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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe e uma senhora lá de casa

rabiscado pela Gaffe, em 07.01.19

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A Gaffe reavalia seriamente o seu retorno ao facebook.

Esta rapariga perde constantemente o acesso ao que escalda e explode a cada passo no scroll das indignações desta rede social. Tem conhecimento dos factos com um atraso tão significativo que torna ressequida qualquer reacção mais comezinha.

Contudo, antes de reabrir a sua página, suplica a quem de direito que lhe defina, que clarifique, que torne facilmente perceptível e rigoroso o conceito de politicamente correcto.

 

Tudo porque a queridíssima Judite de Sousa publicou no Instagram uma foto - na apresentação da sua mais recente obra de bolso -, onde faz pose ao lado da mãe, da irmã e de uma senhora lá de casa.

A Gaffe não entende como se podem fazer cair em cima desta inocente legenda os pianos da maior dos choques e da mais temível das indignações. Não compreende como de imediato se concluiu que a senhora lá de casa era a senhora mulata. A Gaffe viu-se negra para admitir que sim, pois que no início tinha suposto que a senhora lá de casa era a idosa do lado esquerdo de Judite e, por exclusão de partes, a mãe e a irmã seriam as senhoras à direita da jornalista.

 

Depois, meus caros, não fica claro que Judite de Sousa tenha - ou não tenha -, sido politicamente correcta.

A legenda não permite concluir que a querida Judite tenha demonstrado resquícios de colonialismo ou esclavagismo, como foi dito algures num comentário mais ameno. É vertiginosamente precipitado - e bastante colonialista - concluir que a senhora lá de casa é a empregada doméstica. Ser-se mulata não está acoplado à condição de serviçal - a não ser nos manuais da Paula Bobone. A senhora lá de casa poderia perfeitamente ser a enfermeira que administra Xanax e Prozac a quem deles necessita, ou até a directora de imagem, responsável pelos outfits, da jornalista. Não é necessariamente a senhora das limpezas e afins e não tem de ser tratada como íntima da zona de novo-riquismo possidónio em que se move a nossa queridíssima vítima de linchamento faceboquiano.

 

Malgré tout, a D. Rosa, a senhora lá de casa, era mesmo a senhora mulata que faz limpezas e afins há mais de trinta anos nos passos e aposentos de Judite e que se tornou amicíssima da maravilhosa jornalista, pese embora não tenha sido nomeada simplesmente como tal, amiga do peito, ou de outra mais recatada região anatómica.

 

Não nos é permitido, contudo, acusar Judite de Sousa de falta ou de excesso daquilo que ainda não está bem definido - o politicamente correcto. Judite não se refere à D. Rosa como a preta doméstica que me faz a lida da casa pois que eu sou chique, ou a criada que até trouxe comigo, coitada, que trabalha como uma preta sem comer um croquete.

Não!

Chama-lhe a senhora lá de casa o que apesar de criar uma exagerada distância de segurança entre veículos de cores diferentes, não impede que se desloquem na mesma faixa rodoviária, se quisermos usar, só porque sim, uma metáfora com ligações ao trânsito - intestinal ou outro.

 

Judite de Sousa, meus amores, não é politicamente correcta, nem politicamente incorrecta. Fica a meia haste. É apenas o que se espera com uma previsibilidade desesperante de uma nova-rica com péssimo gosto para legendar no instagram.  

 

Se a Gaffe quisesse ser fotografada com a mãe e irmã, tendo Judite de Sousa como apêndice esporádico, a legenda poderia perfeitamente ser a Gaffe, com a mãe e irmã e com uma senhora que ninguém quer lá em casa. Não vem mal ao mundo, pese embora se continue a desconhecer se politicamente esta seria uma opção correcta ou se por incorrecta se tornaria digna de linchamento público.

 

Mais uma vez se realça que há que definir com precisão este conceito em nome de um mais profícuo e amistoso convívio faceboquiano. 

