Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe no "Prós e Contras"

rabiscado pela Gaffe, em 16.10.18

BOOK (1).png

A Gaffe assistiu de rajada ao Prós e Contras que versava o #metoo e estranhou quando ouviu um senhor muito circunspecto e com um ar muito Woodstock - limpinho - a declarar que obrigar uma criança a dar dois beijinhos ao avô e à avó era caminho para a liberalização do assédio sexual.

 

A Gaffe não sabe se é. A liberalização de qualquer assédio - disseram-lhe -, é da responsabilidade daquela coisa dos nervos dos mercados, mas tem de concordar que dar dois beijinhos aos avós é altamente parolo, provinciano e de classe média/baixa.

Toda a gente bem-nascida sabe que se dá apenas um.

 

A Gaffe julga ter vislumbrado Raquel Varela, mas ficou a pensar que talvez tenha sido impressão. Aparentemente a rapariga chegou ao programa de táxi e quando abriram a porta não saiu vivalma.    

 photo man_zps989a72a6.png


2 rabiscos

Imagem de perfil

De Maria Araújo a 19.10.2018 às 20:40

A minha mãe, orfã de mãe ao dois anos, teve uma madrasta, que conheci, e que Deus me perdoe, detestava-a, não só pelo seu aspecto, mas também pela saliva que se formava na boca e outros gestos que me enojavam, por ser egoísta, esconder dos filhos as coisas boas, exercia um poder no meu avô, um homem severo,era, para mim uma autêntica madrasta das histórias que conhecemos de crianças..
Evitava beijá-la, era eu uma criança, se o fazia era pelo meu avô.
A minha mãe, uma mulher dedicada aos filhos, era pai e mãe, não me recordo de ela nos beijar, por que ela não teve o amor de mãe, todo o afecto era mostrado pelo trabalho e preocupação pelos filhos, pela educação autoritária que nos dava ( mudou muito depois de ter os netos) mas foi por pouco tempo, faleceu nova.
Cresci a dar beijos, por respeito, mas não era a toda a gente. Tios e tias ( alguns e algumas), e amigos dos pais, e mesmo estes, por vezes tinha alguma repugnância, talvez pela aproximação e não gostar de certos cheiros que exalavam das suas boas.
Já adulta, se por vezes dizia a um dos sobrinhos para dar um beijo a um amigo ou amiga e não davam, não insistia, até que deixei de o fazer.
Hoje, sempre que alguém obrigue o filho ou filha a dar-me um beijo, e a criança não quer, eu digo que não precisa, assim como não peço beijos a ninguém.
Os meus sobrinhos netos dão-me um beijo se quiserem, embora eu adore beijá-los. Os sobrinhos adultos, e sempre que nos vemos, dão-me um beijo e eu rio-me com eles se, por brincadeira, faço de propósito e os molho levemente no pescoço, para receber um protesto, tipo: " caramba tia L, molhaste-me todo".
Mas tenho uma família gira e que se dá muito bem, que respeito e me respeitam, e que não foram obrigados a dar beijos, mas dão às tias que eles adoram: eu e a minha irmã.
Sem imagem de perfil

De Canducha a 19.10.2018 às 22:23

Gostei tanto...

Comentar:

Mais

Comentar via SAPO Blogs

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.





  Pesquisar no Blog

Gui