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Ilustração - Fernando Vicente


A Gaffe com gente dentro

rabiscado pela Gaffe, em 02.09.19

Gente dentro

 

Pé ante pé, percorremos distraídos estes pedacinhos com gente dentro.

Recebemos às vezes, de repente, a surpresa de nos encontrarmos perante dimensões que escapam ao espaço restrito destes recantos e nos mostram que há aqui dentro, habitando blogues, pessoas que acabam por se dar através deles, muitas vezes de forma maior, bem divertida, bem bonita, bem-disposta, a quem do outro lado é apenas capaz de esvoaçar sobre as palavras, como se não tivesse um blogue dentro.

 

Não é confuso. As frases, retorço-as eu, que tenho dentro apenas um acervo de patetices que transformo em sentenças. Não faço ideia se sou gente com um blogue dentro, se sou apenas um blogue com gente dentro, mas que não vale a pena, ou se, por fim, sou apenas gente sem palavras com sentido dentro.

Sei, isso sim, que aqui dentro há gente com gente dentro, que de um momento para o outro nos consegue oferecer a possibilidade de se reconhecer que não existe apenas o que está lá fora e que aqui, ou aqui, no meio das palavras, se consegue ver sorrir, se consegue abraçar, se consegue ser com blogues dentro.   

É bem possível que para ilustrar o slogan que encabeça estes espaços – blogs com gente dentro – tenhamos de recorrer a minha maravilhosa Magda, ao David e a toda a estupenda equipa que foram cultivando.

 

Magda, minha querida, tu és tão gente em todo o lado!

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A Gaffe graxista

rabiscado pela Gaffe, em 23.11.18

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Sem qualquer tipo de rede e levado até ao fim apenas por dois absolutamente doidos aventureiros, a Magda e o David, o Sapos do Ano deve ser aplaudido de pé, porque, para além de divertido, saudável, bem-disposto, isento, inócuo e repleto de festa, luzes e palavras, é a prova sólida que há realmente Gente dentro desta plataforma.

 

Ilustração - Naoto Hattori  

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A Gaffe a magicar

rabiscado pela Gaffe, em 22.11.18

A Gaffe esteve a magicar forma de contribuir para aligeirar o trabalho da sua querida Magda e do David que estão ocupadíssimos a contar os votos de todos aqueles que decidiram participar nos Sapos do Ano, mesmo os daqueles que acreditam que o formulário não foi submetido quando o clicaram pela milionésima vez.

Depois de uma noite bem dormida sobre o assunto, a Gaffe decidiu oferecer, para a realização da Gala de entrega dos prémios, o anexo da casa. Um coisa simples, muito dentro do simbólico.

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Vai precisar que alguém sacuda os cortinados, mas não vão com certeza esperar que a Gaffe faça tudo, até porque vai estar ausente, pois a Gaffe - embora demonstrando com o gesto todo o seu fair-play -, jamais se sujeitará a humilhações…

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Gavetas:

A Gaffe e os quatro magníficos

rabiscado pela Gaffe, em 15.11.18

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A Gaffe acredita que deixou de ser necessário repetir o agradecimento aos dois alucinados que se propuseram encetar e levar a cabo um trabalho que os endoidecerá de vez, mais cedo ou mais tarde.

A Gaffe sabe também que o prazer de lhes entregar os parabéns é comum a todos os que assistiram ao desenrolar do processo.

 

É agora, isso sim, necessário continuar a apoiar a iniciativa, votando nos que foram selecionados para a fase final.

 

A Gaffe está ali, nua, desprotegida, na categoria Opinião, ao lado de quatro potentados.

Como toda a gente sabe, é muito bonito - e fica sempre bem -, vestir os nus e abrigar os desvalidos.

 

Então vá.

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A Gaffe do Ano

rabiscado pela Gaffe, em 02.10.18

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A Gaffe alarga a sua permanência no Douro. Há uns socalcos de tarefas a cumprir e é uma maçada não ter confiança nas empregadas que lhe partem imensas coisas, não as envolvendo nas páginas da Vogue. Toda a pessoa de boas famílias sabe que embrulhar copos da Boémia - ou jarretas Ming -, nas páginas do Correio da Manhã resulta sempre caco.