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47 rabiscos

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De amarquesademarvila a 07.01.2019 às 16:24

" Uma senhora que ninguém quer lá em casa..."... m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o!!!! Não consigo parar de rir!!
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De Gaffe a 07.01.2019 às 16:46

Ainda bem que alguém me dá o valor que mereço e me deseja felicidades. Marcelo deixa-me nas trevas.
:)

(Obrigada)
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De Candy a 07.01.2019 às 16:35

Só para actualizar mais uma polémica... o Presidente Marcelo telefonou à Cristina Ferreira para lhe desejar boa sorte na estreia...

Só porque gosto de vir aqui ler... e quero que tenha sempre assuntos e que esteja sempre actualizada
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De Gaffe a 07.01.2019 às 16:44

Sim! Parece que sim!

Este país é um manancial de assuntos tresloucados. A Gaffe não vai ter "mãos a medir".
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De Candy a 07.01.2019 às 17:13

E a Alberta Marques Fernandes já reagiu...
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De Gaffe a 07.01.2019 às 17:54

Suponho que no facebook.
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De Candy a 07.01.2019 às 19:26

Pois...
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De Pequeno caso sério a 07.01.2019 às 18:55

À Judite,coitadita , quase tudo se desculpa em nome do pesadelo em que vive. Perder um filho deve ser a coisa mais horrível deste mundo e só por isso lhe dou o devido desconto nas parvoeiras que diz/faz e escreve.

Creio,no entanto, que o que ela queria dizer com "a senhora lá de casa" é bem diferente daquilo que se interpretou. Vejamos : a Judite,coitadita, não deve fazer a mais pequena ideia onde se guardam as coisas lá de casa, nem quanto custa um pacote de leite lá para casa e muito menos como é que a roupa lá de casa lhe aparece lavada nas gavetas. Maneiras que a "senhora lá de casa" deve ser MESMO a senhora que domina a casa onde ela só habita e vai sobrevivendo quando a luz das câmaras se apaga e ela deixa de ser a Judite figura pública e passa a ser a Judite destroçada que se deve enfrascar em comprimidos. Creio que deve ter pela "senhora lá de casa" uma gratidão imensa . É. QUERO acreditar que é isto pois parte de mim ainda acredita em príncipes encantados . E unicornios. E fadas.

; )
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De Gaffe a 07.01.2019 às 20:49

Lembrei-me de uma cabra que insultava toda a gente, a torto e a direito. Declarava depois, como se nada tivesse acontecido, que toda a gente sabia que era aquele o seu "feitio".

As parvoíces de Judite são o seu "feitio". Não parece muito digno, nem muito dignificante, atribuir as calinadas da jornalista ao pesadelo em que vive.
É uma profissional respeitada - com razão ou sem razão -, logo deve comportar-se como tal. Não como uma nova-rica possidónia.
Imagina se um comportamento similar, originado por uma tragédia vivida, se verificasse num cirurgião, ou num juiz, ou num polícia.
Pode ser compreensível, mas não é admissível.
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De Pequeno caso sério a 07.01.2019 às 23:05

(Podia contar - te umas "coisitas" feitas por um cirurgião que não viveu qualquer tragédia pessoal. Foi só porque...sim. Foi "só" porque,para ele, quem tinha à frente, inerte e completamente vulnerável era a cirurgia número 1346677888 e não alguém com futuro e família. Podia. Mas não vou contar.)



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De Gaffe a 07.01.2019 às 23:11

Não era cirurgião, acredita.
Mesmo calando a tua história - e este teu silêncio é audível -, há um charlatão lá dentro.

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De Sarin a 08.01.2019 às 23:38

Sem acreditar em fadas e trocando príncipes por cães, a leitura que faço é exactamente essa, a de ser a senhora á de casa a efectiva gerente daquilo tudo.

Mas devo declarar que sou uma voz inocente pois não acompanho a vida, razoável ou fabulosa, dos "Vejam-me Importante, Pessoas" da nossa praceta. E até supunha ter sido Clara de Sousa quem havia perdido um filho...
Devo também declarar que uso os termos "razoável" e "fabuloso" pelos seus valores etimológicos.

