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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe violadora

rabiscado pela Gaffe, em 16.11.18

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Na Irlanda, pedaço de bela terra que - em simultâneo com a Escócia -, apaixonou a Gaffe irremediavelmente, coexiste ao lado das mulheres uma quantidade assustadora de australopitecus.

 

Alguns deles são mulheres.

 

Em cada pub de esquina, urbana ou nem por isso, bolsar misoginia, machismos tacanhos e preconceitos bolorentos eivados de testosterona, não é de todo raro. Os irlandeses são, ao contrário do que se possa acreditar, genuinamente imbecis e raquíticos no que concerne à mais ténue e diáfana manifestação de feminismos, quaisquer que sejam, sérios ou parvos, sóbrios ou ébrios, reais ou escanifrados, respeitáveis ou desvairados.

 

A sentença que iliba um homem do crime de violação, alegando, entre outras barbaridades, que a vítima estava na altura do sucedido a usar cuecas fio-dental – uma coisa horrível que se mete nos dentes de trás e que incentiva ataques de trogloditas -, não é chocante numa Irlanda repleta de charutos mentais fumados nos grosseiros quintais dos preconceitos medievos. Não é de arrancar cabelos saber que o ronco escrito em letra oficial foi emanado por uma Meritíssima. A Irlanda é, neste aspecto, muito amiga da Relação do Porto e das suas sentenças em casos similares.

 

A Gaffe começa a amortecer a indignação relativamente a estes casos. Sabe - porque lhe disseram, que esta rapariga é de boas famílias e não pisa estrume - que uma pocilga só  medra - ou merda - se os porcos forem alimentados com detritos alimentares, restos, coisas velhas quase podres, tudo mesmo fora do prazo de validade. Parece que depois, isto tudo digerido, dá toucinho, presuntos, rojões e coisas imensamente salgadas que provocam hipertensão e matam imenso.

 

A Gaffe propõe a todas as meninas um desafio.

 

Cada uma de nós vai poder escolher aqui o menino que vai violar, tendo em conta o pacote - de roupa, ou outro qualquer - com que tenta esconder o que nos deixa dementes.

 

A Gaffe exclui da lista o educadinho, pois que já o marcou como seu.

 

Não se preocupem, minhas queridas, estamos a salvo, desde que arguamos que o rapaz, na altura do alegado acontecimento, estava a usar arames nos dentes, que é coisa para nos levar a uma loucura sadomasoquista.

 

 

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A Gaffe e os quatro magníficos

rabiscado pela Gaffe, em 15.11.18

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A Gaffe acredita que deixou de ser necessário repetir o agradecimento aos dois alucinados que se propuseram encetar e levar a cabo um trabalho que os endoidecerá de vez, mais cedo ou mais tarde.

A Gaffe sabe também que o prazer de lhes entregar os parabéns é comum a todos os que assistiram ao desenrolar do processo.

 

É agora, isso sim, necessário continuar a apoiar a iniciativa, votando nos que foram selecionados para a fase final.

 

A Gaffe está ali, nua, desprotegida, na categoria Opinião, ao lado de quatro potentados.

Como toda a gente sabe, é muito bonito - e fica sempre bem -, vestir os nus e abrigar os desvalidos.

 

Então vá.

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A Gaffe do Ano

rabiscado pela Gaffe, em 02.10.18

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A Gaffe alarga a sua permanência no Douro. Há uns socalcos de tarefas a cumprir e é uma maçada não ter confiança nas empregadas que lhe partem imensas coisas, não as envolvendo nas páginas da Vogue. Toda a pessoa de boas famílias sabe que embrulhar copos da Boémia - ou jarretas Ming -, nas páginas do Correio da Manhã resulta sempre caco.