 

A Gaffe não compreende mesmo a existência de gente que ainda não lê o exclusivamente digital. O resto deixa os dedos tão conspurcados! O digital tem a vantagem de só deixar embrutecido o cérebro e nós sabemos que isso é coisa que não se vê ou se disfarça com alguma facilidade escrevendo cuesia num blog ou, em modo anónimo, na caixa de comentários de um outro. Ninguém fica a par da física rugosidade ressabiada do comentador e os dedinhos que teclam podem perfeitamente distar anos-luz do mais incipiente vestígio de pensamento.

 

A Gaffe tem recebido esporadicamente pequenos mimos de alguém que lê imenso coisas em papel de jornal. Há que admitir que não são brilhantes e pecam pelo refrão. Pertencem à mesma criatura – reconhecível pelos erros de sintaxe recorrentes -, e abordam pequenos recantos e mínimas ruelas por onde esta rapariga vai passeando o olhar.

 

São atentos. São comentários que revelam um estado de alerta permanente ao que, ainda que de forma vaga e incerta, vai tocando a fímbria do vestido Valentino que a Gaffe ousou usar neste degredo com imensas silvas e picos e bichos e fungos repugnantes que trepam às árvores e àquelas plantas que dão vinho.  

O último floreado prende-se com a divertida iniciativa da Magda. Os Sapos de Ano.

 

O comentário é digno de figurar na cartilha da imbecilidade iluminada.  

 

A Gaffe é acusada de manipular as nomeações e de se esperar que mais uma vez chegue à bem-disposta e inócua final, pois que parece que está tudo feito para agradar aos mesmos, não sendo referidos os nomes dos traficantes destas influências torpes que eventualmente serão os tais mesmos.

Após vários protestos, o comentário termina com a crítica severa à ausência de categorias importantíssimas que são ignoradas - talvez quem sabe?! - por concluo de um grupo de conspiradores de palas nos olhos e pernas de paus. A Gaffe chega a admitir que a afastamento da categoria CUESIA é escandalosa, mas há que reportar que seria nessa - e na de CULINÁRIA, vá! -, que esta rapariga não teria hipóteses.

 

Há realmente uma admissível e negra sombra de suspeita.

 

A Gaffe anda ligeiramente ocupada a tentar que a criadagem não parta cristais, mas não poderia jamais deixar de confirmar todas as suspeitas.

 

Os Sapo do Ano são organizados pela Mafia com uma mãozinha yakuzada e esta rapariga tem uma participação obscura e obscena nas duas organizações que, como se sabe, são imensamente paritárias. É unha com soja com a madrinha, a Magda, psicopata obsessiva-compulsiva e cuesiofóbica e muito íntima de David Marinho que chefiou em tempos idos o assalto ao arranha-céus e pertence à Opus Dei.

 

Agora, a personagem atrás dos dichotes já pode ir saltitar pelo charco fora.     

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A Gaffe dos Sapos

rabiscado pela Gaffe, em 16.11.17

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A maravilhosa Magda resolveu encetar um processo que apesar de muito divertido pode encarniçar os nervos a uma quantidade significativa de gente do costume, ou seja, ao grupo de criaturas que perante uma qualquer iniciativa - sobretudo quando repleta de boa disposição - se esbardalha no sofá a roer os ossos dos cadáveres que conseguem desencantar em todas as esquinas do seu cérebro embebido em lama.

É portanto, e antes de tudo, uma iniciativa corajosa.

Depois, é possível que se torne um encontro de humor, de alegria, de festa e sobretudo de insensata e divertida tontice - o que é, como toda a gente sabe, uma das coisas mais saborosas que conseguimos descobrir na vida.

 

Não vou nomear os meus blogs favoritos nas categorias apontadas, mas vou com certeza participar, votando nos que forem seleccionados.

Basta seguir as instruções!

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