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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe suspensa

rabiscado pela Gaffe, em 19.04.14

Não sei se os gregos actuais são da mesma cepa que Péricles, Platão ou Aristóteles. Não sei se descendem em linha directa dos sábios que ajudaram a moldar o pensamento ocidental. Provavelmente não.

O certo, é que passaram de clássicos professores da Europa a insurrectos do euro, embora tivessem mostrado, por instantes, que a velha política ainda faz tremer as fúrias da economia.

Para além dos tumultos sociais e das praias turísticas que quase resumem o país, há uma Grécia equilibrada, serena e tradicional, literalmente assente na pedra. Refiro-me à região de Tessália, no centro do país, onde se erguem os mosteiros ortodoxos sobre pináculos rochosos, pináculos de arenitos.

São Meteora, ou seja, Suspensos no Ar ou ainda Colunas do Céu.

É facílimo recolher informação sobre este Património da Humanidade. Abstenho-me portanto de a fornecer. Difícil é escolher o mosteiro mais deslumbrante.

 

Escolhi a Grécia, mas podia ter seleccionado qualquer outro país europeu e referir uma outra obra qualquer sua pertença.

 

A Europa tecnocrata não se compadece com estas idiossincrasias. O amassar, o amolgar, o uniformizar de forma radical em nome de um suposto ideal unificador, já cilindrado por razões mal explicadas e demasiado suspeitas para se tornarem susceptíveis de clarificação e entendimento dos povos, não poupa ou não acha oportuno salvaguardar o respeito devido e exigido a cada uma das entidades culturais que, para o bem e para o mal, consideraram possível o Ideal Europeu.

Não sou demagoga, embora o que digo possa ser confundido facilmente com a mais primária das demagogias. Acredito piamente que nenhum ideal unificador, nenhum sonho de uma Europa unida, convergente, pacífica, reformadora e solidária, é viável ou sequer sonhável, se as entidades, as personalidades culturais de cada elemento do hipotético conjunto não forem tidas em conta, e apenas contarem, obrigados a prestar contas quando os mercados se irritam.   

 photo man_zps989a72a6.png


2 rabiscos

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De 7+3 a 20.04.2014 às 01:45

Thomas More decidiu escrever sobre um lugar novo e puro onde existiria uma sociedade perfeita.= utopia

Não tenho nada contra os ricos, tenho muito é contra os pobres.
Sou empreendedor vou na minha quarta empresa ainda não fali
nenhuma mas não cuspo para o ar, as desgraças podem acontecer a todos.
Não gosto de politica mas como o tema aflora um problema à escala global vou opinar.
Na minha opinião enquanto houver ricos e pobres (pessoas ou países) enormes desigualdades, seja o que for, vão sempre haver muitos problemas, nunca haverá paz que dure. O oportunismo espreita a cada segundo,"os mercados" 95% especulação é mais uma forma "moderna" de se enriquecer sem trabalho ou ideias etc..
Enfim, Europa unida um desastre é isso mesmo os elementos do hipotético conjunto nunca serão tidos em conta.

Se fosse um jogo apostava num enorme fracasso a médio prazo, só
resta saber quanto é que vai custar ao pobre, como dizia o iluminado eles aguentam tudo, olhe "ruivita" essa dos eles aguentam tudo serviu para eu retirar os meus trocos das mãos desse senhor..
Sonhar é bom nem imposto paga, não digam nada à maria luís por favor.
Agora vou contar trocos que quando for ao de flore não quero nem ficar mal visto nem sem o croissant:))

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De Gaffe a 21.04.2014 às 23:47

Mesmo sem trocos, não seria mal visto.
:)
Platão criou a "República". More a Utopia... Creio que ambos criaram os labirintos que nos fascinam por alguma razão que desconheço.

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