 

A Gaffe não compreende mesmo a existência de gente que ainda não lê o exclusivamente digital. O resto deixa os dedos tão conspurcados! O digital tem a vantagem de só deixar embrutecido o cérebro e nós sabemos que isso é coisa que não se vê ou se disfarça com alguma facilidade escrevendo cuesia num blog ou, em modo anónimo, na caixa de comentários de um outro. Ninguém fica a par da física rugosidade ressabiada do comentador e os dedinhos que teclam podem perfeitamente distar anos-luz do mais incipiente vestígio de pensamento.

 

A Gaffe tem recebido esporadicamente pequenos mimos de alguém que lê imenso coisas em papel de jornal. Há que admitir que não são brilhantes e pecam pelo refrão. Pertencem à mesma criatura – reconhecível pelos erros de sintaxe recorrentes -, e abordam pequenos recantos e mínimas ruelas por onde esta rapariga vai passeando o olhar.

 

São atentos. São comentários que revelam um estado de alerta permanente ao que, ainda que de forma vaga e incerta, vai tocando a fímbria do vestido Valentino que a Gaffe ousou usar neste degredo com imensas silvas e picos e bichos e fungos repugnantes que trepam às árvores e àquelas plantas que dão vinho.  

O último floreado prende-se com a divertida iniciativa da Magda. Os Sapos de Ano.

 

O comentário é digno de figurar na cartilha da imbecilidade iluminada.  

 

A Gaffe é acusada de manipular as nomeações e de se esperar que mais uma vez chegue à bem-disposta e inócua final, pois que parece que está tudo feito para agradar aos mesmos, não sendo referidos os nomes dos traficantes destas influências torpes que eventualmente serão os tais mesmos.

Após vários protestos, o comentário termina com a crítica severa à ausência de categorias importantíssimas que são ignoradas - talvez quem sabe?! - por concluo de um grupo de conspiradores de palas nos olhos e pernas de paus. A Gaffe chega a admitir que a afastamento da categoria CUESIA é escandalosa, mas há que reportar que seria nessa - e na de CULINÁRIA, vá! -, que esta rapariga não teria hipóteses.

 

Há realmente uma admissível e negra sombra de suspeita.

 

A Gaffe anda ligeiramente ocupada a tentar que a criadagem não parta cristais, mas não poderia jamais deixar de confirmar todas as suspeitas.

 

Os Sapo do Ano são organizados pela Mafia com uma mãozinha yakuzada e esta rapariga tem uma participação obscura e obscena nas duas organizações que, como se sabe, são imensamente paritárias. É unha com soja com a madrinha, a Magda, psicopata obsessiva-compulsiva e cuesiofóbica e muito íntima de David Marinho que chefiou em tempos idos o assalto ao arranha-céus e pertence à Opus Dei.

 

Agora, a personagem atrás dos dichotes já pode ir saltitar pelo charco fora.     

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A Gaffe inquirida

rabiscado pela Gaffe, em 03.07.18

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Pequeno Caso Sério provocou.

A menina sabe que a Gaffe não gosta destes jogos, que os contorna sem vergonha e que não respeita as regras quando percebe que não consegue escapar por entre as gotas das palavras, usando o guarda-chuva da tontice. Neste caso, e apenas porque o desafio partiu desta maravilhosa tresloucada, sabe que não quer esquivar-se.

Tem de encimar as respostas com uma imagem fofinha. A Gaffe escolheu uma fotografia de vários bichinhos absolutamente amorosos, do mais fofo que há, e com a vantagem de se poderem vestir.

 

Preparem-se então para o massacre.

 

 Sou muito...   

… ruiva. Tão ruiva que não me canso de arranjar lenha para me queimar.  

Não suporto... 

… ostras e caviar. Quando provei, senti que estava a mastigar a pila do Cavaco Silva.

Eu nunca...

… comi bichos que olham estarrecidos para mim depois de cozinhados.  

Eu já... 

… dei o contacto da minha irmã a um nadador-salvador que me convidou para jantar quando piquei o dedinho do pé na alforreca do cérebro do rapaz. O infeliz passou a sofrer de stress pós-traumático de guerra.

Quando era criança...

… descobri que um par de estalos de deixar queimado o cérebro, esturricava a língua dos meninos que me chamavam fósforo.   