Feliz 2019 :)
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De Gaffe a 09.01.2019 às 09:33

Poderá ser a gerente daquilo tudo. Merecia também por isso uma referência mais amável.

2019 começou tão bem!
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De Sarin a 09.01.2019 às 10:12

Tendo visto donos de casa acederem quase contritos a sugestões de empregadas domésticas que os criaram, brancas e mulatas e negras austrais, numa aceitação reverente da maior experiência ou sageza das senhoras, não me choca o termo usado. De todo.

Os tempos andam inflamados, muitas das gentes policiam os termos e olvidam até as atitudes que lhes deram origem, e na verdade todos nós interpretamos os gestos dos outros à luz dos gestos que conhecemos. É difícil, nesta década, perceber onde acaba o indivíduo e começam as causas.


Não conheço as obras e as graças de Judite de Sousa, e talvez quem a critica o faça com base em padrões já identificados. O que, de qualquer forma, não justificaria tanto vozear em torno de uma pessoa com tão pouca importância efectiva como Judite.

Ainda assim, pergunto-me, e a quem quiser pensar no assunto, fosse a senhora lá de casa branca loura e empiriquitada seriam as críticas tão acesas e volumosas? :)
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De Gaffe a 09.01.2019 às 10:27

Identificam-se padrões em Judite de Sousa.
Repare-se, no entanto, que estas minhas abordagens não são mais do que um exemplo daquilo que tendo reportar nos comentários que faço algures em resposta aos seus. É motivador observar e apontar os comportamentos das nossas "elites", porque acabam por nos explicar as movimentações do magna que ferve sob os nossos pés e que chegando à superfície nos atinge mesmo que suavemente.
É bastante compreensível, posto e observado o que digo, o vozeirão tresloucado a que alude.
É evidente que se a senhora lá de casa fosse nórdica empiriquitada, as vozes não seriam tão exaltadas, mas isso é apenas porque - quer se queira, quer se não queira - acabam também por ser elas a deter o preconceito.
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De Sarin a 09.01.2019 às 11:00

Concordo.

Apenas ressalvo que as evocadas elites são elites por terem visibilidade mediática, não por qualquer especial distinção cívica. O que, basicamente, significa terem pés, tronco e especialmente cabeça de barro sob a tinta envernizada dos holofotes.
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De Gaffe a 09.01.2019 às 11:46

Em suma, são novos-ricos sociais criados pelo cor-de-rosa.
Não contam.
:)
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De Sarin a 09.01.2019 às 12:24

Nem sei se serão ricos, essa coisa de se tratarem por riquezas pode ser falácia ;)
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De Gaffe a 09.01.2019 às 13:25

Normalmente, não é.
Arranjam um porquinho e vão juntando.
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De P. P. a 07.01.2019 às 19:22

O Facebook é tão dado a mostrar o outro lado das pessoas…
Pessoalmente, como só o uso para dar os parabéns aos alunos, atuais e do passado, também nunca estou a par do celeuma que se gera em torno de certas personagens.
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De Gaffe a 07.01.2019 às 20:40

Não tenho fb.
Ando a perder circos fenomenais!
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De Sarin a 08.01.2019 às 23:31

Pois eu voltei há um mês e já arranquei cabelos por parvoeiras que me entram pela porta dentro apenas porque as publicam lá nos cantos deles - o meu feed, dizem-me; como se eu fosse mulher de tal alimento!

Foi de tal monta o arranque que me perguntaram se sofria de alopécia - umas boas pécias me saíram alguns!!!

Enfim, pelo blogue aguento em silêncio :)
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De Gaffe a 09.01.2019 às 09:34

Suspeito que depois de saber tal, não volto mais ao antro.
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De Sarin a 09.01.2019 às 10:16

É importante sabermos o que pensam os nossos concidadãos.

