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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe femininista

rabiscado pela Gaffe, em 08.03.16

Jon Whitcomb.jpg

O desprezo votado por alguma imprensa misógina obrigou o feminismo a ser relegado como emanação ultrapassada e retrógrada de um passado fantoche em que se queimavam soutiens e se exigia o direito de voto para as pobres criaturas a quem só muito recentemente a Igreja Santa reconheceu possuírem alma.

A reinvenção e a reestruturação de um universo menos patriarcal, em que se verifique uma organização de comunidades, sistemas políticos, espirituais, sociais e societais, são absolutamente necessárias.

A visão hierárquica masculina e os seus consequentes sistemas de organização esmagadoramente patriarcais, entraram em colapso e, por muito que se apele ao que de feminino o homem retém, serão as mulheres a adquirir as competências, as capacidades e as aptidões, para de forma vigorosa encetarem a mudança.

 

São as mulheres a derradeira esperança. O grande recurso intocado do mundo, a metade da população que pode reformular a equação humana.

 

Rapazes, saiam da frente.

 

Ilustração - Jon Whitcomb

 photo man_zps989a72a6.png

Gavetas:


15 rabiscos

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De anacb a 08.03.2016 às 10:08

pois se até a selecção natural mostra que os homens são o sexo fraco... ;-)
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De Gaffe a 08.03.2016 às 10:13

... Depende bastante da selecção que naturalmente fizermos.
;)
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De Psicogata a 08.03.2016 às 12:23

Penso que o problema do feminismo é que ao longo do tempo se afastou da igualdade para defender a superioridade.
Eu acredito na igualdade, mas em relação ao que expões no texto tenho de concordar que testar um modelo matriarcal poderá ser uma solução para a crise que vivemos. Não porque as mulheres sejam melhores do que os homens, mas porque a nossa sensibilidade poderia reorganizar as prioridades de outra forma.
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De Gaffe a 08.03.2016 às 12:43

Pertenço a uma família que foi, desde sempre, um matriarcado. Não sei se se bem, se mal, mas se a comparar ao longo do tempo com famílias onde o predomínio foi e é claramente masculino, o sucesso - pelo menos, aquilo a que tradicionalmente chamamos sucesso - é bem maior, mais seguro, mais protector e bem mais sólido neste antro de mulheres.
:)
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De Psicogata a 08.03.2016 às 12:54

Acredito, na minha foi um pouco assim com as minhas avós, mas algo falhou na geração seguinte, eram duas mulheres fortes e independentes mas por algum motivo não conseguiram passar esses valores a todos os filhos e filhas.
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De Gaffe a 08.03.2016 às 14:26

Sempre, sempre, sempre foram mulheres a dirigir a minha família. São escolhidas, moldadas e "criadas" exactamente para isso.

Na esmagadora maioria das vezes, o método resultou.
Os "insucessos" normalmente "abdicam" e dão lugar à mulher seguinte.
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De Psicogata a 08.03.2016 às 14:34

Fico feliz que existam famílias assim.
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De Gaffe a 08.03.2016 às 16:46

Hummm...

Têm os seus percalços...
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De Psicogata a 08.03.2016 às 17:08

Como tudo, não há nenhum sistema perfeito.
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De Maria Araújo a 08.03.2016 às 13:07


Que dizer?
Nada!
A Gaffe tem as palavras certas.

Rapazes, saiam da frente.
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De Gaffe a 08.03.2016 às 14:22

:)))))

Bem!...
Nem todos...
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De OKaede a 08.03.2016 às 18:32

O feminismo é um movimento muito próprio e que não é abertamente discutido por todos.
Penso que o seu grande propósito inicial mantém-se, mas, por vontade alheia e por vozes ocas, tem sido transformado, gradualmente, num movimento que pretende colocar as mulheres no topo. O que não é verdade, e invoca discordância por parte de todos.
O significado parece ter sido mutado - por agentes poluentes, digamos de passagem. Há uma série de problemas decorrentes da ignorância, um dos quais é a validade da seguinte proclamação pelo homem: "Sou feminista". Isto porque: a ignorância reina na sociedade e não se acerta a definição, ou então porque o homem não é integrante do núcleo afectado, e por isso não poderá ter um papel activo na mudança/não pode representar o movimento. Impõe-se ao homem o dever de aceitar, compreender e dar margem para que um movimento positivo e racional estabeleça a mudança benéfica.
Outro problema que poucos falam: durante o processo ativo de luta pelos direitos de voto, por parte das mulheres, é totalmente esquecida que parte da população feminina - as de raça negra - ainda não eram consideradas como seres humanos. A luta pela igualdade entre os géneros, deve ser também um dos motores que impulsiona outras lutas para nos aproximarmos da verdadeira liberdade e igualdade, visto que o feminismo é complexo e alberga tais diferenças entre os seus pares.
Há uns pontos que só queria salientar com a Gaffe e a psicogata. Acho que a mulher sempre teve um papel importante, mas a mesma sempre foi limitada e coberta por um véu. Concordo que nas civilizações mais marcantes , e até mesmo no passado recente, o homem era o ponto referencial da sociedade, mas muito foi construído pelas mulheres. Lá está o cultivo familiar referido, onde uma mulher moldava/molda os valores que iriam/iram ser incluídos na sociedade (toma uma posição forte na família, mas que muitas vezes é discreta). Para além do mais, existem marcos na História: desde o poder Imperatriz que controlava Impérios; às mulheres que entraram nas Ciências e nas Artes; passando pelo papel fulcral das mulheres numa sociedade em guerra (a Gaffe já escreveu um brilhante post sobre isso), que embora sejam raros casos demarcam a extrema importância e capacidade da mulher.
É, por isso, que discordo com a Gaffe na parte final do texto, (mas pode ter mal interpretado), as mulheres já demonstraram as suas competências e aptidões para a mudança. Sempre foram um grande reagente para a evolução cultural, mas sempre limitado pela linha que parecia inquebrável (imposta pelo homem - e que deve ser reconhecida como algo que provocou atraso civilizacional). Contudo, só num processo de educação, de integração de novos valores no ambiente familiar, é que tanto homem e mulher cultivarão as ferramentas necessárias para quebrar essa linha. O mundo está a evoluir nesse sentido.

Afinal somos todos iguais, e sempre houve mulheres espertas e discretas :)
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De Gaffe a 08.03.2016 às 18:45

Estou a aplaudir de pé.
Obrigada.
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De PNLima a 09.03.2016 às 11:22

Não somos mais que metade? Achava que sim! E capacidade não nos falta (a piada de sermos multitasking não é à toa)
Belissima escolha de imagem!
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De Gaffe a 09.03.2016 às 11:38

Uma mulher que quer ser igual a um homem, tem falta de ambição.

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