Neste exacto momento...

… tenho saudades dos meninos que me chamavam fósforo. Uma rapariga tem de queimar calorias, mesmo que sejam as dos outros.   

Eu morro de medo...  

… de baratas e de morcegos. As primeiras, porque me disseram que sobrevivem sem cabeça e a uma guerra nuclear, os segundos, porque me disseram que se enredam nos cabelos. Podem ser só boatos, mas, pelo sim, pelo não, os outros que experimentem.      

Eu sempre gostei ...

… de barbas. Obrigava o meu irmão a colar ao queixo os pêlos que cortava da cauda da cadela das nossas infâncias. Eramos crianças muito criativas.

Se eu pudesse...  

… acabava com a pobreza no planeta. Os pobres têm mau hálito e imensos filhos que trepam a todo o lado. São tão maçadores! Também havia Paz no planeta e tudo, e tudo, e tudo. 

Fico feliz...  

… quando revejo Cavaco Silva, porque me faz lembrar que tenho um amigo arqueólogo que é taxidermista nas horas vagas - pormenor que prefiro esquecer amiúde.  

Se pudesse voltar no tempo...  

… apanhava qualquer coisa com rodas que me levasse ao futuro, ou casava com Júlio César e seduzia Marco António - brutamontes morenos, suados, musculados e de mini-saias com tiras de couro, são sempre atraentes seja em que época for -, só para torcer o nariz a Cleópatra.   

Adoro... 

… a gastronomia do Norte de Portugal. Como como uma psicopata criminosa encarcerada e agradeço que seja na solitária.

Quero muito ir... 

… à merda. Há imensa gente que me aconselha este destino. Parece que gostaram de lá estar.

Eu preciso...

de férias. Colei na parede do meu gabinete um poster da Jamaica e pedi que me atassem uma rede de descanso ao bengaleiro e ao puxador do armário. Estou quase lá!  

Não gosto de ir…

... a marisqueiras. Os bichos mortos ficam a olhar para mim todos esbugalhados e há sempre a pila de Cavaco Silva no menu.

 

Vá, não se irritem. Já acabou. A Gaffe fica sempre muito feliz por poder partilhar uns pedacinhos da sua alma convosco, embora, valha a verdade, se borrife para quem a seguir vai pegar no desafio.

Um monstro, esta mulher!

 

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Gavetas:

A Gaffe dos Sapos

rabiscado pela Gaffe, em 16.11.17

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A maravilhosa Magda resolveu encetar um processo que apesar de muito divertido pode encarniçar os nervos a uma quantidade significativa de gente do costume, ou seja, ao grupo de criaturas que perante uma qualquer iniciativa - sobretudo quando repleta de boa disposição - se esbardalha no sofá a roer os ossos dos cadáveres que conseguem desencantar em todas as esquinas do seu cérebro embebido em lama.

É portanto, e antes de tudo, uma iniciativa corajosa.

Depois, é possível que se torne um encontro de humor, de alegria, de festa e sobretudo de insensata e divertida tontice - o que é, como toda a gente sabe, uma das coisas mais saborosas que conseguimos descobrir na vida.

 

Não vou nomear os meus blogs favoritos nas categorias apontadas, mas vou com certeza participar, votando nos que forem seleccionados.

Basta seguir as instruções!

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A Gaffe de múltipla escolha

rabiscado pela Gaffe, em 17.07.17

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A Gaffe sugere que se escolha uma das hipóteses que se fornecem, identificando cabalmente a personagem fotografada:

 

a) O estilista do DAESH fartinho das cores pastel, tudo muito terra queimada, tudo muita areia, tudo muito ar poeira, a anunciar as cores Primavera/Verão 2018;

 

b) Um suicida do DAESH. Terrorista, mas com muito bom coração, que não quer magoar muita gente, apesar de desejar muito o forrobodó com uma data de virgens;

 

c) A Cristina Ferreira no território do Estado Islâmico, disfarçada para não levar um tiro logo ali, a publicitar a sua revista;

 

d) Gentil Martins a provar que não é nada preconceituoso, homofóbico e fundamentalista e que foram as pessoas mal formadas, imorais e perigosas – sobretudo dois gays, três lésbicas e a D. Dolores - que interpretaram mal as suas palavras.