E nada de alarmismos, há muito boas publicações - como inactiva que sou por lá, passo apenas os olhos. Mas li excelentes artigos nos mesmos dias em que arrepelei cabelos :)
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De Gaffe a 09.01.2019 às 10:18

Claro que sim. É pena serem escassos.
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De Sarin a 09.01.2019 às 10:30

Os cabelos? Exagerei! :D


Já as publicações escassearem depende apenas de termos bons ou maus amigos, e tenho alguns muito bons :)
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De Gaffe a 09.01.2019 às 13:23

Não!
Escassos são bons artigos e os bons amigos.
:D

Valham-nos os deuses que isto dos comentários às vezes atraiçoa.
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De Sarin a 09.01.2019 às 13:57

Percebi à primeira ;)
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De linda blue a 07.01.2019 às 20:06

Também estou mais ou menos a leste do paraíso destas lides, especialmente por não ter FB, mas a minha antipatia pela Judite Sousa (algo de muito ligado a sinais de “gaja”, o timbre, o tom, o cabelo, a soberba), fica sempre esmagada quando me lembro da morte do filho, e aí dou-lhe todas as desculpas para ser antipática e arrogante e ter aquele cabelo de anedota. Ela pode ser louca, porque pode. Coitada :(
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De Gaffe a 07.01.2019 às 20:38

Não, não creio que possa.
Nada permite que seja usada uma tragédia da dimensão incomparável da sofrida pela jornalista, para justificar todas as suas asneiras posteriores.
É demasiado horrível para conseguirmos ilibar a patetice da senhora com o drama que viveu.
Não posso desculpar a senhora socorrendo-me da tragédia que a atingiu.
Não consigo. Sinto - estupidamente - que a humilho. Não merece, de todo.
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De Anónimo a 07.01.2019 às 22:58

Boa noite,
A infelicidade da morte do filho da jornalista é uma mágoa de pouco consolo, infelizmente.
A azelhice da jornalista enquanto profissional e figura pública é um defeito que já vem de longe e já não sai de tal modo entranhado.
Compreendo algumas das recentes lamúrias das quais se queixa por se ter ido abaixo e muito mas também são alguns desses próprias martírios e séquito que a catapultaram para as luzes da ribalta onde reside e se deixa elevar.
De qualquer modo o/a jornalista/escritor é uma peça emblemática dos nossos dias.
Se fosse nos tempos da outra senhora daria para vilipendiar sacanagem sob auspício do mestre Vicente.
Admitindo uma regra de três simples, pegando no pasquim escrito em dez dias, imagine-se o tempo que leva a escrever o noticiário ou a soletrar Aniki Bobó.
Um dia se descobrirá toda a verdade: Manuel de Oliveira, o seu fiel homem-câmara, Agustina a sua escritora-fantasma.
Cumprimentos.
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De Gaffe a 07.01.2019 às 23:08

Verdade.
No entanto, não sei se compreendi o seu último parágrafo.
Manuel de Oliveira e Agustina. Suponho que juntos apenas no Douro, no Vale da vertigem mais complexa.
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De Anónimo a 08.01.2019 às 09:52

Em relação ao seu texto, muito bem escalpelizado, revelando desde logo muito bom raciocínio, inteligência e sarcasmo de primeira linha.
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De Gaffe a 08.01.2019 às 10:18

Fico orgulhosa por ter gostado.
Obrigada.
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De júlio farinha a 08.01.2019 às 01:23

A senhora cá de casa é um homem.Sou eu. Farto-me de lavar a loiça e varrer porque a máquina está avariada e o aspirador deita mais pó do que aquele que aspira. Coisas da vida - da minha-que a Judite não precisa de conhecer. As taxas da TV e a publicidade aos produtos que compramos pagam-lhe as despesas. Isto é uma injustiça. E não se pode fazer nada? Grosses bises, Gaffe.
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De Gaffe a 08.01.2019 às 10:26

Nesse caso, meu caro, a legenda seria:

A mãe, a irmão e uma visita de estudo.

