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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe nos armários

rabiscado pela Gaffe, em 30.11.16
É evidente que todos temos esqueletos nos armários. Faz parte da condição humana recolhermos no escuro das prateleiras pedaços de pecados que não gostaríamos que fossem do conhecimento público.

 

Sempre que estes ossos se vão amontoando, a possibilidade de vemos rebentar fechaduras aumenta exponencialmente. Nada é tão ilusório como querer conservar intactas e desconhecidas as maleitas que trancamos. Mais cedo ou mais tarde, somos apanhados pelos nossos escondidos ossos. Sermos capturados pelas nossas próprias vidas é do pior que existe. Pessoa tinha razão quando ansiava que a sua alma fugidia não o apanhasse.

 

Acredito que os meus esqueletos ainda são em número demasiado escasso para chocalharem de forma audível. Não tenho idade para grandes ossadas. Vão espreitando, de vez em quando, mas acabam sossegados, amordaçando o inevitável destino que os fará desandar, desarticulados, pela minha vida fora.

 

Enfrentar esta cambada é ponto assente. Não adianta muito tentar ignorar a capacidade que estes doidos arranjam para nos assombrar o juízo e esperar que adormeçam embalados por contos de fadas e cantigas de sonhar.

Não há nada melhor do que um valente par de estalos para por os ossos no lugar. Sobretudo aqueles que se deslocaram.

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6 rabiscos

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De Fleuma a 30.11.2016 às 16:35

Eu pessoalmente e por esta visão ainda não tenho idade para acumular esqueletos em muita quantidade. Mas não cara Gaffe! Se não tenho para mim gosto de abanar os esqueletos dos outros e por deus senhor, são tantos e tão velhos que não aguentam muito tempo de abanões. E nem sequer são verdadeiras assombrações! São leves, levezinhas. Fugindo aos castigos.

Falo de esqueletos, Gaffe. Parece que existem outros esqueletos que acham que tudo o que digo é dirigido a eles.

Saúde,
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De Anónimo a 02.12.2016 às 00:52

Dois filhos da puta. Um panasca atormentado e doente dos cornos que engana velhinhas com os seus supostos 46 anos de praia, sem escafandro e uma vaca ruiva e seca que dá pelo nome de Joaninha
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De Gaffe a 02.12.2016 às 09:42

Revela-nos dois dos seus fantasmas (deslumbrantes, é certo). Eu falei de esqueletos. Continua a não saber interpretar um texto, por muito simples que ele seja.

Delicioso ter dado nomes aos seus fantasmas!

Bem-haja, Feliz Natal,próspero Ano Novo, bom aniversário, bom fim-de-semana, bom resto de semana, beijinhos à família e tudo e tudo e tudo.
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De Fleuma a 02.12.2016 às 16:13

Que absoluta delícia, Gaffe! Creio que só por estes lados consigo desfrutar destas delicadezas.

Uns acrescentos, se me permite, aos comentários da velha gorda. O panasca saberá a Gaffe a quem a manca se refere. Pessoalmente tenho um intenso respeito pelas escolhas dos outros e a pessoa em questão tem o meu mais profundo respeito e admiração pelo que é e assume. A palavra panasca revela velhice e preconceito seboso. É antiga e por si, coxa e indecente. Um espelho de quem a emite.

A idade.

Umas vezes diz que eu tenho 45 e agora 46 anos. Um destes dias, paciente Gaffe, poderemos mentalmente enrolar o braço um no outro e eu farei duas coisas: Em privado direi quantos anos tenho. E escreverei um post no meu blog explicando a confusão da velha tonta e porque é que ainda nos dias de hoje, continuo a rir-me dela bem porque razão a considero exemplo imbatível de estupidez.

E já agora, este é o desespero que já previa. Esta táctica de bombista suicida que já nada tem a perder porque cada vez mais se revela no lixo que sempre foi.
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De Gaffe a 02.12.2016 às 16:25

Meu querido Fleuma,
Por acaso não sei a quem a mulherzinha se refere, mas é coisa de somenos importância.

Espero enrolar o braço no seu, mas não só mentalmente! Passearemos os dois pela brisa da tarde - como deuses amaldiçoados, - a debicar os dias de gordura alheia vividos em vão pelas "coisinhas" terrenas.
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De Fleuma a 02.12.2016 às 16:37

Bem, quem a tonta se refere não tem a culpa. E se calhar é melhor assumir desde já que tenho 500 anos! Mas não tão ancião e descabelado como a rata de esgoto em dia de descarga sanitária.

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