 

À resposta mais próxima da correcta é oferecida uma assinatura da GAFFE Magazine.

Um mimo.  

 

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Gavetas:

A Gaffe com um cheirinho

rabiscado pela Gaffe, em 06.07.17

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É mais do que evidente que vou enviar o prémio a quem participou nesta marotice brejeira e dedicar-me ao blog da minha querida amiga que trocou David Gandy por uma bagatela.

 

Surge no entanto um prurido que me deixa ligeiramente embaraçada.

 

Publicar ao Deus dará uma quantidade ensandecida de rapagões, desconhecendo-se as casas de chegada, não é matéria susceptível de causar a uma rapariga simpática qualquer rubor. Uma pila com destino incerto, vai parar sempre a um pôr-do-sol distante, mas acolhedor, sem ricochete de grande monta.

No entanto, saber que pela calada de um e-mail enviamos a esplendorosa nudez de alguém, partilhando assim com um grupo restrito a masculinidade seja de quem for, não é tarefa tão simples como promete. Diz-nos o juízo que facilmente poderemos passar por impositivas sabujas a atirar à cara de quem mal conhecemos - mas que identificamos, mas que particularizamos -, a pila de um estranho que nos encheu os olhos - suspeito que esta frase terá de ser revista. Como é de prever, não é de todo educado e de bom-tom esbardalhar miudezas destas contra a incauta face de uma inocente criatura que conta pelo menos com um paninho esvoaçante na frente da agressora.

 

É estranho o facto de nos tornarmos capazes das maiores barbaridades quando os espectadores são anónimos, inócuos, distantes, amorfos e com uma opinião que não nos afecta ou nos deixa indiferentes, mas somos comedidos e cautelosos quando esses mesmo espectadores se tornam mais próximos e ganham uma importância capaz de refrear os nosso desmandos.

 

Creio que esta é uma das desvantagens da amizade, mesmo aquela que se constrói aqui nestas Avenidas: a nossa mais jocosa irresponsabilidade, a nossa mais tonta infantilidade, dá lugar a uma espécie de respeitoso pudor, de civilizada empatia, que nos fica bem, mas que nos coíbe de mostrar a pila.    

 

Na foto - um cheirinho a David Gandy por Mario Testino

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A Gaffe giveaway

rabiscado pela Gaffe, em 03.07.17

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A Gaffe decidiu ser fofa.

A Gaffe decidiu ser uma blogger em condições.

A Gaffe decidiu ser uma fashion blogger.

 

As suas Avenidas merecem um pequeno apontamento simpático e generoso. Dada a falta de patrocínios, partilhas e parelhas e tendo em conta que o mecenato já deu tudo o que tinha a dar, o mecanismo do passatempo proposto tem obrigatoriamente de ser básico, pese embora o tamanho do prémio.

 

Minhas caras e meus caros, a Gaffe sugere que escolham a resposta - e a justifiquem - que mais se adequa à vossa reacção.

 

 Se um desconhecido vos oferecer flores:

 

a)      Sorrio, aceito e fico a pensar que há imensos tarados à solta.

 

b)      Penso que é mais um que me segue no Instagram.

 

c)      Pego numa catana, porque sinto que estou aqui, estou a ser violada(o).

 

d)      Desato aos gritos porque tenho a certeza que é a hater que me tem denegrido a reputação no facebook.

 

e)     Sou a Greta Garbo e dou-lhe duas chapadas.

 

É evidente que a resposta mais criativa e esplendorosamente justificada ganha o fabuloso prémio. Basta que a coloquem na caixa dos comentários, aqui, ao vosso dispor. O júri será composto por todos os que desejarem opinar.

