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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe pluvial

rabiscado pela Gaffe, em 17.10.16

243.jpg

Outra vez a chuva. Sílaba a sílaba, pálpebra a pálpebra. Chove e durmo no minúsculo coração das gotas de asa.

Sílaba a sílaba, pálpebra a pálpebra, chove na terra sem cavalos e sem juncos.
Chove e durmo no minúsculo coração das uvas.
Nos meus lábios há o voo raso do pássaro das águas. Nos meus dedos a nuvem que começa presa no coração das gotas de asa.

A luz de linho antigo desfaz o nó das sombras sob as árvores e no coração estrídulo de um pássaro.  
Chove e adormeço.

 photo man_zps989a72a6.png

Gavetas:


13 rabiscos

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De joseph a 17.10.2016 às 21:08

veio a propósito dos esporos libertados pelos fungos que são também parte da poeira que sustém as nuvens.
é um romance que nos sensibiliza para a climatologia.
(perdeu a revelação do akira)
:)
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De Gaffe a 17.10.2016 às 21:27

Vou tentar voltar à obra.
Lembro-me vagamente de Akira Kumo.
Curiosamente foi um livro que abandonei de forma, agora acredito, irresponsável.

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