Não há nada a fazer. Acontece que mal abro as ressequidas novas deste país e dos seus maiores, encontro lenha para me queimar. Um país de cordel.
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De Corvo a 08.01.2019 às 10:51

Caro Júlio Farinha.
Já somos dois, as mulheres lá de casa.
Aspirar, fazer as camas das princesas, lavar e passar a ferro as roupas das princesas, cozinhar para as princesas, arrumar a cozinha que as princesas por singular acaso desconhecem que existe lá por casa, depositar o lixo das princesas e biscates vários proporcionados pelas princesas, e por aí adiante.
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De Gaffe a 08.01.2019 às 11:37

Uns senhores.
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De Corvo a 08.01.2019 às 02:49

Se todas as acções comportamentais das pessoas abrangidas pelas perdas pessoais fossem, por mais estranhas, incongruentes, ridículas ou incompatíveis com a posição que ocupam justificadas pelo desgosto, então praticamente não haveria necessidade de justiça nem de lei porque toda a humanidade seria perdoada.
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De Gaffe a 08.01.2019 às 10:23

A Gaffe está de pé a aplaudir.
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De unruly child a 08.01.2019 às 09:19

Como se podem fazer cair em cima desta inocente legenda os pianos da maior dos choques e da mais temível das indignações?


Porque é apenas o que se espera com uma previsibilidade desesperante de uma nova-rica.

Pelo que sei a fotografia foi tirada numa livraria,não fazendo sentido, na legenda, a D. Rosa ser descrita como a "senhora lá de casa", qualificação ambígua, informal e vazia.

Infere-se facilmente que a senhora lá de cada era a preta, a não ser que a branca Judite fosse adoptada, ou alvo de uma experiência genética.

Segundo, o Ethos de Judite leva-me a inferir que o seu pathos não é nada recomendável.

https://youtu.be/m62wXuAAMWQ


https://www.google.com/amp/s/www.cmjornal.pt/famosos/amp/judite-sousa-sofre-com-criticas-apos-reportagem-em-pedrogao-grande

https://www.google.com/amp/s/www.flash.pt/atualidade/nacional/amp/depois-de-polemica-com-sofa-hermes-laranja-judite-sousa-apaga-foto-e-diz-que-o-sofa-afinal-e-falso

https://www.novagente.pt/nova-gente/ja-andei-com-homens-mais-novos-edicao-2198


O sentido da informação, ou melhor, a informação contida numa comunicação, depende, obviamente, daquilo que é afirmado, do contexto, em que é dito, mas, e sobretudo, do ethos do interlocutor. E o ethos do interlocutor adivinha-se no que mostra e no que diz. E pelo que mostra e diz infere-se o pathos ( a forma de agir) de cada um.


Consequentemente, a este intróito, é-me legítimo interpretar, da pior forma, a "apresentação" que Judite Suza fez de D. Rosa, referindo-se a esta, inicialmente, aquando da lançamento do seu último livro, como "a senhora cá de casa".

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De Gaffe a 08.01.2019 às 10:22

Meu querido,

A minha avó, quando lhe pedi para me descrever uma senhora, Informou:

- Conheces a Paula Bobone? Uma senhora é o contrário.

Aplica-se a este caso, embora não conheça Judite de Sousa.
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De Genny a 08.01.2019 às 10:09

Bom dia!
Adorei a tua legenda
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De Gaffe a 08.01.2019 às 10:18

Foca a dúvida:
Será politicamente correcta, ou não?
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De Genny a 08.01.2019 às 10:20

Para mim está correcta, de todas as maneiras e feitios!
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De Maria Araújo a 10.01.2019 às 20:00

Desde sempre, a Judite de Sousa não me diz nada, mas lamento os golpes que teve na sua vida, que não desejo a ninguém.
Em relação à empregada, e eu só conheço o que li na blogosfera, a minha opinião é que ela tem um carinho especial por quem trata de si há mais de 20 anos.
Não tem nada de mais o que ela escreveu, mas parece que os portugueses têm prazer em maldizer.
Mas estas figuras públicas também expõem-se demais.
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De Gaffe a 10.01.2019 às 21:00

Com certeza que será assim.

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