O prémio?

 

Ah! O prémio!

Minhas queridas - e eventualmente alguns dos meus queridos -, o prémio é:

uma fotografia de David Gandy todo NU.

Verdade! Com a pila à mostra.

 

Há lá coisa mais linda?!

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Gavetas:

A Gaffe solitária

rabiscado pela Gaffe, em 08.05.17

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A Gaffe hoje conversa com o Sr. Solitário que teve a gentileza de se lembrar desta rapariga que usou durante todo o tempo óculos escuros, não se desse o caso dos seus olhos desatarem a falar em demasia.

 

Convém bisbilhotar.

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A Gaffe labial

rabiscado pela Gaffe, em 10.02.17

A Gaffe traz-vos uma novidade!

 

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Reconhecido, pelas instâncias do mais superior que há, o seu irrepreensível gosto, a Gaffe surge na Baton palrando comme d’habitude acerca do amor.

  

Não há nada como trazer na carteira uma boa revista.

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A Gaffe de Outono

rabiscado pela Gaffe, em 18.11.16

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A querida Inês, posta em sossego, desafiou-me!

Embora não simpatize muito com inquéritos – sejam de que espécie for, - não podia deixar de responder a uma menina originais que por aqui passeia os seus desenhos.   

 

1 -  Café ou Chocolate - Como preferes o café ou o chocolate no Outono, e que marca bebes com mais frequência?

Uma rapariga esperta sabe que todas as estações obedecem à sua vontade de se sentir confortável e o conforto desta rapariga esperta passa sempre por um café tocado por pepitas de chocolate. É sempre um erro deixarmos escapar dois pássaros, acreditando que mais vale ter um na mão.

 

 2 - Acessórios de Outono - o que optas mais por usar (gorros, cachecóis, luvas, etc.)?

Os meus caracóis escapam sempre pelas malhas dos gorros – tramas que o império tece. Uso sempre camisolas e camisolões de gola alta que evitam o uso de cachecóis. Restam as luvas. Gosto muitíssimo de luvas. Sobretudo de pelica, justas e esguias, com cores queimadas ou densas como um vinho maduro. Uso-as até para trabalhar …

 

3 - Música - Que tipo de música ouves durante o Outono?

Não sou grande ouvinte. Tenho imensa dificuldade em cultivar o meu ouvido. O que ouço – normalmente aconselhado, - é transversal a todas as estações, o que significa que me enlevo o ano todo ao som se música francesa dos anos 40/50 ou debico o que alguém tem a bondade de me fazer ouvir o que realmente me arranca à surdez musical.

 

4 - Perfume - que tipo de perfume usas nesta estação do ano?

Uso sempre o mesmo durante o ano inteiro. Sou uma rapariga fiel, apesar de reconhecer que uma mulher que se torna fiel a um perfume, tem mais dificuldade em permanecer fiel a um homem. Descobre depressa que é um perfume, não um homem, que contribui para a sua identidade.

 

5 - Velas - que cheiro gostas mais durante esta altura do ano?

Não sou fã de velas. Não aprecio nenhum cheiro e tenho sempre medo de provocar um incêndio. Luz romântica, só a de um anel de diamantes.

 

6 - O que gostas mais do Outono?

Das cores dos áceres.

 

7 - A maquilhagem preferida para o Outono.

Aquela que a minha irmã usa. São sempre produtos excelentes!

 

8 - O que esperas fazer mais neste Outono?

Gostava de ler com mais entusiasmo. Ultimamente deixo todos livros a meio. Abandono-os sem remissão e sem remorso, com marcadores tristes a sinalizar as páginas a que não retorno. Livros abandonados desta forma são a desolação dos universos que trazem dentro e que provocam cá fora.

 

Acabou e afinal não sofri muito. O Outono é sempre propício a pequenos sofreres julgados de morte.

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A Gaffe oferece

rabiscado pela Gaffe, em 13.10.16

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A Gaffe desgasta o seu preguiçoso tempo debruçada sobre o Photoshop até que o seu pequeno universo fique anestesiado ou produza uma imagem agradável à vista, mas desenhada sem preocupações.

