Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe do segredo da Vitória

rabiscado pela Gaffe, em 15.02.16

gordas.gif

É assumida tolice repisar um assunto que de tão esgotado e inútil já só contém espinhas e, mesmo essas, boleadas por tanto terem batido nas pedras dos fundos dos rios dos debates, mas a Gaffe não quer deixar de beliscar a indignação que saracoteia quando um dos modelos Victoria's Secret surge em todo o seu esplendor alado para assombrar as gordinhas.

 

Não adianta esbracejar e massacrar com ameaças de anorexia o planeta onde desfilam. As mulheres são belíssimas. Não há nada a fazer a não ser contratar um profissional mafioso, de preferência gay, capaz de as despachar de uma rajada, retirando este glamour de carne magra dos balcões do talho.

É feio e nada BCBG sentir ciúmes destas gazelas irritantes que aumentam a sua capacidade de enfurecer as mais dotadas não se importando um pirolito com as acusações que lhes fazem.

 

A verdade é que o conflito entre gordas e magras, transformadas em obesas e anorécticas, não se resolve com a marcação de consulta no Dr. Póvoas - até porque o Dr. Póvoas pinta o cabelo - ou numa qualquer tresloucada nutricionista castradora, mas pela selecção mais criteriosa das nossas amigas. Uma mulher sente-se magra se souber escolher apenas amigas muito gordas.

 

É uma tontice atribuir a responsabilidade de todos os distúrbios alimentares que atingem as adolescentes da galáxia às copas dos soutiens de  Victoria's Secret ou declarar que nos sentimos umas balofas baleias só porque o mundo se viciou em esguias enguias. Não é agradável atirar o irreal feminino para a cama de um hospício ou sanatório enquanto trituramos sem descanso os Ferrero Rocher do Ambrósio, esbardalhadas nos sofás do sedentário e enfiadas num vestido ranhoso de cetim amarelo a ameaçar explodir.  

 

Deixemo-nos de parvoíces.

 

Viver não tem nada a ver com as asas de anjo coladas em qualquer desfile ou com plumas que surgem do meio das mamas que cabem em soutiens exíguos ou cravadas em rabos que são metade da norma, mas mesmo assim perfeitos.

Viver é aprender que com asas de morcego ou de albatroz os abismos que temos de atravessar todos os dias são bem maiores do que uma passerelle.

 photo man_zps989a72a6.png

Gavetas:


6 rabiscos

Imagem de perfil

De Gaffe a 15.02.2016 às 14:02

É o procedimento acertado.
Nunca engordo. Coma o que comer, não consigo engordar um grama. Sempre fui "magritita", como dizem no Douro.
Imagem de perfil

De Corvo a 17.02.2016 às 09:24

Ah, pois! Mulher feliz, "magritita" que é como quem diz: elegantérrima, ó gordas!
Daí um pretexto muito convincente para dizer: fechem a boca, ó obesas.
Até passava, acho, não fosse o descuido; aliás, inadmissível numa rapariga esperta que se preze, do "magritita"
Imagem de perfil

De Gaffe a 17.02.2016 às 09:31

Oh!
Creio que leu pessimamente o que escrevi!
Acredite que o modo como as mulheres abrem ou fecham a boca é o que menos me interessa.
Imagem de perfil

De Corvo a 17.02.2016 às 09:44

Li li...pessimamente.
Mas os Ferrero Rocher do Ambrósio, esbardalhadas nos sofás do sedentário e enfiadas num vestido ranhoso de cetim amarelo a ameaçar explodir, vieram à baila.
:)
Imagem de perfil

De Gaffe a 17.02.2016 às 10:03

Apenas me limito a constatar a existência de mulheres que choram copiosamente o peso que suportam a mais, espalmadas a comer tudo o que estiver nos frigoríficos da messe do regimento.

Comentar:

Mais

Comentar via SAPO Blogs

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.





  Pesquisar no Blog

Gui