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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe nos blogs

rabiscado pela Gaffe, em 12.05.14

A Gaffe leu ontem um artigo relativamente bem conseguido sobre blogsbloggers e o significado destas duas entidades, suas implicações e abrangências.

 

Não vai maçar-se a comentar tudo o que foi escrito (estivessem atentos às edições de carácter cultural que ainda sobram neste deserto). Salienta um ou outro ponto que considerou interessante e mais fresquinho.

O artigo declara a certo ponto:

 

1 - Falamos de um blog quando este é actualizado duas a três vezes por dia. Falamos de outra coisa qualquer se isso não acontece.

 

2 - Os blogs diaristas não conseguem a densidade e a notoriedade dos temáticos – sobretudo dos políticos ou dos culinários.

 

3 - Um blogger, para manter a sua página aceitável, tem de se documentar acerca do que escreve.

 

É deprimente a Gaffe perceber que as suas avenidas não encaixam totalmente nestas premissas. São actualizadas de forma regular, talvez não tão constante como manda a norma, mas são espécie mutante que se pode enfiar no grupo dos diaristas e a documentação que usa é a que se vê.

 

Esta coisa dos blogs vicia e aproxima-se muito das mesas dos antigos cafés onde se reuniam os amigos. Já há poucos desses por estes lados e a Gaffe pensa que os blogs provavelmente ocupam o lugar da tertúlia desaparecida, mas muito aconchegada, do antigamente e que talvez consigam um dia conferenciar no Casino, tendo em conta a troca de mimos que a Gaffe vai encontrando aqui e ali. Nas tertúlias, tal como nos blogs, normalmente fala-se de tudo, escutando demasiado pouco ou mesmo sem se ouvir o que quer que seja.

 

O certo é que a Gaffe se vai habituando a meia dúzia de pessoas que com ela trocam galhardetes e acaba por sentir a falta delas quando não poisam por cá. É interessante verificar também como é fácil despertar a curiosidade (mesmo a mórbida) quando passa um estranho qualquer. Lá vamos desgrenhados investigar o comentador que atravessou as nossas avenidas.

 

De acordo com as estatísticas que a Gaffe consegue ler no interior deste blog, o número das suas visitas é exíguo, mas mesmo assim considerável tendo em conta o conteúdo do que se vai postando aqui.

Não é que lhe cause grande transtorno o deserto. Há bastante tempo que está mais ou menos habituada a que ninguém a leia e ainda mais a que ninguém a ouça, mas a verdade é que batendo contra as estatísticas, a Gaffe fica a pensar se o conhecimento da nulidade que somos, o embate com a nudez que tantas vezes mascaramos ou de que tantas vezes fugimos, não nos fornece a consciência da vacuidade em que se vai tornando a ilusão de sermos ou as fantasias que cultivamos acreditando que temos voz, ainda que sem olhos.

 

Mas é sol de pouca dura

 

Passados instantes, a Gaffe sacode os caracóis indiferentes tornando-os incêndios mudos ateados pelo dito.

 photo man_zps989a72a6.png


1 rabisco

Sem imagem de perfil

De 7+3 a 12.05.2014 às 18:57

A Gaffe já não tem Blog nenhum, como se ouve por aí, passou para o Next Level.

http://michaelhyatt.com/take-your-organization-to-the-next-level.html

Não "liguem" ao texto, é mesmo só a imagem que interessa:)

E a menina não diga isso que há muito boa gente a lê-la sim, a "Ruiva" sabe muito bem o que vale, eu continuo a recomendar que
escreva um livro.
Quem me dera ter metade do seu dom, punha-me a escrever sobre
tudo o que já vi e o que já vivi, dava para uns quantos livros (penso que alguns até podiam ser interessantes) .
Comentar o que escreve. é forma que arranjei de tentar retribuir as palavras que me deliciam(os seus textos) , (sem qualquer medo de cair no ridículo).
Vou contando algumas coisas, que quando olho para trás me fazem rir, outras nem tanto.
Isto tem a ver com, quando me sinto bem, gosto de ser um fiel e bem comportado "cliente".
Vamos voltar 30 anos atrás, a minha mãe comprou-me um lençol de banho novo, mas eu adorava o que tinha, já o tinha há uns anos (para mim estava sempre novo... (estava sempre bem lavado perfumado) a empregada lá de casa era excelente, cozinhava e limpava a casa na perfeição.. Mas a minha mãe estava empenhada
empenhadíssima em se ver livre do meu lençol, não sei se tinha vergonha que alguma amiga tivesse de usar a casa de banho, e visse o lençol do seu filhote, já gasto ..não sei.. sei que duas ou três vezes me disse, tens de começar a usar o lençol que te comprei esse que usas já está velho!!!
Mãe por favor é o meu lençol eu gosto dele, limpa o corpo como mais nenhum, quando eu achar que já não serve já sei que tenho um novo..
Pensei eu que tinha salvo a minha "relíquia"
Belo dia, não encontro o lençol, e vejo a minha mãe a passar à porta do quarto..
Mãe sabe do meu lençol? sei sim filho ontem depois do teu banho foi direitinho para o balde do lixo..
Não disse nada, mas acreditem que se lerem isto fiquei triste com a sensação que tinha perdido alguma coisa..
Em relação a trapos o meu velhinho lençol de banho e um roupão
foram os únicos desgostos que tive..
Já volto para tentar contar uma história do roupão..

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