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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe mal acorda

rabiscado pela Gaffe, em 05.03.18

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É usual ouvir amaldiçoar as Segundas-feiras. Há canções que dedicam acordes e palavras a castigar o primeiro dia da semana.

Confesso que nunca percebi a razão deste ódio ruidoso. Nunca senti a nostalgia a invadir-me no anoitecer de um Domingo, nunca me senti invadida pela depressão que por norma chega apensa a uma despedida dolorosa e nunca adormeci, na véspera de um início, revoltada com a quebra da tranquilidade e do laissez faire laissez passer dos dias de descanso.

Acordo sempre intragável, seja em que dia for.

Sou solidária com criaturas que cegam com a luz matinal. Apoio o não movimento. Dou a mão aos sonolentos caracóis que se arrastam até ao suicídio que é abrir as janelas e deixar o mundo entrar.

Sempre gostei e sempre acreditei nas pessoas que se parecem comigo.

Não é de todo necessário que sejam minhas sósias. Não é preciso que as situações caiam no exagero, pois é bizarro encontrar a Teresa Salgueiro na voz da Susana Travassos, mas é reconfortante perceber que não estamos sós neste planeta muito pouco azul por onde voam as cegonhas.

 

Posto isto - e sublinhando o facto de não ser premente que haja gente com particularidades iguais às minhas -, devo confessar que fiquei abismada, siderada, chocada, arrepiada e todos os superlativos que se consigam encontrar, quando, hoje de manhã, abro o pequeno aparelho que me coloca em contacto com o universo e dou de caras com uma criatura que traz o meu cabelo, caracol por caracol, curvinha por curvinha, corzinha por corzinha, colado à cabeça, tudo juntinho e com o mesmíssimo corte!

Um plágio.

Fiquei em estado comatoso quando reparo que é um homem!

Antes a Jessica Rabbit.

 

Não se faz!

Provocou-me o mesmo efeito que o erguer das persianas.

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Gavetas:


4 rabiscos

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De Pequeno caso sério a 05.03.2018 às 17:45

Confesso que estes caracóis no rapaz soam estranho. Imagino outro corte, radical diga - se, e ficaria bem mais...masculino.

Quanto a ti, não mexia num caracol que fosse. Se o rapagão que acorda ao teu lado ainda sobrevive é porque a coisa não é assim tão má.
Havias de ME ver ao acordar. Meto o boneco "Chuky" no chinelo.
Se a ao aspeto e ao humor juntarmos o característico "bafo matinal" é caso para perguntar como é que continuo casada há 20 anos...
Mistérios desta vida que nunca conseguirei desvendar.
; )
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De Gaffe a 05.03.2018 às 17:57

Exactamente por isso é que fiquei ofuscada. Um mocinho tão comestível com o meu cabelo, tira-me o apetite.

Não faço nada. Quem tem obrigação de tratar disto tudo aos caracóis é o meu cabeleireiro (pago-lhe uma fortuna).

Creio que se chama Amor aquilo a que te referes. Quando dura, é para sempre.
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De Pequeno caso sério a 05.03.2018 às 19:37

Nada, absolutamente nada, dura para sempre.
; )
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De Gaffe a 05.03.2018 às 19:41

Não concordo. Depende muito do conceito que temos de eternidade. O meu fica já ali pela esquina.

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