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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe do Ano

rabiscado pela Gaffe, em 02.10.18

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A Gaffe alarga a sua permanência no Douro. Há uns socalcos de tarefas a cumprir e é uma maçada não ter confiança nas empregadas que lhe partem imensas coisas, não as envolvendo nas páginas da Vogue. Toda a pessoa de boas famílias sabe que embrulhar copos da Boémia - ou jarretas Ming -, nas páginas do Correio da Manhã resulta sempre caco.

 

A Gaffe não compreende mesmo a existência de gente que ainda não lê o exclusivamente digital. O resto deixa os dedos tão conspurcados! O digital tem a vantagem de só deixar embrutecido o cérebro e nós sabemos que isso é coisa que não se vê ou se disfarça com alguma facilidade escrevendo cuesia num blog ou, em modo anónimo, na caixa de comentários de um outro. Ninguém fica a par da física rugosidade ressabiada do comentador e os dedinhos que teclam podem perfeitamente distar anos-luz do mais incipiente vestígio de pensamento.

 

A Gaffe tem recebido esporadicamente pequenos mimos de alguém que lê imenso coisas em papel de jornal. Há que admitir que não são brilhantes e pecam pelo refrão. Pertencem à mesma criatura – reconhecível pelos erros de sintaxe recorrentes -, e abordam pequenos recantos e mínimas ruelas por onde esta rapariga vai passeando o olhar.

 

São atentos. São comentários que revelam um estado de alerta permanente ao que, ainda que de forma vaga e incerta, vai tocando a fímbria do vestido Valentino que a Gaffe ousou usar neste degredo com imensas silvas e picos e bichos e fungos repugnantes que trepam às árvores e àquelas plantas que dão vinho.  

O último floreado prende-se com a divertida iniciativa da Magda. Os Sapos de Ano.

 

O comentário é digno de figurar na cartilha da imbecilidade iluminada.  

 

A Gaffe é acusada de manipular as nomeações e de se esperar que mais uma vez chegue à bem-disposta e inócua final, pois que parece que está tudo feito para agradar aos mesmos, não sendo referidos os nomes dos traficantes destas influências torpes que eventualmente serão os tais mesmos.

Após vários protestos, o comentário termina com a crítica severa à ausência de categorias importantíssimas que são ignoradas - talvez quem sabe?! - por concluo de um grupo de conspiradores de palas nos olhos e pernas de paus. A Gaffe chega a admitir que a afastamento da categoria CUESIA é escandalosa, mas há que reportar que seria nessa - e na de CULINÁRIA, vá! -, que esta rapariga não teria hipóteses.

 

Há realmente uma admissível e negra sombra de suspeita.

 

A Gaffe anda ligeiramente ocupada a tentar que a criadagem não parta cristais, mas não poderia jamais deixar de confirmar todas as suspeitas.

 

Os Sapo do Ano são organizados pela Mafia com uma mãozinha yakuzada e esta rapariga tem uma participação obscura e obscena nas duas organizações que, como se sabe, são imensamente paritárias. É unha com soja com a madrinha, a Magda, psicopata obsessiva-compulsiva e cuesiofóbica e muito íntima de David Marinho que chefiou em tempos idos o assalto ao arranha-céus e pertence à Opus Dei.

 

Agora, a personagem atrás dos dichotes já pode ir saltitar pelo charco fora.     

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