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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe de Messi

rabiscado pela Gaffe, em 16.01.14
Messi para Dolce & Gabbana

A Gaffe confessa que de futebol as únicas coisinhas que entende e admira são as pernas e os abdominais dos jogadores. É-lhe portanto indiferente que seja o Ronaldo ou o Messi a ganhar o que quer que seja.

Lê em todos os cantos e esquinas onde estaciona uma imprensa, mais ou menos suspeita e a rasar o grosseiro, que é uma alegria para Irina Shayk ter um namorado com duas bolas de ouro.

A Gaffe compreende que o riso alarve possa ser acordado pela mais rasca das piadas mais primárias e com conotações sexuais evidentes, mas confessa que fica pasmada quando percebe que há gente que considera uma alegria alguém ter um namorado com duas bolas de metal!

Há no entanto uma nuance nesta disputa de bolas que a Gaffe não gosta de deixar de fora.

A rivalidade, ou pacífica e supostamente civilizada inimizade, entre os dois jogadores em causa é essencial.

Em última análise, os inimigos são aqueles que buscam a concórdia. Podem matar para a obter, mas a demanda circunscreve-se a um estabelecer de tréguas, custe o que custar. Findam todas as quezílias quando um dos rivais sucumbe dominado. O campo de batalha deixa de existir. Um venceu e impôs a ausência de conflito. Com os amigos a Gaffe não tem medo de permanecer em estado de alerta ou de discordar de modo pleno, incessante e irreversível. Exige mesmo que haja discórdia em tempo útil e sempre capaz de lhe despertar o ímpeto de se ultrapassar, crescendo.

A Gaffe acredita que não são os inimigos que devemos temer. São aqueles amigos que, sem o percebermos, se tornam a água do poço do deserto que nos apaga a sede de viagem ou de dunas por cumprir.

Depois, a Gaffe confessa, nos grandes desertos qualquer camelo é bonito. Messi, não sendo um oásis, parece-lhe uma água que refresca bastante.       

 photo man_zps989a72a6.png


2 rabiscos

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De anonymous a 17.01.2014 às 20:43

Mas é Portuguesa ou não és portuguesa?!...
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De Gaffe a 18.01.2014 às 17:34

A minha nacionalidade não intrefere, não restringe nem amplia, aquilo que penso.
Mas entendo a questão. Pode ser incluída na linha do "estamos todos de parabéns". Francamente não sinto estar de parabéns. Não fiz rigorosamente nada, nadinha de nada, para que o jogador ganhasse seja o que for.

Tenho todo o prazer em satisfazer-lhe a curiosidade: o ramo materno é todo francês. Sou luso-francesa. Apesar disso, continuo a pensar exactamente o que foi escrito. O que penso não é, como é evidente, influenciado pela minha nacionalidade.

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