Durante uma das suas passeatas descontraídas, acabou a lutar com um dos Templates do SAPO. Adaptou-o, manipulou-o, acrescentou-lhe alguns detalhes, retirou outros e ficou com um layout novíssimo que espera agora pelo dono.

 

Decidiu que talvez valesse a pena lançar-vos um desafio.

O layout está pronto, o header - ou o cabeçalho, como queiram - pode perfeitamente ser adaptado ao blog que o recolher e todos os códigos - HTML e CSS - estão ao vosso dispor.

 

Claro que terá de se encaixar da melhor forma possível no blog que o acolhe.

Exactamente por isso, sugiro que os blogs que desejem muito sofrer as sevícias da Gaffe, se apresentem nos comentários a este post. No meio da multidão - que se tem a certeza aparecerá ... ...  - encontraremos por certo um que absorva o layout criado.

 

Minhas queridas e meus queridos, basta que comentem - até dia 14 - este post e descrevam de forma muito sucinta o que realmente trazem espalhado pelo blog que vos pertence. A Gaffe promete que vai ler-vos com muitíssima atenção e escolher aquele que pode fazer o favor de acolher o layout criado.

 

Os voluntários podem começar a aparecer que não dói nada!  

 

Nota - As inscrições estão encerradas. A Gaffe não vai conseguir escolher o mártir! O layout terá obrigatoriamente de o fazer por si.

 

Ilustração - R. Gruau

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A Gaffe atrapalhada

rabiscado pela Gaffe, em 20.04.16

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A Helena propôs-me um desafio que dá um trabalhão monumental!

Para além de ter de esbardalhar a imagem que encarna a provocação, há que referir 11 factos relacionados comigo, responder a 10 questões e apontar os canhões para uma data de blogs que responderão caso aceitem - e o convite não é de todo um ultimato - a 10 perguntas feitas por mim, perpetuando esta maldade.

 

Por muita boa vontade que tenha - e não é assim tanta - enumerar os malditos 11 factos acaba por ser repetir pormenores que estão espalhados por estas avenidas. Toda a gente sabe que sou ruiva, que morro de amor pela cozinha tradicional do Norte de Portugal, que não consigo engordar um grama mesma que passa o dia a saciar a gula, que as minhas costelas não são oriundas do mesmo país, que a minha página no Facebook durou dois meses e morreu por inanição ou que sou a irmã mais nova de dois portentos talentosos que não nos fazem sentir amor à primeira vista.

 

Torna-se  portanto mais engraçado responder de imediato às questões que me couberam em sorte.

1 - Primavera ou Outono?

Disseram-me um dia que existem pessoas noctívagas que contrastam, ou completam, as que são luminosamente diurnas e dentro deste último grupo, vivem as que se acomodam apenas à manhã e as que pertencem à tarde. Provavelmente as estações dividem de igual forma.

Seja como for, sou claramente do Outono e, contrariando o poeta que quer fazer comigo o que a Primavera faz às cerejeiras, escolho frutos secos.

 

2 - Qual é o teu passatempo favorito?

Creio que não tenho tempo para passar! O tempo passa por mim sempre a correr.

Se tivesse de escolher um passatempo, passava o tempo a admirar a pressa com que o tempo passa.

 

3 - O que fazes quando ninguém te vê?

Cometo crimes! Bocejo sem colocar a mão na boca, arranjo as copas do soutien e tiro as cuecas do rabo. Às vezes aproveito e canto como uma tresloucada ao som do primeiro chuveiro que encontrar.

 

4 - Uma memória feliz.

O meu avô.

 

5 - Um sonho ainda por cumprir.

Aquele que sei que não se cumprirá jamais. Não tem importância se continua um sonho.

 

6 - O que farias se soubesses que de certeza corria bem?

Atirava a Joana Vasconcelos para cima da Margarida Rebelo Pinto e esperava que depois o resto corresse mal. 

