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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe procura casa

rabiscado pela Gaffe, em 30.04.20

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Provavelmente a Gaffe pandémica amadureceu, envelheceu, senilizou e passou a acreditar que uma planície menos verdejante, mais seca, mais despojada, saudavelmente mais pirosa, absolutamente Barbie, repleta de detalhes inúteis, fúteis, superficiais e soltos das subtis amarras que se iam apertando à medida que as interacções surgiam e as rotinas se estabeleciam, seria uma forma de respirar o que os entendidos reportam como nova normalidade.

 

Mais fria e é seguro que muito mais longínqua, a plataforma que surge como hipotético novo albergue desta rapariga que sempre se quis superficial, poderá refrescar e iluminar os sombrios passeios que por aqui ultimamente se vão palmilhando.  

 

É uma decisão estranha - sobretudo tendo em consideração que esta rapariga foi outrora lindamente mimada nesta plataforma -, mas que foi crescendo até se tornar uma inevitabilidade.

 

Não é de todo certo que seja um abandono batráquio. É apenas uma outra hipótese, uma nova experiência já tacteada - mas que ficou por cuidar -, algures no tempo passado e em momento de spleen.  

 

A Gaffe deixa de contar com a habitual amabilidade das suas visitas e torna-se mais solitária. Tendo em conta que a solidão é também um dos refúgios dos tímidos, é seguro que a Gaffe espera encontrar ali pelo menos um exército.

 

Basta que se acrescente um hífen, um ligeiríssimo afastamento social, entre a Gaffe e as suas Avenidas, para encontrar a possível nova morada desta rapariga inconstante.  

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Gavetas:


24 rabiscos

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De Pequeno caso sério a 04.05.2020 às 08:59

Já fiz isso.
O comentário desaparece.
Se for no computador, consigo comentar mas se for no telemóvel, não dá.
:(

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