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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe em fuga

rabiscado pela Gaffe, em 17.12.14

De quem fujo eu?!  – Pergunta-me o senhor sentando na poltrona aveludada. Tem pousada a mão envelhecida no meu braço e exige resposta a mão pousada.

 

De quem fugimos nós a não ser do instante em que defronte temos nus o que somos?

 

Lembro-me da história daquele que para fugir à morte que tinha avistado no caminho, cavalgou no vento e galgou distâncias, para mais longe ainda que o longínquo, até encontrar um seguro lugar de fim da fuga. Ao desmontar do vento, a morte à sua frente, assombrada pela surpresa de o ter visto antes no lugar errado. Tinha encontro marcado com o que fugia, mais longe que o longe, no lugar do desmontar do vento.

 

De quem fugimos?

Desmontamos o vento no deserto.

 photo man_zps989a72a6.png


2 rabiscos

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De Lizzie Bennet a 17.12.2014 às 17:05

Fujo de tantas coisas, da dor, do sofrimento.
E. Principalmente do amor.
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De Gaffe a 17.12.2014 às 17:30

Fugir do amor é uma perda de tempo. Normalmente é ele que foge de nós.

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