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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe dos outros

rabiscado pela Gaffe, em 19.05.14

Nunca entendemos os outros de forma límpida. Perdemos sempre a claridade ou a penumbra que existe no que dizem, no que são e no que sonham.

A proximidade faz-nos falta. Talvez nos compreendêssemos melhor se nos olhássemos nos olhos com mais frequência.  
Creio que para vivermos o que quer que seja temos de passar por quatro etapas:

 

1. - Saber que existe aquilo ou aqueles que desejamos viver; 
2. - Conhecer (ou até vislumbrar apenas) os desejados; 
3. - Tocar-lhes, falar-lhes, senti-los, ouvi-los; 
4. - Ser e de uma maneira ou de outra transformarmo-nos naquilo ou naqueles que queremos nossos.

 

Sem uma destas fases, os outros ficam-nos imperfeitos, apesar de ninguém ser indiferente a uma montanha pousada subitamente no nosso espaço.  

Saber que existem é já um universo inteiro que se abre, mas aqui saber não é o mesmo que conhecer.  
A proximidade é sentir que vale a pena tudo, mesmo o mais sonhado, o mais idiota, o impossível.  
Poder ser aquilo que eles são! Aproximarmo-nos até esse ponto da Alma dentro dos seus peitos é tão difícil!

 

Há sempre gigantes parecidos com a lua: apagam-se as estrelas perto deles.

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