Carismática, a dos acarismados :)
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De Vorph Valknut a 23.01.2019 às 08:44

I

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