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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe no "Prós e Contras"

rabiscado pela Gaffe, em 16.10.18

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A Gaffe assistiu de rajada ao Prós e Contras que versava o #metoo e estranhou quando ouviu um senhor muito circunspecto e com um ar muito Woodstock - limpinho - a declarar que obrigar uma criança a dar dois beijinhos ao avô e à avó era caminho para a liberalização do assédio sexual.

 

A Gaffe não sabe se é. A liberalização de qualquer assédio - disseram-lhe -, é da responsabilidade daquela coisa dos nervos dos mercados, mas tem de concordar que dar dois beijinhos aos avós é altamente parolo, provinciano e de classe média/baixa.

Toda a gente bem-nascida sabe que se dá apenas um.

 

A Gaffe julga ter vislumbrado Raquel Varela, mas ficou a pensar que talvez tenha sido impressão. Aparentemente a rapariga chegou ao programa de táxi e quando abriram a porta não saiu vivalma.    

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3 rabiscos

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De Corvo a 19.10.2018 às 11:28

Acho que fui um privilegiado. Olhando em retrospectiva, a minha mãe com quatro para aturar, o que menos nos mostrou foram as delícias dos miminhos e beijinhos. E o meu pai a mesma coisa.
Daí que os meus inefáveis prazeres fossem, a partir dos sete anos até aos nove, a empoleirado numa árvore deliciar.me a ver a onça e os mabecos perseguirem presa e encurralarem caça.
Fui um privilegiado, não me canso de agradecer ao destino que, talvez, proporcionou a uma criança uma infância sem paralelo com qualquer outra.
Beijos, verdadeiramente beijos, só os conheci quando ao fazer os dezassete anos, a belíssima senhora minha vizinha, exactamente com o dobro da minha idade, me ter sussurrado ao ouvido:
- Tenho uma prenda para ti. Vai logo à noite à minha casa.
No dia seguinte sabia, com profundo conhecimento, o significado de um beijo. De todos os beijos.
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De Gaffe a 19.10.2018 às 12:30

Estou ouvir Billy Paul a cantar "Me and Mrs. Jones" ...
;)
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De Corvo a 19.10.2018 às 13:09

Mais ou menos parecido, se bem que para muito melhor para o meu lado.
Fui um privilegiado. Ninguém teve uma infância como a minha. Ninguém.
Sem beijinhos a torto e a direito para pais, avós, irmãs, tios, tias e toda a restante fauna conhecida, mas também nunca tive necessidade disso para ser a criança mais feliz deste mundo.

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