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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe nomeia

rabiscado pela Gaffe, em 20.11.18

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Em breve irá ser lido o meu apelo ao voto no âmbito do jogo que a Magda e o David se propuseram levar a cabo, o Sapos do Ano. Deve ser lido exactamente como merece e incluído no espaço dedicado ao lúdico, a que pertence sem dúvida.

 

É mais do que evidente que a liberdade de escolha, quer dos nomeados, quer dos finalistas, foi total. Não se colocaram fronteiras, não foram erguidos parâmetros ou limites, não se desenharam condições. As escolhas tiverem como base a empatia que um blog causa nos leitores. Os like que desperta nos nossos pequeninos corações.

 

Foi, e é, agradável perceber que causo alguma em alguns.

Fico igualmente agradada pelas companhias que tenho.

 

É evidente que, nestes casos em que um desafio não tem especificidades que o condicionam ou reduzem, os alhos e os bugalhos são sempre subjectivos e altamente díspares. Os que escolhi, podem não figurar na listagem dos eleitos e os eleitos podem não ser os que sigo.

Este facto, não cria atritos. A única regra que se vislumbra neste jogo relaciona-o com a capacidade que cada blog possui de se aproximar dos leitores, seja porque razão for, e são tão copiosas, como dissemelhantes. Creio que é esta uma das características mais importantes do jogo em causa.

 

No entanto, todo este saudável movimento provocou-me algumas inseguranças.

 

Há milhares de blogs. Milhões de palavras dentro deles. Cada um destes compartimentos acredita ser único, exprimindo o que deve ser considerado letra imutável e irrepreensível, provavelmente capaz de alterar ou deslocar as pedras da montanha. Não nos apercebermos sequer que é do Everest que falamos. Opinamos, contamos histórias, escrevemos simulacros de poesia, textos cadavéricos, odes primaveris, luminárias, trovões e víboras, nadas, pequenas quedas, rasgões na paisagem, macambúzios resmungos, emplastros digitais, e tudo o que se quer, porque é possível.

 

O que importa então? O que é realmente um blog importante? O que importa realmente num blog? O que o faz transversal, o que o torna indispensável, necessário ou mesmo urgente?

 

Diz-me um Amigo que é fácil escrevermos sobre as nossas emoções, basta um conhecimento razoável da língua e relativo talento para erguer paredes de frases com os andaimes das palavras bem seguras. O genial é fazer com que as nossas escritas emoções se transformem nas dos outros, sejam as dos outros, se tornem comuns.  

 

Não sei.

 

Li ontem, apesar desta minha medíocre ignorância, Mulheres da minha vida. Li depois Uma história, duas histórias.

 

No fim da cada um destes textos, compreendi que a dimensão dos meus motins estava ali contida. Os escritos tornavam-se traduções de emoções, que não sendo minhas, me pertencem.

 

Acredito piamente que esta é com certeza uma das pouquíssimas razões que tornam um blog essencial, fundamental, imprescindível.  

 

Eu só vou continuar a brincar.

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14 rabiscos

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De naomedeemouvidos a 20.11.2018 às 18:07

Entre texto e do sapo do ano, acho que percebi que podem resultar feridos desta brincadeira realmente saudável. Bom, talvez não tão saudável para a Magda e para o David, porque nem imagino a trabalheira que isto dá.

Obrigada pelos links supracitados. Fui ler e, mais uma vez, ganhei.
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De Gaffe a 20.11.2018 às 21:50

São textos de duas enormíssimas Senhoras.

São textos extraordinários.
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De naomedeemouvidos a 20.11.2018 às 23:30

São brilhantes. Como não consigo comentar lá, ou, pelo, não descobri como, faço aqui esse registo. Mas, não se iluda: considero-a de tamanho igual. Sou absolutamente sincera e, às vezes, tenho mau feitio, por isso, é bom que continue a interrogar-se, a rir, a chorar, a traduzir isso tudo pelas palavras que foi coleccionando no caderno que, se bem recordo, era preto de capa, e, no fim, a partilhar neste espaço que me habituei a visitar :)
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De Gaffe a 21.11.2018 às 07:16

Somos todas "loiras" quando queremos comentar naquela plataforma.

O HORROR.

Se me promete que posso continuar a dar-lhe ouvidos, aqui estou eu.
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De Pequeno caso sério a 20.11.2018 às 18:17

Tudo dito.
Porém há uns "pequenitos" detalhes que te faltou referir:

Os blogs servem também para nos mostrar mundos que desconhecemos. Dou - te o meu exemplo.
Duvido que se não te conhecesse me interessasse por áreas tão diferentes como a pintura ou a música clássica.
Foi através de ti, da tua escrita, que dei comigo a procurar coisas de que falavas e sobre as quais nunca tinha ouvido falar.

Mais.

Sei que me vou repetir mas faço questão.
Através da tua escrita, dei comigo a visitar recantos de mim que achava abandonados. Umas vezes apeteceu - me bater - te. Outras,abraçar - te. Por ambas, agradecer - te.