 

7 - Quem te põe um sorriso nos lábios só de pensar (nessa pessoa)?        

Apenas duas criaturas conseguem que abra sorrisos na alma dessa forma: o meu rapagão e o meu Gigante. Os sorrisos são diferentes… o primeiro, normalmente acaba num suspiro ou numa pequena morte abençoada, o segundo principia na saudade.

 

8 - filme ou música que te tenha marcado.

Não sou muito propensa a ser marcada pela música e nunca fui de fitas.

 

9 - Qual seria o próximo destino de férias ideal?

Férias?! Onde?! Em Petra!

Já retirei da mochila o meu Iphone e o meu Ipad, não vá passar por refugiada.

 

10 - O que tens sempre contigo?

A vontade de viver.

              

É chegada a altura de imolar algumas das minhas companheiras de infortúnio - os meninos desta vez ficam de fora. Sublinho que estas nomeações não vinculam ninguém, mas seria muito interessante ouvir a Filipa, a Catarina, a MJ, a Maria Araújo, a Fatia, a Magda, a Neurótika, a Mula, a Azulmar, a Miss X e a Sara a responder a isto!

 

1 - Quais são, segundo os teus critérios mais íntimos, as três palavras mais belas da Língua Portuguesa? 

2 - Quem escolherias tu para Presidente do Mundo?

3 - Dos teus cinco sentido, qual o mais e o menos importante para ti? Porquê?

4 - Qual (e justifica a escolha) o blog que levarias contigo para uma ilha deserta?

5 - O que farias se fosses invisível durante 24 horas?

6 - Qual seria primeiro Decreto que assinarias se fosses uma Ditadora implacável e impune?

7 - O que defendes com paixão, mas que na realidade nunca te preocupou grande coisa?

8 - Escolhe um(a) amigo(a). O que dizes quando falas nele(a)?

9 - Escolhe UM dos teus blogs favoritos. Qual seria o presente ideal que lhe oferecerias?

10 - Qual foi o primeiro pensamento - sério - que tiveste hoje ao acordar?

 

Minhas queridas, resta-me desejar-vos trambolhões de paciência.

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Gavetas:

A Gaffe de 2015

rabiscado pela Gaffe, em 11.12.15

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 Esta menina já escolheu.

Esta menina é muito isabelina como já se tinha referido algures, mas há que aplaudir todas as escolhas.

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Gavetas:

A Gaffe musicada

rabiscado pela Gaffe, em 11.12.15

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A minha Neurótika preferida decidiu colocar-me numa posição embaraçosa, desafiando-me a satisfazer a sua curiosidade. Não posso passar despercebida, embora reconheça que não sou grande ouvinte e que todas as melodias que ouço são sempre oferta de um Amigo que percebe que apesar de deslumbrante sou surda como uma porta.

 

1 - Qual é a música que descreve melhor o teu estado de espírito? Porquê?

Porque a saudade que vem devagarinho com a primeira luzinha da manhã está exactamente aqui.

 

2 - Preferes pop ou rock?

Eu é mais bolos.

 

3 - Que música te faz lembrar o amor?

Deveria responder aquela que ouço nos gestos das mãos dele, mas não será isso que se pretende. Posso sempre substituir a frase por esta versão do meu amor.

 

4 - Que música te faz dançar?

Danço ao som de tantas vozes, mas não consigo resistir quando surgem todas juntas.

 

5 - Qual é a música que te acalma?

O som da chuva e o de um coração.

 

6 - Qual é a melhor música para ouvir pela manhã?

Os tambores que chegam nas nuvens das promessas.

 

Vou pedir à  prendadíssima Maria Araújo e a minha querida Paula  - que me acompanham sempre nos passeios por estas Avenidas -  e a incontornável MJ, que me digam:

 

Qual a música que escolheriam para banda sonora deste e dos respectivos blogs?

 

Na foto - Chet Baker & Donyale Luna por William Claxton

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