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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe nas alturas

rabiscado pela Gaffe, em 31.10.16

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Dizerem a uma mulher que apesar de ser não ser muito alta, chega sozinha onde as outras chegam, é mentira.
 
Uma rapariga não muito alta tem sempre enorme dificuldade em alcançar os livros que ficam nas prateleiras de cima e é um transtorno quando sai com eles debaixo do braço. Os grandes, às vezes de tamanho A4, deixam-se cair invariavelmente só ao tentar abrir a porta do carro. Os braços são curtos, proporcionais ao resto.
 
Não consola nada sonhar que a primeira imagem não conta, porque também isso não passa de uma piedosa aldrabice. Se uma mulher não muito alta sair à rua ao lado de uma matulona deslumbrante, loira ou morena, com pernas até ao pescoço e bâton à prova de água, fica em desvantagem.
 
Não sou baixinha, mas cruzei-me uma vez com o actor mexicano Gael García Bernal, que passeava todo bonito de kilt  - verdade! de Kilt! e que bem lhe ficava! - e comprovei esta minha brilhante teoria.
Tinha ao meu lado uma dessas delambidas arrasadoras, espampanantes e ALTÍSSIMAS. O cérebro da boazona estava comprovadamente a sofrer com o aquecimento global, porque a cada passo se tornava mais deserto. Ao lado do dela, o meu fazia inveja ao Einstein e às florestas tropicais. Fornecido este dado, deveria o Gael ser obrigado a galar primeiro esta ruivita não tão alta como o guindaste que se movia ao lado. É certo que a avestruz quase atropelou uma velha e cegou um transeunte de maneira a que o homem lhe focasse as mamas, mas o que aconteceu ultrapassou este pequeno, embora significativo, pormenor. O rapagão ignorou por completo a minha inteligência, que de tão visível até reflectia a luz, e realmente colou os olhos no decote da matulona de 1.80m. Tivemos de os arrancar com alicates.

Uma rapariga não muito alta é uma condenada. Tem menos hipóteses de ter sucesso na chefia, porque os subalternos acham que o som vem de muito baixo e para lhe dar ouvidos há que vergar as costas. A maior parte dos seus conflitos amorosos não chega longe, porque como não tem pernas para subir os degraus da alta traição, se fica pela soleira da porta à espera que a levem ao colo e é capaz de perdoar quem os galgou duma pernada. Depois esquece depressa. Não tem muito espaço para recordar e acaba por repetir o erro de pedir ajuda ao primeiro simpático que aparece na rua para lhe segurar nas coisas enquanto tenta enfiar no carro um maldito caixote com livros.

Por não ser muito, muito, muito alta, acabei de ficar sem telemóvel e com a dignidade num caos.

Altamente!

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14 rabiscos

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De Maria Araújo a 31.10.2016 às 15:32

Para já, a imagem é uma doçura.
Depois, as delambidas, espampanantes e altíssimas, só fazem inveja por momentos. Os homens rapidamente esquecem, é sol de pouca dura.
Já as médias e baixas ( eu eu sou), podem ter o privilégio de pedir ajuda ao primeiro simpático que aparece na rua, e daí a um café, um encontro, quiçá, é um pequeníssimo passo.
Diz uma amiga " importa mostrar disponibilidade".
Mas Gaffe, o Gael não é um homem alto. Ao lado da pernalta, coitado dele!
Já o pormenor da kilt, hummm!
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De Gaffe a 31.10.2016 às 16:12

Sim, é verdade.
o primeiro simpático que aparece na rua pode levar a um café ou então a descobrimos que nos roubou o telemóvel.
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De Maria Araújo a 31.10.2016 às 16:53

Gaffe, eu li isso do telemóvel, mas passou-me.
Não o levava na carteira, senão não o roubava.
Se bem que os larápios são peritos nestas coisas.
Lamento.
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De Gaffe a 31.10.2016 às 17:14

Não tem importância. Não valia nada, mas levava-o na carteira, sim.
Odeio telemóveis. Só tenho pindéricos porque mos roubam todos!!!
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De Maria Araújo a 31.10.2016 às 20:49

Então, o larápio não levou grande aparelho.
Mas é frustrante.
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De Gaffe a 31.10.2016 às 21:53

Frustrado vai ser o pobre quando preceber o que roubou.
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De Maria Araújo a 31.10.2016 às 21:56

Claro.
Devia ter comentado para os seus botões, mas em voz alta: " Que c******" de telemóvel fui eu roubar àquela miúda giraça."
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De Gaffe a 31.10.2016 às 23:34

Provavelmente.
:)
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De joseph a 31.10.2016 às 21:44

mas a gaffe é altaneira.
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De Gaffe a 31.10.2016 às 21:52

Parca compensação.
:)
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De Pequeno caso sério a 01.11.2016 às 00:24

(...)"Uma rapariga não muito alta é uma condenada"(...)

Não concordo nada com isso.
Uma rapariga não muito alta torna-se, inevitavelmente, mais esperta.


Há lá coisa 'mai linda do que ver uma "nanica" com 1,50 tentar chegar àquela caixa de cereais no topo da prateleira do supermercado?
E sabes o que faz a "nanica" se por um acaso não consegue mesmo lá chegar?

a) pede ajuda à 1ª pessoa alta que aparecer


b) procura um funcionário giro , pede ajuda e aproveita para fazer umas graçolas sobre a sua baixa estatura pondo o homem a rir

c) come antes "NESTUM" porque está na prateleira mais à mão


;)

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De Gaffe a 01.11.2016 às 09:25

Dependendo da disposição, alternam-se as hipóteses?
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De Pequeno caso sério a 01.11.2016 às 09:59

Entendes - me tão bem minha amiga .

;)
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De Maria Araújo a 01.11.2016 às 12:42

Muitas vezes mandei umas bocas de sobre mim em lugares onde eu queria algo que não chegava, alguém se ofereceu para pegar, e rimo-nos os dois.
Quem mede 1,50 m, como eu, ´ssoa, está sujeito ao isto.
Nestum? Ugh!

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