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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe diagnostica

rabiscado pela Gaffe, em 27.04.15

Christopher Pethick.jpgA Gaffe conclui que a Ciência tem muitas vezes encontros desagradáveis com o quotidiano.

Para ilustrar o dito é necessário recorrer a um exemplo digno de nota.

 

Todos nós já nos cruzamos algures com uma criatura cuja perturbação de personalidade nos causa algum espanto.

É fácil recorre à sabedoria popular e apensar à indiferença que depois sentimos o famoso dito os tolos também se abatem, ou aprendem, desde que encontrem a paciência do terapeuta adequado.

A verdade é que perante a Gaffe surgem criaturas estranhas que, se esta rapariga se preocupasse, lhe causariam algum desconforto.

São, para sua surpresa, normalmente mulheres cuja vida se exauriu dispersa por conceitos distorcidos e por preconceitos que foram mantidos como verdades intocáveis, perturbando-lhe os movimentos e encerrando portas e janelas até à imobilidade e à solidão total.  

Acreditam piamente que os fantasmas que vão criando são os responsáveis pelas sombras tenebrosas que lhe tolhem todos os cantos e todas as esquinas dos fracassos que acumulam. Defendem-se aos gritos condenatórios, amarrando a fúria que provém de uma frustração constante com as cordas de uma alegada frontalidade que não é mais do que cuspir nos outros quando os outros estão de frente.  

Apregoam desmesuradas a liberdade. Desconhecem que a Liberdade é também um exercício constante de autocensura e, sentadas no banquinho dos medíocres, vão jurando que são maiores do que aqueles que as contradizem, negando-lhes tamanho, enquanto retiram da pochete as moralidadezinhas que dentro enfiaram quando rondavam os WC de Centos Comerciais em decadência manhosa.   

Erguem exércitos de bestas e de monstros cujo único propósito é a destruição das suas preclaras vidas e constroem batalhas de farrapos onde nada existe a não ser o profundo deserto onde sobrevive o cacto das suas existências.

 

São Átila, a galinha.

São garnizés anabolizados.

 

Perante estas criaturas o dito popular torna-se hipótese viável.

É a ciência que o contradiz. O imprescindível DSM - Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – dedica algumas das suas preciosas notas a estas criaturas, classificando-as como Paranóides, incluídas no grupo B - o Dramático - dos antissocias, borderline, histriónicos e narcisistas.

 

E como toda a gente sabe, não se deve bater nos tolinhos.

 

Foto - Christopher Pethick

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8 rabiscos

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De M.J. a 27.04.2015 às 10:58

Eu escrevo sobre padres. Tu sobre paranoides. lindo serviço.
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De Gaffe a 27.04.2015 às 11:05

Público e público.
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De vmscr a 27.04.2015 às 13:05

Numa data especial gostava de aproveitar para lhe fazer uma confissão: há algum tempo que me passeio por estas avenidas; por vezes sento-me no recato de uma esplanada a ler um conto. Conseguiu cativar-me.
Não podia por isso deixar de lhe dar os parabéns. Duplamente parabéns!
Espero que me perdoe por nunca ter tido a coragem para comentar (infelizmente a escrita não é o meu forte e não me sinto no direito de "estragar" os seus posts com comentários menos conseguidos) mas se lhe servir de algum consolo prometo que lhe continuarei a fazer companhia, maioritariamente silenciosa, salpicada com algum inofensivo comentário esporádico para que possa saber que continuo por cá.
Je vous salue, Gaffe!
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De Gaffe a 27.04.2015 às 13:34

Gosto muitíssimo da sua companhia e espero que se mantenha perto de mim menos silenciosamente.
Obrigada.
:)*
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De Maria Araújo a 27.04.2015 às 14:44

Bater nos tolinhos (as) é perder o nosso precioso tempo.

Beijinho
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De Gaffe a 27.04.2015 às 15:02

Mas às vezes sabe tão bem perder tempo!

De Anónimo a 29.04.2015 às 00:22

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De Gaffe a 29.04.2015 às 09:21

A sério?!

Fico mais descansado por saber que há quem distinga estas coisas.
Confesso que, para vergonha minha, para mim é tudo igual.

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