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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe mapeada

rabiscado pela Gaffe, em 04.10.16

Todos temos um mapa na alma.

 

Uma carta de viagens que foram exteriores e em que tivemos como parceiros aqueles com quem nos cruzamos. Agora, já metamorfoseada, já inscrita no interior do peito, desejamos a imutabilidade, a perenidade dos traços.

 

Paradoxal desejo este que, perante a visão certeira e contínua de um mapa em mutação constante, retém a vontade incontrolável de o vermos quieto, como se em vez de uma caótica carta de emoções guardássemos dentro colecções inteiras e catalogadas de fotografias.

 

Esta inominável dualidade faz com que cada momento de mudança, breve que seja, se encare como ponto final, um porto de chegada. O movimento é sentido, mas é retido o mover do seu mundo. Imobilizamos o instante e acreditamos, mesmo sem força, que aquele brevíssimo segundo, o último que vimos, é o que permanecerá no mapa desenhado.

 

Esquecemo-nos sempre que a memória não bate nem desenha ao mesmo ritmo que o coração.  

 photo man_zps989a72a6.png


4 rabiscos

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De Cecília a 04.10.2016 às 12:11

curiosamente, ou não, uma viagem de comboio acerta sempre os carris do coração e da memória.


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De Gaffe a 04.10.2016 às 13:13

Curiosamente, a mim desacerta memória e coração.
Há carris que não se ajustam. São como um violino tocado por um violoncelista.
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De Maria Araújo a 04.10.2016 às 20:34


A viagem de comboio é traz-me muitas memórias, torna-me melancólica.
Mas não me importava de viajar neste comboio, da imagem, vestir as mesmas roupas, ser dona daquelas malas.
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De Gaffe a 04.10.2016 às 20:34

E qual seria o destino?

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