E não me digas que é "só" uma hábil articulação de palavras porque é muito mais que isso e tu sabes.
Atrevo - me a dizer que se geram amizades. Daquelas que sentem a falta quando não há feedback. Daquelas que procuramos saber o que se passa através dos poucos meios de que dispomos. E eu QUERO ficar próxima de ti. Fazes - me bem.Como é que isto é possível se nem sequer te conheço e se somos de mundos tão diferentes? Não sei.

Por isso, minha amiga, continua a "brincar" comigo o tempo que bem entenderes.
Com ou sem concurso tens o meu voto garantido.

:)*



P.S- também li os dois posts que recomendas que me deixaram...
Que duas "monstras" das palavras senhores!
Quando for grande quero escrever assim. Melhor. Quero conseguir SENTIR assim. Oxalá consiga.
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De Gaffe a 20.11.2018 às 21:59

Encontrarias tudo, comigo ou sem mim. Eu sei que sim.
No entanto, seria mais seguro omitires as proximidades que são geradas aqui. Acreditei absurdamente numa e descobri de repente que nunca tinha existido.
Recuperei, mas lembro da cicatriz.
:)

São magníficas escritoras.
A Isa está próxima de ser venerada por mim.
Aliás, devo dizer que na barra lateral deste blog existem ligações para extraordinários Senhores e Senhoras da palavra.
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De Pequeno caso sério a 20.11.2018 às 22:26

Se há pessoa de quem não esperaria ler um conselho desses eras tu.Mas se me aconselhas, vou acatar.
Mas sabes, não corro grandes riscos.Não tenho por hábito dizer/escrever este tipo de coisas a toda a gente. Sou estupidamente honesta e transparente.
No meu grupo de amigas de sempre é bem conhecida a minha transparência e a falta de paciência para os afetos e os "mimimis". Portanto, sempre que lhes digo o quanto gosto delas e quanto as admiro, aceitam - no com um brilho nos olhos porque sabem que é genuíno. E raro. Tão raro que nunca sabem quando (e se) voltará a repetir.


Penso que o facto de já ter sido enterrada viva me deu as ferramentas necessárias para lidar com qualquer tipo de deceção.
Cicatrizes?
Nenhumas.
Transformei - as em tatuagens na alma.
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De Gaffe a 20.11.2018 às 23:09

Há conselhos que se alimentam do medo.
:)
.. e eu fiquei com um brilho nos olhos. Foi toldado apenas por um grão de poeira que entrou sem eu contar.
*

(Sabes? Sou muitíssimo mais frágil do que pareço. Fica só entre nós. É segredo)
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De Maria Araújo a 22.11.2018 às 22:39



Penso que nunca referi que costumo espreitar a barra lateral destas avenidas.
E surpreendem-me.
Da Gaffe espero sempre o melhor.



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De Gaffe a 23.11.2018 às 00:15

A barra lateral contém o melhor.
:)*
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De Isa a 29.11.2018 às 13:04

Muito agradecida pela generosidade das tuas palavras e pelas de todos, cumpre-me, no entanto e mais uma vez, realçar também o meu extremo desagrado enquanto ao que dizes sobre ti, já que penso justamente o contrário: A menina é que é soberba na sua escrita, sobre qualquer assunto.
Aquele meu post em particular tem uma carga dramática que não me pertence, só o tentei reproduzir através de letras e - sem buscar elogio rigorosamente nenhum - sei ter ficado muito aquém de como tu, por exemplo, o terias descrito.

De qualquer forma aqui fica o meu agradecimento sentido, bem como as minhas desculpas pelo atraso na devida validação das tuas palavras, que, por educação, acrescida do muito carinho e respeito que te tenho, não poderia ter tardado tanto.

Beijo enorme, Gaffe.
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De Gaffe a 29.11.2018 às 14:32

Oh!
Sabes perfeitamente que és gigantesca e que não me refiro a um post em particular. Tu és GERAL.

Beijo igual a ti, ou seja, um potentado.
:)*
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De linda blue a 03.12.2018 às 14:43

Bom, se te consideras "loira" a comentar na "minha" plataforma, tenho a dizer-te que só agora percebi que os "rabiscos" são os comentários. E nem a desculpa de nunca cá ter vindo comentar tenho. Sou platinada.
Bom, se consideras que tens algum motivo para teres acessos de baixa autoestima no campo das letras, então o mundo está perdido. E só não estás na minha barra porque eu não tenho barra, mas sabes que estás no meu feed. Tu és uma das minhas favoritas, exactamente porque, e passo a citar, tens "um blog essencial, fundamental, imprescindível". Obrigada por tudo, por todos os dias que nos dás mais um texto maravilhosamente escrito.
E muito, muito obrigada pelo destaque
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De Gaffe a 03.12.2018 às 16:14

Pronto.
Nada como um bela rapariga para fazer corar a outra.
:)

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