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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe muito querida

rabiscado pela Gaffe, em 27.06.15

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São amáveis, gentis, prestáveis, educadíssimos, atenciosos, ingénuos, cavalheirescos e toda uma panóplia de predicados que por norma apensamos aos referidos e que neles se encaixam sem destoar.

 

Quando sorriem, juramos que há pão quente nas nossas madrugadas mais friorentas. Quando nos seguram a mão, pensamos ter saído de coches encantados. Quando nos elogiam, fazem a coroa dos Stuart parecer brinquedo de menina. Quando nos protegem – e fazem-no com insistência – sentimos que há exércitos à porta e que nada nos poderá tocar sem primeiro os fazer ruir. Quando nos apaziguam, oferecem-nos a mansidão de todas as planícies. Quando o sol abrasa, estendem toalhas de linho branco e de cetim no céu e sempre que chove mergulham na torrente para nos fazer chegar um guarda-chuva.

 

Cheiram bem. Cheiram a sabonetes Ach Brito. São como as manhãs frescas junto ao mar ou pêssegos pousados sobre a mesa e cuidam dos corpos perfeitos só para nós.

 

São uns queridos.

 

A Gaffe não entende como consegue pensar, quando apanha um pela frente, em como seria bom esbardalhar-lhes as qualidades contra um muro e no meio da porcaria do mato,violá-los com uma motosserra.  

 photo man_zps989a72a6.png

Gavetas:


2 rabiscos

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De Maria Araújo a 27.06.2015 às 17:00

Ahahahah!
É mesmo isto, caramba!

"em como seria bom esbardalhar-lhes as qualidades contra um muro e no meio da porcaria do mato,violá-los com uma motosserra. "
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De Gaffe a 27.06.2015 às 23:21

E se lhe juntarmos a capacidade de conciliar faces antagónicas...

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